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Esse lado perverso e
criminoso do sadismo tem uma equivalência infantil — ou mesmo grande
influência na sua gênese. É identificado nas crianças pelo termo inglês
muito difundido na atualidade, o bullying, terrível prazer pela dor
física e/ou moral do outro. |
No nosso GEA (ver último parágrafo), esteve
recentemente o vereador Biléo Soares
(PSDB), que desenvolve intenso trabalho legislativo sobre esse problema das
escolas em Campinas. Um excelente resultado teórico desse empenho foi
oficializar com o Poder Executivo a Lei 13.680, desde setembro de 2009, que
define e regula o bullying no nosso município. Agora, todos os munícipes e seus
representantes precisamos aplicar os itens da legislação, fazer com que ela
funcione exemplarmente na prática.
O projeto visa construir um programa — permeado pelo
amor e pontificado pelo diálogo — que dê um basta à omissão e a impunidade desse
problema social, que tanto aflige a sociedade, principalmente crianças e
adolescentes em idade escolar, e seja muito bem divulgado para a coletividade.
Caberá ao poder público viabilizar as ferramentas: seminários, palestras,
reuniões, treinamento de professores e demais envolvidos nesse processo, para
atingir o objetivo proposto.
Gozação inspirada, apelido bem posto e outras
brincadeiras verdadeiramente espirituosas da infância, puberdade e adolescência
são fatores de integração e requinte da boa convivência. Que turma mais sem
graça aquela que não brinca, provoca, apelida. Porém, quando começa o clima de
competição perniciosa, advindo uma ação corrompida, a menção sórdida, eis o
maligno bullying.
Tais assédios e escárnios são extremamente cruéis,
promovendo sentimentos de inferioridade e exclusão das vítimas,
desvalorizando-as de modo às vezes irremediável. O sofrimento do agredido é tão
contundente que só se nota no agressor a truculência, a maldade, a força
hedionda. Quase não se percebe que ele é um fraco, necessitado de se prestigiar
pela humilhação de outrem.
Compreender a fraqueza do malvado não o livra de
punição, ao contrário, mas é essencial que tenhamos essa clareza e,
principalmente, que a ele seja demonstrado que, quando ataca, declara sua
fraqueza, não sua superioridade. Interaja no GEA (Grupo de Estudos sobre o Amor)
através do site www.blove.med. br. Nesta segunda, dia 8, acompanhe Márcia Bittar
e “Transições no Amor e No Sexo”.
Joaquim Zailton Bueno Motta é psiquiatra e sexólogo |