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23/06/2011

Cidades

ESCÂNDALO ||| LEGISLATIVO

 

Câmara vai votar afastamento de novo

 

Oposição consegue colocar em discussão projeto que pode suspender as funções de Hélio

 

Luciana Brunca
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
luciana.brunca@rac.com.br

A Câmara de Campinas voltou a discutir, na sessão de ontem, o afastamento do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) durante os trabalhos da Comissão Processante (CP) que pode levar à sua cassação. No último dia 15, durante uma sessão tumultuada, o Legislativo rejeitou, com 16 votos favoráveis ao prefeito, requerimento apresentado pelo vereador Valdir Terrazan (PSDB) que também pedia o afastamento do pedetista de suas funções.

Votação só deverá ocorrer após o recesso parlamentar de julho

Agora, o vereador Petterson Prado (PPS) protocolou um projeto de decreto legislativo que prevê a suspensão das funções do prefeito. Ele também pediu votação em regime de urgência.

Para ser votado o pedido de urgência, o requerimento precisava de 11 assinaturas, que foram obtidas. “Protocolei o projeto na última terça-feira e agora vou pedir a votação em regime de urgência. Se for aprovado, ele será votado no próximo dia 29, na sessão. O afastamento do prefeito é necessário para que ele não use os cargos e o dinheiro público para coagir os vereadores e interferir nos trabalhos da CP”, disse Prado.

No texto do projeto, o vereador se baseia no artigo 86 da Constituição Federal, que prevê que, admitida a acusação contra o presidente da República, o mesmo seja submetido a julgamento e suspenso de suas funções—mesmo argumento usado no requerimento de Terrazan.

Mas nem mesmo as 11 assinaturas foram suficientes para colocar em votação o regime de urgência do projeto. No momento em que o pedido de urgência foi colocado em discussão, foram feitas duas solicitações de apuração de quórum— para contagem do número de vereadores — e a votação não pôde ocorrer por falta de parlamentares suficientes.

A oposição afirmou que a medida foi uma manobra da base do governo. “Eles não querem colocar o projeto em votação. Agora, ele entra na pauta de votação da próxima semana”, disse o vereador Prado. Se aprovado na próxima sessão da Câmara, o projeto de decreto legislativo será votado apenas no dia 1º de agosto, quando os vereadores voltam do recesso parlamentar de julho.

O vereador e líder do governo na Câmara, Francisco Sellin (PDT), foi um dos que pediram a apuração de quórum. Ele admitiu a manobra para não votar o regime de urgência. “Esse projeto entraria em um dia totalmente inoportuno. No próximo dia 29, vão ocorrer os depoimentos do prefeito e das testemunhas de defesa na CP. Seria impossível afastar o prefeito no mesmo dia. A oposição está no papel dela, mas a oportunidade está em primeiro lugar”, disse Sellin.

Assinaram favoráveis à tramitação de regime de urgência do projeto os vereadores do PSDB (Biléo Soares, Artur Orsi e Valdir Terrazan), do PSB (Élcio Batista, Arly de Lara Romêo e Sebá Torres), do PV (Zé do Gelo e Vicente Carvalho), Antonio Francisco o Politizador dos Santos (PMN), Rafa Zimbaldi (PP) e o autor da proposta, Petterson Prado.

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