|
Assistam
a entrevista do vereador Biléo Soares no
programa do renomado colunista social, Almir Reis.
Dias
23/03/2010 (3a. feira) e
25/03/2010 (5a. feira) `as
22h (reprise)
Dia
28/03/2010 (domingo) `as 18:30h
(reprise).
------------------------------------------------------------------------------------------------
A
lagoa abandonada
Muito se
tem falado nas últimas semanas sobre as condições do
Parque Portugal, uma das maiores, se não a maior, área
de lazer de Campinas. Inaugurado nos anos 70, ele fez
com que a região em volta da Lagoa do Taquaral
adquirisse aspectos nobres e se transformasse no local
ideal para as saudáveis práticas de exercícios físicos,
como caminhadas, corridas e outras. Além disso, se
tornou área propícia para piqueniques e para
apresentação de shows no Auditório Beethoven, uma grande
concha acústica ao ar livre que já recebeu grandes
artistas e, principalmente, a nossa Orquestra Sinfônica.
Assim que retornei à Câmara Municipal, no início de
2009, decidi realizar um trabalho comum àqueles que são
eleitos vereadores em Campinas: fui ver, in loco, as
condições de nossas principais praças e áreas de lazer.
O que vi me deixou estarrecido e foi objeto de inúmeros
requerimentos — todos fartamente ilustrados —
solicitando ao governo de Campinas que tomasse
providências urgentes para que esses locais voltassem a
ter, como em passado recente, condições de frequência da
população campineira.
De todas as áreas visitadas, o Parque Portugal foi o
que mais me chamou a atenção, pois mesmo com as péssimas
condições de uso da grande maioria de seus equipamentos,
a frequência por ali continuava elevada. Sua reforma,
portanto, se mostrava mais urgente ainda, já que a falta
de manutenção e a precária segurança colocavam em risco
até a vida dos frequentadores. Mas, infelizmente, de
pouco ou nada adiantaram meus protestos feitos da
tribuna da Câmara ou meus requerimentos aprovados e
encaminhados ao prefeito Hélio de Oliveira Santos.
Passou-se um ano inteiro sem que nada fosse feito para
melhorar as condições do Parque Portugal. As quadras de
esportes ali existentes continuaram com o piso rachado e
sujas; o banheiro continuou entupido, fazendo de seu uso
um exercício de coragem; a pista continuou sem
manutenção, com pedras cada vez maiores a atrapalhar as
caminhadas; um pequeno lago paralelo à lagoa continuou
fétido, depósito de entulhos; o bosque ali existente e
usado para piqueniques continuou com mesas quebradas,
com galhos espalhados pelo chão. A caravela, depois de
adernar por falta de manutenção, foi interditada às
visitas e deixada ao tempo, apodrecendo aos olhos de
todos.
E, para confirmar o pouco caso de um governo que diz
ter recebido grandes recursos do governo federal como
nunca antes na cidade, a única providência ocorrida por
ali foi a volta dos antigos pedalinhos — os novos, em
forma de cisne, apresentados como grande novidade, não
tinham a segurança necessária e um deles tombou no meio
da lagoa. Agora eles voltaram e, espera-se, estejam
seguros para os usuários.
Tanto desleixo acabou resultando em perigo maior para a
população: o bosque, onde famílias inteiras faziam
almoços festivos nos fins de semana, virou ponto de
encontro para prostituição masculina e sexo casual e de
usuários de drogas, afugentando todos que usavam a área
como um local saudável de lazer.
Só então, quando o Parque Portugal se tornou um caso de
polícia pela presença de drogas e drogados e por
seguidos atentados ao pudor, é que as autoridades
municipais resolveram se mexer. E assim mesmo após
várias reportagens publicadas neste Correio Popular e
que expuseram a ferida para toda a cidade: um dos mais
belos cartões-postais da cidade estava agonizante e a
população corria sério risco de perdê-lo.
Providências agora começam a ser tomadas, mais de um
ano depois das minhas primeiras denúncias. É óbvio, são
bem vindas. Espero que as reformas, a manutenção e os
serviços propostos sejam realmente realizados e
recomponham o cenário inigualável deste parque que
simboliza a confraternização, a harmonia e a paz entre
as pessoas que vivem e amam nossa terra. Portanto, é
fundamental refletir e ponderar que o lazer do cidadão é
um direito. Nossas praças, nossos bosques não podem se
transformar em lixões abandonados. O campineiro paga — e
paga um preço elevado — para ter uma cidade confortável
e saudável. E, infelizmente, não é isso que estamos
vendo.
Biléo Soares é o
líder da bancada do PSDB na Câmara de Vereadores de
Campinas
Um forte
abraço.
Visite nosso site -
www.bileosoares.com.br
|