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Afilhado político de
Magalhães Teixeira, Franco Montoro e Mário Covas,
Biléo Soares
sempre foi um homem de trânsito livre entre os históricos do PSDB. Por
conta disso, esta semana, recebeu telefonema de Geraldo Alckmin. O
governador de São Paulo, no entanto, não fazia articulação política, nem
pedia auxílio de Biléo
para o encaminhamento mais adequado a alguma demanda de interesse de
Campinas ou da Região Metropolitana. Alckmin ligou, exclusivamente, para
saber sobre a saúde de
Biléo –
que vem lutando contra um câncer já há alguns anos.
Com coragem e naturalidade,
Biléo fez um histórico da doença. Contou sobre as cirurgias a
que foi submetido nos últimos meses e revelou detalhes sobre as sessões
de quimioterapia a que tem sido obrigado a realizar nas últimas semanas.
Os relatos, no entanto, não tiveram um tom de lamentação. Ao contrário.
A autocomiseração foi substituída por uma nova demonstração de amor ao
PSDB – partido onde ingressou ainda estudante e que enfrenta uma grave
crise institucional no âmbito municipal.
“O que mais me preocupa,
governador, não é minha doença, pois tenho recebido todos os cuidados
dos médicos; o apoio dos meus amigos e o carinho dos meus familiares. O
que mais me preocupa, governador, é a saúde do PSDB”, disse ele.
Agora em abril (no dia 10) o partido vai escolher o novo diretório
municipal - no pontapé inicial da preparação para a corrida eleitoral de
2012 que, por sua vez, pode definir o futuro da legenda na cidade e na
região. Biléo está
preocupado com a unidade do partido que, segundo ele, “está dormindo num
sono profundo de divergências e conflitos”.
Para evitar que essas divergências provoquem maiores danos, o vereador
lançou uma espécie de campanha pela unidade. Lembrou que no dia 13 de
março serão realizadas as convenções para os diretórios zonais que, por
sua vez vão escolher o diretório municipal.
“Dos 7 zonais, já temos a uma posição de unidade em três. Precisamos
convencer os outros quatro a fazerem o mesmo, porque não adianta
destruir para depois construir algo novo. Temos de nos unir para
fortalecer o que já existe e sair com força para ganhar as eleições em
Campinas”, diz
Biléo. “A chance do partido está na unidade; é seguir todos
juntos. O partido não pode se dividir, se fragmentar”, advertiu.
Depois da conversa por telefone,
Biléo escreveu uma longa carta de cinco laudas ao
governador relatando os problemas do PSDB na cidade. Lembrou, em
síntese, que o partido “precisa” entrar como protagonista nas próximas
eleições municipais.
Biléo
garante que a conversa com Alckimin não foi um pedido de intervenção.
“Nas últimas semanas as coisas evoluíram de forma satisfatória e estão
se encaminhando para a união”, avalia. Ainda assim, o governador deixou
um recado. “Se vocês não conseguirem resolver os problemas de Campinas,
existe um anestesista que pode ajudar”, disse Alckmin, que é médico,
referindo-se à própria especialidade.
Biléo
fez questão de dizer que não tem a intenção de deixar o PSDB. “O
comandante é o último a deixar o navio. Jamais faria isso. O que eu
quero é pensar na unidade e no fortalecimento do partido”, finalizou.
Texto:
Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal
de Campinas. |