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O vereador
Biléo Soares (PSDB)
usou a tribuna da Câmara para render novas homenagens ao ex-prefeito
José Roberto Magalhães Teixeira, cujo aniversário de morte completa 15
anos em 2011. O vereador resgatou a trajetória de Grama – como era
chamado pelos amigos e até mesmo pela população – e concluiu que “para
muitos, foi o maior prefeito da história de Campinas; um homem que
construiu uma vida política com ética, decência, seriedade de propósito
e honradez”.
Biléo diz que o
caráter conciliador apareceu cedo na carreira política de Magalhães.
“Ainda jovem, lá em 1968, quando se juntou a ativistas políticos que
brigavam contra a ditadura, muitos deles falavam em luta armada, até que
Grama ousou a divergir e disse. “Armas por
armas, vou pela ideia e pela palavra”, disse ele. Começava a
surgir ali um grande político”, contou
Biléo. |

Vereador Biléo Soares |
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“Surgia um político que
sempre optava pelo diálogo. Um homem que nunca fez política com o
fígado, mas sempre com dignidade e respeito, como deve ser”, acrescentou
o vereador.
“Em 1986, quando o PMDB
se mostrou pequeno para as muitas lideranças que surgiam na política
brasileira, Magalhães ousou a discordar da cúpula do partido e apoiou
Antônio Ermínio de Moraes. Neste movimento, estava o nascedouro do que
viria ser o PSDB, fundado dois anos depois. Magalhães contribuiu para o
despertar de um partido político que hoje tem 23 anos e uma história de
grandes serviços prestados ao País”, afirmou.
O vereador tucano disse que “poderia citar dezenas”, mas lembrou dois
grandes projetos de Magalhães Teixeira. “O projeto de renda mínima
surgiu com ele. Hoje todo o país sente os efeitos”, afirmou
Biléo.
O Programa Renda Mínima foi lançado em Campinas em 1994 e destinava um
complemento em dinheiro à renda de famílias consideradas miseráveis
(abaixo da linha da pobreza). Para receber o dinheiro, a família
inscrita no programa deveria residir em Campinas há pelo menos dois
anos, manter os filhos na escola e com bons resultados nos estudos,
receber os funcionários da Assistência Social em suas casas
periodicamente e freqüentar cursos profissionalizantes, entre outras
obrigações.
“Outro projeto de Magalhães foi a criação da Secretaria de Ação de
Regional (SAR), um sistema descentralizado, que deixava o cidadão mais
próximo das decisões”, contou.
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Biléo revelou
que quando foi informado sobre o agravamento do estado de saúde
de Grama (o prefeito tinha câncer no fígado e morreu aos 57
anos), correu para o hospital, tentando ser útil de alguma
forma. “Quando eu cheguei no quarto onde estava internado, ele
me perguntou o que é que eu estava fazendo lá. Eu comecei a
explicar e ele me interrompeu. Volte
para a Câmara. Três projetos de extrema importância para cidade
estão sendo votados e você precisa estar lá para garantir que
sejam aprovados. Ou seja, mesmo no final da vida, ele
pensava antes em Campinas”, concluiu.
Magalhães Teixeira nasceu em Andradas-MG. Era chamado de Grama
por causa da cidade mineira de São Sebastião da Grama, onde
morou por um período, mas adotou Campinas como sua segunda terra
natal. Formado em odontologia pela PUC, foi duas vezes prefeito
de Campinas (de 1983 a 1988 e de 1993 a 1996) e vice-prefeito
entre 1977 e 1982. Foi também deputado federal (1990 a 1992). |
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