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08/04/2011

 

Comissão intervém e investidores apresentam projeto para área da antiga rodoviária

 

O presidente da Maternidade de Campinas, Carlos Alberto Cortês, anunciou nesta sexta-feira (08/04) em reunião da Comissão de Representação da Câmara Municipal, a venda do terreno de 7,5 mil m2 localizado no bairro do Botafogo, onde funcionava a antiga rodoviária, demolida há um ano. O terreno foi vendido para a empresa CEM Empreendimentos, que pretende construir no local um centro de comércio e serviços.

De acordo com o presidente da Suave Comunicações e Negócios, Itamar Suave – uma das empresas investidoras - o empreendimento vai ocupar 85 mil m2 de área construída e será chamado de Centro Comercial Andrade Neves (Ilustração abaixo). O custo de investimento será de R$ 150 milhões. Na semana que vem, o projeto será protocolizado na Prefeitura.

De acordo com Suave, os três primeiros pisos serão destinados a instalação de um Shopping Center. Sobre esse shopping serão erguidas quatro torres de três andares cada. Uma das torres será destinada exclusivamente para abrigar consultórios médicos, clínicas e atividades relacionadas ao setor.

A segunda deverá atender ao setor corporativo e vai abrigar escritórios ou pequenas empresas. A terceira ficará reservada para hotéis e a quarta para comércio e serviços. O projeto prevê ainda mais três andares no subsolo que serão destinados a estacionamento de veículos. Além da quadra que abrigava a antiga rodoviária, a empresa pretende utilizar mais duas quadras, nas imediações.

Investidores de Campinas (UNIC) Participação Ltda., que fará o gerenciamento de todo o projeto e é quem vai estabelecer as parcerias com os desenvolvedores e administradores de shoppings, incorporadores e outros investidores.

PROBLEMAS - O projeto, no entanto, ainda tem de superar alguns obstáculos até sair do papel. A área que pertencia à Maternidade é apenas uma parte da área de 12 mil metros quadrados necessários para a viabilização do empreendimento. Os 4,5 mil m2 restantes – que não pertencem à Maternidade - ainda devem ser negociados com os proprietários.

A maior dificuldade, segundo Itamar Suave diz respeito aos 2,1 mil m2 pertencentes à Nehemy Vallin. Essa área foi desapropriada pela Prefeitura, mas ainda há embaraços jurídicos em relação a escritura.

O presidente da Maternidade diz que a solução está nas mãos da Prefeitura. “Há menos de um mês, aqui mesmo na Câmara, numa reunião desta Comissão, o secretário Carlos Henrique Pinto garantiu que, assim que a Maternidade apresentasse um projeto factível para aquela área, iria pagar o que deve à Maternidade transferindo a posse daquela área para nós. Pelo contrato de venda que firmamos que a CEM, assim que a posse for feita à Maternidade, a área será transferida para os empreendedores”, disse Carlos Alberto Cortês
Carlos Alberto disse ainda que com a venda, a Maternidade recupera sua saúde financeira e, após um programa de austeridade econômica imposta desde 2009, deve zerar o déficit operacional até o meio deste ano.

COMISSÃO – A Comissão de Representação foi instalada na Câmara no começo de fevereiro para identificar as razões da crise financeira da Maternidade, que teve o atendimento comprometido em razão de uma greve dos funcionários. Formada pelos vereadores Dario Saadi (DEM), Francisco Sellin (PDT) e Biléo Soares (PSDB), a comissão percebeu que as dificuldades financeiras da instituição tinham como origem o terreno da antiga rodoviária e, depois de ouvir todas as partes, contribuiu para a solução do problema.

“Mas nossa tarefa ainda não terminou. Agora temos de acompanhar as negociações dos investidores com a Prefeitura e depois, fiscalizar o empreendimento, que é extremamente importante para a requalificação daquela região da cidade”, diz Dário.

Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

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