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A vereadora Leonice da Paz protocolou dois projetos
de Lei (documentos anexos) que objetivam a prevenção e o combate ao Bullying
Escolar em Campinas. Uma das propostas institui uma campanha permanente de
conscientização, prevenção e combate, enquanto a outra cria o Dia Municipal de
Combate ao Bullying e o inclui no Calendário Oficial do Município, de forma a
ser lembrado e trabalhado junto às escolas e demais órgãos públicos no dia 24 de
setembro.
“Quem sofre com o "bullying" é perseguido, humilhado, intimidado. E isso não
deve ser encarado como brincadeira de criança”, diz a vereadora. “A campanha tem
por objetivo conscientizar sobre a gravidade da violência física e moral,
principalmente alertando para as consequências destes atos na formação e
desenvolvimento emocional das vítimas”, completa a autora do projeto.
A proposta está de acordo com a Lei Municipal nº. 13.680 de 18 de setembro de
2009 e a iniciativa prevê que o Poder Público Municipal apoie e firme convênios
com a iniciativa privada para a execução de eventos ligados à comemoração da
data, inclusive autorizando a realização de atividades de conscientização,
prevenção, promovendo palestras e debates sobre o tema. Os projetos são também
de autoria do vereador Biléo Soares.
Bullying
É o termo usado para resumir a prática de agressividade repetida muito comum
entre crianças e adolescentes; também utilizado para descrever atos de violência
física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou
grupo de pessoas, causando dor e angústia, sendo executadas dentro de uma
relação desigual de poder.
Trata-se de um problema social, a ser enfrentado, e que vem causando os mais
variados sentimentos desagradáveis aos seres humanos.
As ocorrências mais comuns e identificáveis tem sido nas escolas e as vítimas
são as crianças e adolescentes. “Em 20% dos casos, as pessoas são
simultaneamente vítimas e agressoras de bullying, ou seja, em determinados
momentos cometem agressões, porém, também são vítimas de assédio escolar pela
turma”, diz a vereadora.
Segundo estatísticas, nas escolas, a maioria dos atos de bullying ocorre fora da
visão dos adultos e grande parte das vítimas não reage ou fala sobre a agressão
sofrida.
Uma pesquisa do IBGE realizada em 2009 revelou que quase um terço (30,8%) dos
estudantes brasileiros informou já ter sofrido bullying, sendo maioria das
vítimas do sexo masculino. A maior proporção de ocorrências foi registrada em
escolas privadas (35,9%), ao passo que nas públicas os casos atingiram 29,5% dos
estudantes.
No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com 5.168 alunos de 25 escolas
públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são
comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. Entre todos os entrevistados, pelo menos 17%
estão envolvidos com o problema - seja intimidando alguém, sendo intimidados ou
os dois. A forma mais comum é a cibernética, a partir do envio de e-mails
ofensivos e difamação em sites de relacionamento como o Orkut.
Segundo a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva: “... 90% das crianças que sofrem
bullying não falam para os pais”, Ressaltou ainda que, “nosso cérebro guarda com
muita clareza as situações negativas. Elas ficam marcadas como um 'calo na
memória'. 'Na maioria das vezes, as vítimas de bullying passam a ter medo de
falar em público, dificuldade de relacionamento com autoridades superiores e
depressão diante de obstáculos', disse. É um golpe na autoestima”. |