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Consequência da Lei
Antifumo, regra vale para bares, restaurantes e locais de uso coletivo.
Os equipamentos devem ser removíveis.
A Câmara aprovou nesta quarta-feira (10/03), em primeira discussão,
projeto de autoria do vereador
Biléo Soares (PSDB),
que autoriza o Executivo a instituir em Campinas, o programa “Calçada
Limpa”. A proposta coloca a cidade em consonância com a Lei Antifumo,
regulamentada o ano passado, e obriga os proprietários ou responsáveis
legais pelo recinto de uso coletivo – público ou privado – a colocar
cinzeiros removíveis nas calçadas em frente aos estabelecimentos. O
objetivo é evitar o acúmulo de sujeira, e principalmente de bituca de
cigarro. “O que queremos é uma calçada mais limpa, sem sujeira,
preservando assim o meio ambiente, a nossa qualidade de vida. O que não
pode é nossas calçadas serem tomadas de bitucas de cigarros”, justificou
o vereador. Pelo projeto, a regra
vale para locais de uso coletivo em condomínios, casas de espetáculos,
teatros, cinemas, bares lanchonetes, boates, restaurantes, praças de
alimentação, hotéis, pousadas, centros comerciais, bancos e similares.
Vale também para qualquer espaço de lazer e entretenimento. Os cinzeiros
deverão ser retirados pelos estabelecimentos no final do expediente e
não poderão trazer propaganda de cigarros. Além disso, os resíduos
recolhidos deverão ter destinação adequada, determinada pelo Executivo.
Os responsáveis pelo estabelecimentos deverão indicar a existência e a
localização dos cinzeiros.
Ainda de acordo com o projeto, os equipamentos, no entanto, não poderão
ser colocados em locais que atrapalhem a circulação no passeio, nem
causem transtornos ou riscos a pedestres. O descumprimento sujeitará o
infrator a multa no valor de 150 UFICs (cerca de R$ 300,00). O valor
será dobrado em caso de reincidência.
“O projeto é muito oportuno, porque o que não podemos é fazer uma
legislação para um lugar privado, daí poderia apontar para a questão do
fumódromo, mas ao ar livre, público, não teria problema”, explicou
Biléo.
O projeto ainda passará por mais uma votação e se aprovado será
encaminhado para a sanção do prefeito.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas |