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Pouco mais de um ano
depois da demolição, diretores da Maternidade de Campinas estarão na
Câmara Municipal na manhã desta sexta-feira (08/04) para detalhar o
projeto de ocupação da área onde funcionava a antiga rodoviária. Em
depoimento na Comissão de Representação instalada na Câmara para tratar
do assunto, os diretores da instituição deverão dar informações sobre um
novo projeto imobiliário para a área de 12 mil metros quadrados do
terreno, localizado no bairro do Botafogo.
A reunião da Comissão - que é formada pelos vereadores Dário Saadi (DEM),
Francisco Sellin (PDT) e
Biléo Soares (PSDB) - acontece nesta sexta-feira, a partir
das 10 horas, no Plenarinho da Câmara e é aberta ao público. O acesso
poderá ser feito pela Av. Engenheiro Roberto Mange, 66, no bairro da
Ponte Preta.
O primeiro passo para a implantação do empreendimento foi dado no dia 23
de fevereiro, justamente numa reunião da comissão de representação.
Naquele dia, a Prefeitura se compromete a pagar a indenização por
desapropriação de parte do terreno - num total de R$ 6,5 milhões. Em
contrapartida, a Maternidade deveria apresentar um projeto para ocupação
da área, medida considerada fundamental para o processo de revitalização
da região central da cidade.
A diretoria da Maternidade quer vender o terreno, avaliado em R$ 25
milhões. Com isso, pagaria a dívida que hoje está em aproximadamente R$
14 milhões e que vem crescendo de forma mais acentuada a partir de 2008,
quando deixou de receber pela exploração da antiga rodoviária.
Em consequência da dívida crescente, a Maternidade vem tendo seguidos
problemas para pagar os salários dos funcionários que no começo deste
ano, pela primeira vez em 20 anos, ameaçaram entrar em greve.
SAÚDE - Uma paralisação na Maternidade iria provocar enorme impacto no
sistema de atendimento a gestantes e bebês na cidade e região já que ali
são realizados 30 partos por dia, em média. De cada 10 nascimentos
registrados em Campinas quatro são feitos na Maternidade e, destes, 60%
são atendimentos feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Além disso, o hospital é o centro de referência regional em UTI Neonatal
com 36 leitos – contra 10 leitos disponíveis no hospital da PUC-Campinas
e 15 no da Unicamp, as outras duas instituições que também oferecerem
esse tipo serviço. A Maternidade diz ter hoje um déficit de R$ 500 mil
por mês no atendimento do SUS.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas |