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07/12/2011

 

Biléo é enterrado sob aplausos e hino da Ponte

 

Sepultamento de Biléo
 

Sob intensos aplausos e ao som do hino da Ponte Preta executado pelo trumpete do amigo Silvio Bertolini, o corpo do vereador Biléo Soares (PSDB) foi sepultado na Quadra 11, Sepultura 4/5, da Avenida Principal do Cemitério da Saudade, às 11h30 desta quarta-feira (07/12).

Velado no Plenário da Câmara Municipal de Campinas por cerca de 17 horas, o corpo foi transportado para o cemitério numa viatura do Corpo de Bombeiros, coberto por quase uma centena de coroas de flores. O cortejo de cerca de dois quilômetros, foi feito a pé por milhares de pessoas.


Sepultamento de Biléo

Biléo morreu no final da manhã de terça-feira, depois de lutar por seis anos contra o câncer e deixa a mulher Rita, e três filhos; Gilberto, de 15 anos e as gêmeas Mariana e Giovana, de 13. O prefeito Demétrio Vilagra decretou luto oficial de três dias na cidade e o presidente da Câmara, Pedro Serafim, repetiu o gesto no âmbito do Legislativo. A sessão prevista para esta quarta-feira foi suspensa. Velório e sepultamento foram marcados por grandes homenagens e momentos de sincera consternação.
Biléo morreu pouco depois das 11 horas da terça-feira, depois de cinco dias internado na UTI do Hospital Centro Médico, em Campinas. Seu corpo chegou à Câmara por volta das 17 horas. Foi colocado no centro do Plenário, escoltado pela Guarda de Honra da Guarda Municipal. Rapidamente, o plenário foi tomado por amigos, familiares, admiradores, autoridades e políticos – entre eles, o prefeito de Campinas e o governador Geraldo Alckmin, a quem considerava como amigo. A TV Câmara transmitiu ao vivo todo o velório.

Pela manhã, foi celebrada a 'Missa da Esperança', conduzida pelo Monsenhor Fernando Godoy Moreira, da Paróquia Santa Rita de Cássia. Ele lembrou a vida de retidão de Biléo e tentou reconfortar a família. “Começa agora a verdadeira vida dele”, disse o Monsenhor. “Lá do céu ele vai estar olhando e protegendo sua família como sempre fez”, acrescentava, dirigindo-se para a mulher e os filhos. Emocionada, a soprano Marina Gabetta – amiga pessoal de Biléo – cantou “Panis Angelicais”, “Amigos para Sempre” e chorou ao encerrar com “Ave Maria”.

O presidente Pedro Serafim procedeu a leitura do “Livro da Sabedoria”, que contém exortações segundo as quais, a vida do justo está nas mãos de Deus e, por conta disso, “nenhum tormento poderá lhe atingir”. O vereador Jorge Schneider prosseguiu com o “Salmo Responsorial” que lembra que “O Senhor é meu pastor e não me falta coisa alguma”.

Ao final da liturgia, foi exibido um vídeo de cerca de 10 minutos produzido pela TV Câmara, em que está registrada a trajetória de Biléo como homem público. Em dois momentos, o vídeo foi interrompido por aplausos.
 

Um dos momentos de maior emoção, no entanto, ocorreu quando o presidente da Câmara chamou todos os vereadores para a alto do Plenário e simbolicamente procedeu uma chamada de votação – alusão a uma hipotética sessão ordinária. Serafim chamou o nome de cada vereador por ordem alfabéticas, exatamente como manda o Regimento Interno para caso de votações de projetos. Quando chamou Biléo Soares, o plenário, uníssono, respondeu “Presente”. Ao final da chamada declarou “encerrada a sessão”. Houve aplausos e choro em todo o plenário.
Em seguida, o vereadores pediram a permissão da família para carregarem o caixão até a saída do Plenário. “Eles disseram que entraram junto, aqui (na Câmara) com Biléo em 2009 e querem sair junto com ele agora”, explicou Serafim aos familiares.

Carregada por vereadores até a saída, a urna foi colocada na Viatura do Corpo de Bombeiros, estacionado na Avenida Eng. Roberto Mange. O carro deixou o prédio da Câmara às 10h25 e seguiu até a Av. Ângelo Simões, quando dobrou a direita em direção a Avenida da Saudade.
 

De lá, seguiu em linha reta até a cemitério, onde chegou 24 minutos depois. Centenas de pessoas acompanharam o traslado a pé. No caminho, o trânsito era orientado por batedores designados pela Secretaria de Transportes e viaturas da Polícia Militar.
Um pouco antes de ser sepultado, um violino executou Ave Maria e, em seguida, dezenas de vozes cantaram “Como é grande o meu amor por você” - um dos maiores clássicos de Roberto Carlos.
O câncer que resultou na morte do vereador Biléo Soares foi diagnosticado em 2005 e desde então, foram nada menos que 36 sessões de quimioterapia, 14 cirurgias, 250 exames e cinco meses de quimioterapia oral. Com coragem, lutou contra um câncer na uretra, outro no períneo, mais um no pulmão que levou ao processo de metástase para a cabeça, o fêmur e a escápula.

Nos últimos meses, já bastante debilitado pela doença, se locomovia em uma cadeira de rodas. Durante as sessões, lhe era permitido que usasse a palavra no Plenário, a partir da própria mesa de trabalho. Sua última participação em sessão ocorreu no dia nove de novembro, uma quarta-feira, quando discursou sentado do plenário. Ao final foi rodeado pelos colegas de parlamento e aplaudido por alguns minutos.

Biléo será substituído na Câmara pelo 1º suplente do PSDB, Gilberto Carlos Cardoso - o Vermelho.

Texto e Fotos: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

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