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13/07/2011

 

Prefeitura refinancia divida e leitos no Ouro Verde deverão ser abertos

 

O secretário municipal de saúde, José Francisco Kerr Saraiva disse nesta quarta-feira, em audiência na Câmara Municipal de Campinas, que a prefeitura fez a repactuação da dívida de R$ 4,5 milhões com a Organização Social gestora SPDM, e os 10 leitos fechados no Hospital Ouro Verde deverão ser reabertos em agosto. De acordo com o secretário, o Executivo acertou com a entidade o parcelamento da dívida em 10 vezes e o primeiro pagamento será feito no começo do mês que vem.

“Assim que sair o primeiro pagamento, no máximo em 15 dias teremos condições de reabrir os leitos”, disse o diretor da SPDM, Gustavo Ziggiatti Guth (foto abaixo). A audiência foi convocada pelo presidente da Comissão de Saúde da Câmara, vereador Ângelo Barreto (PT), depois de informações veiculadas na imprensa segundo as quais, a entidade gestora do Complexo Ouro Ouro estaria fechando leitos por conta da falta de repasse da Prefeitura.

Kerr Saraiva disse que a dívida é um acumulado dos últimos 30 meses e se refere ao primeiro contrato – firmado com a Unifesp e SPDM em julho de 2008 e que terminou em setembro de 2010. Segundo ele, o problema ocorreu pela falta de repasse dos governos estadual e federal. Ele diz que o novo contrato, exclusivamente com a SPDM, não registra atrasos.

O secretário disse ainda que deverá ser feito um aditamento ao contrato em vigor no valor de R$ 500 mil. Ele espera também a liberação de mais R$ 500 mil do governo federal. Desta forma, ele acredita que não haverá mais problemas com os repasses.

“É preciso lembrar que não basta redefinir a questão da dívida. O que queremos é colocar o hospital em seu pleno funcionamento. Para isso, estivemos esta semana em Brasília em busca de recursos. Mostramos ao governo federal que os leitos do SUS (Sistema Único de Saúde) em Campinas só poderão ser ampliados com o funcionamento pleno do Ouro Verde”, disse.

Inaugurado em 2008, o hospital tem capacidade para 230 leitos, mas apenas 137 foram colocados em disponibilidade pela SPDM. Destes, 10 foram fechados e existia o risco de outros cinco serem suprimidos nas próximas semanas.

O médico de família e membro do Conselho Municipal de Saúde, Francisco Mogadouro Cunha disse que em vistoria realizada no hospital, se constatou que havia 99 leitos em operação. “Além disso, tivemos informações sobre buracos na escala. Em muitos casos, médicos teriam saído de férias e não haveria substituição”, disse. Ele também criticou o modelo de gestão. “A crise atual é consequência do modelo adotado pela Prefeitura. Contrariando resolução do Conselho, a Prefeitura decidiu não municipalizar a gestão. O estranho é que essa resolução foi aprovada pela Prefeitura”, disse.

O secretário de Assuntos Jurídicos, Antonio Caria (à esq. na foto com Kerr Saraiva) disse que a municipalização não saiu do papel por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Se optássemos pela municipalização, a Prefeitura teria de contratar os funcionários e isso iria ultrapassar os limites preconizados pela Lei”, explicou.

O hospital tem custeio de R$ 4,4 milhões/mês. Destes, R$ 1,2 milhão são recursos da prefeitura e o restante vem do governo federal.

O vereador Ângelo Barreto disse que a reunião foi bastante produtiva. “Nossa intenção era identificar as razões do descompasso entre a necessidade da população e a capacidade do poder público em resolver os problemas. Por isso, acho que a Comissão está fazendo o seu papel. Identificando os problemas e chamando para discutir as pessoas que têm a responsabilidade de resolver”, afirmou.

Também participaram da reunião, os outros integrantes da Comissão de Saúde – vereadores Biléo Soares (PSDB), Dário Saadi (DEM) e Francisco Sellin (PDT). Estiveram presentes à audiência os vereadores Rafa Zimbaldi (PP), Sebá Torres (PSB), Zé Cunhado (PDT) e Zé do Gelo (PV).

Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

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