Matérias


07/04/2011

 

Na Câmara, Maternidade vai detalhar projeto para área da antiga rodoviária

 

Pouco mais de um ano depois da demolição, diretores da Maternidade de Campinas estarão na Câmara Municipal na manhã desta sexta-feira (08/04) para detalhar o projeto de ocupação da área onde funcionava a antiga rodoviária. Em depoimento na Comissão de Representação instalada na Câmara para tratar do assunto, os diretores da instituição deverão dar informações sobre um novo projeto imobiliário para a área de 12 mil metros quadrados do terreno, localizado no bairro do Botafogo.

A reunião da Comissão - que é formada pelos vereadores Dário Saadi (DEM), Francisco Sellin (PDT) e Biléo Soares (PSDB) - acontece nesta sexta-feira, a partir das 10 horas, no Plenarinho da Câmara e é aberta ao público. O acesso poderá ser feito pela Av. Engenheiro Roberto Mange, 66, no bairro da Ponte Preta.


O primeiro passo para a implantação do empreendimento foi dado no dia 23 de fevereiro, justamente numa reunião da comissão de representação. Naquele dia, a Prefeitura se compromete a pagar a indenização por desapropriação de parte do terreno - num total de R$ 6,5 milhões. Em contrapartida, a Maternidade deveria apresentar um projeto para ocupação da área, medida considerada fundamental para o processo de revitalização da região central da cidade.

A diretoria da Maternidade quer vender o terreno, avaliado em R$ 25 milhões. Com isso, pagaria a dívida que hoje está em aproximadamente R$ 14 milhões e que vem crescendo de forma mais acentuada a partir de 2008, quando deixou de receber pela exploração da antiga rodoviária.

Em consequência da dívida crescente, a Maternidade vem tendo seguidos problemas para pagar os salários dos funcionários que no começo deste ano, pela primeira vez em 20 anos, ameaçaram entrar em greve.

SAÚDE - Uma paralisação na Maternidade iria provocar enorme impacto no sistema de atendimento a gestantes e bebês na cidade e região já que ali são realizados 30 partos por dia, em média. De cada 10 nascimentos registrados em Campinas quatro são feitos na Maternidade e, destes, 60% são atendimentos feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Além disso, o hospital é o centro de referência regional em UTI Neonatal com 36 leitos – contra 10 leitos disponíveis no hospital da PUC-Campinas e 15 no da Unicamp, as outras duas instituições que também oferecerem esse tipo serviço. A Maternidade diz ter hoje um déficit de R$ 500 mil por mês no atendimento do SUS.

Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

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