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O presidente da
Maternidade de Campinas, Carlos Alberto Cortês, anunciou nesta
sexta-feira (08/04) em reunião da Comissão de Representação da Câmara
Municipal, a venda do terreno de 7,5 mil m2 localizado no bairro do
Botafogo, onde funcionava a antiga rodoviária, demolida há um ano. O
terreno foi vendido para a empresa CEM Empreendimentos, que pretende
construir no local um centro de comércio e serviços.
De acordo com o presidente da Suave Comunicações e Negócios, Itamar
Suave – uma das empresas investidoras - o empreendimento vai ocupar 85
mil m2 de área construída e será chamado de Centro Comercial Andrade
Neves (Ilustração abaixo). O custo de investimento será de R$ 150
milhões. Na semana que vem, o projeto será protocolizado na Prefeitura.
De acordo com Suave, os três primeiros pisos serão destinados a
instalação de um Shopping Center. Sobre esse shopping serão erguidas
quatro torres de três andares cada. Uma das torres será destinada
exclusivamente para abrigar consultórios médicos, clínicas e atividades
relacionadas ao setor.
A segunda deverá atender ao setor corporativo e vai abrigar escritórios
ou pequenas empresas. A terceira ficará reservada para hotéis e a quarta
para comércio e serviços. O projeto prevê ainda mais três andares no
subsolo que serão destinados a estacionamento de veículos. Além da
quadra que abrigava a antiga rodoviária, a empresa pretende utilizar
mais duas quadras, nas imediações.
Investidores de Campinas (UNIC) Participação Ltda., que fará o
gerenciamento de todo o projeto e é quem vai estabelecer as parcerias
com os desenvolvedores e administradores de shoppings, incorporadores e
outros investidores.
PROBLEMAS - O projeto, no entanto, ainda tem de superar alguns
obstáculos até sair do papel. A área que pertencia à Maternidade é
apenas uma parte da área de 12 mil metros quadrados necessários para a
viabilização do empreendimento. Os 4,5 mil m2 restantes – que não
pertencem à Maternidade - ainda devem ser negociados com os
proprietários.
A maior dificuldade, segundo Itamar Suave diz respeito aos 2,1 mil m2
pertencentes à Nehemy Vallin. Essa área foi desapropriada pela
Prefeitura, mas ainda há embaraços jurídicos em relação a escritura.
O presidente da Maternidade diz que a solução está nas mãos da
Prefeitura. “Há menos de um mês, aqui mesmo na Câmara, numa reunião
desta Comissão, o secretário Carlos Henrique Pinto garantiu que, assim
que a Maternidade apresentasse um projeto factível para aquela área,
iria pagar o que deve à Maternidade transferindo a posse daquela área
para nós. Pelo contrato de venda que firmamos que a CEM, assim que a
posse for feita à Maternidade, a área será transferida para os
empreendedores”, disse Carlos Alberto Cortês
Carlos Alberto disse ainda que com a venda, a Maternidade recupera sua
saúde financeira e, após um programa de austeridade econômica imposta
desde 2009, deve zerar o déficit operacional até o meio deste ano.
COMISSÃO – A Comissão de Representação foi instalada na Câmara no
começo de fevereiro para identificar as razões da crise financeira da
Maternidade, que teve o atendimento comprometido em razão de uma greve
dos funcionários. Formada pelos vereadores Dario Saadi (DEM), Francisco
Sellin (PDT) e Biléo Soares
(PSDB), a comissão percebeu que as dificuldades financeiras da
instituição tinham como origem o terreno da antiga rodoviária e, depois
de ouvir todas as partes, contribuiu para a solução do problema.
“Mas nossa tarefa ainda não terminou. Agora temos de acompanhar as
negociações dos investidores com a Prefeitura e depois, fiscalizar o
empreendimento, que é extremamente importante para a requalificação
daquela região da cidade”, diz Dário.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas |