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06/08/2011

Cidades

SEXUALIDADE

 

Prazer, sadismo e bullying

 

Esse lado perverso e criminoso do sadismo tem uma equivalência infantil — ou mesmo grande influência na sua gênese. É identificado nas crianças pelo termo inglês muito difundido na atualidade, o bullying, terrível prazer pela dor física e/ou moral do outro.

No nosso GEA (ver último parágrafo), esteve recentemente o vereador Biléo Soares (PSDB), que desenvolve intenso trabalho legislativo sobre esse problema das escolas em Campinas. Um excelente resultado teórico desse empenho foi oficializar com o Poder Executivo a Lei 13.680, desde setembro de 2009, que define e regula o bullying no nosso município. Agora, todos os munícipes e seus representantes precisamos aplicar os itens da legislação, fazer com que ela funcione exemplarmente na prática.

O projeto visa construir um programa — permeado pelo amor e pontificado pelo diálogo — que dê um basta à omissão e a impunidade desse problema social, que tanto aflige a sociedade, principalmente crianças e adolescentes em idade escolar, e seja muito bem divulgado para a coletividade. Caberá ao poder público viabilizar as ferramentas: seminários, palestras, reuniões, treinamento de professores e demais envolvidos nesse processo, para atingir o objetivo proposto.

Gozação inspirada, apelido bem posto e outras brincadeiras verdadeiramente espirituosas da infância, puberdade e adolescência são fatores de integração e requinte da boa convivência. Que turma mais sem graça aquela que não brinca, provoca, apelida. Porém, quando começa o clima de competição perniciosa, advindo uma ação corrompida, a menção sórdida, eis o maligno bullying.

Tais assédios e escárnios são extremamente cruéis, promovendo sentimentos de inferioridade e exclusão das vítimas, desvalorizando-as de modo às vezes irremediável. O sofrimento do agredido é tão contundente que só se nota no agressor a truculência, a maldade, a força hedionda. Quase não se percebe que ele é um fraco, necessitado de se prestigiar pela humilhação de outrem.

Compreender a fraqueza do malvado não o livra de punição, ao contrário, mas é essencial que tenhamos essa clareza e, principalmente, que a ele seja demonstrado que, quando ataca, declara sua fraqueza, não sua superioridade. Interaja no GEA (Grupo de Estudos sobre o Amor) através do site www.blove.med. br. Nesta segunda, dia 8, acompanhe Márcia Bittar e “Transições no Amor e No Sexo”.

Joaquim Zailton Bueno Motta é psiquiatra e sexólogo

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