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Habitualmente nos reunimos às
segundas-feiras no GEA (Grupo de Estudos sobre o Amor), debatendo um tema que
nos esclareça a teoria e a prática do nosso mais nobre sentimento, oportunidades
que têm sido férteis, sugerindo a impressão de que podemos amar mais e melhor.
Todo sábado, nesta coluna, os leitores podem encontrar a programação semanal do
GEA. Mais detalhes no site www.blove.med.br . Na próxima segunda, dia 07,
acompanhem Julio Cesar Molina e Embeleze Corpo e Alma para Amar.
Na reunião passada, tivemos a grata chance de ouvir e conversar com o vereador
Biléo Soares. Enfrentando
estoicamente focos de tumores malignos no corpo, ele tem conseguido exercer a
política, para a qual tem vocação entusiasmada, defendendo e promovendo causas
importantes, mantendo a alma livre de qualquer câncer. Aproveitando a própria
experiência de adoecer com problema grave, dá um testemunho vigoroso e quer
divulgar o seu exemplo para prevenir problemas similares em outros homens.
A fim de exercer qualquer boa ação, dispondo de afetividade para com os outros,
é essencial que nos sustentemos com amor próprio. Sem que nos amemos, não há
possibilidade de amar os outros. Reforçando o amor a nós mesmos, favorecemos
alcançar os próximos, preparando os espíritos para enfrentar quaisquer traumas e
dramas.
Ao longo da História, comprometido com os ranços machistas, a cultura
falocentrada e a sociedade patriarcal, o homem criou preconceitos estúpidos e
ridículos. Um dos mais maléficos, que induz a enormes prejuízos, é a resistência
em consultar o médico. Muitos homens ainda pensam que isso é uma fraqueza, do
mesmo modo que se conserva a absurda tradição de que “chorar é coisa de menina”.
Assim como qualquer criança vai ao pediatra, devemos preparar o menino para ser
acompanhado por diversos especialistas ao longo de toda a vida. Com essa
perspectiva, foi criado em Campinas, na Câmara de Vereadores, a partir da
iniciativa do Biléo e do
vereador Dario Saadi, com a posterior aprovação da Prefeitura, o “Programa de
Saúde do Homem” (lei 13.694/09), que já começou a ser praticado no Hospital Ouro
Verde.
Ao longo do decurso escolar, desde que começa o ensino fundamental, o garoto tem
que ser familiarizado com a figura do médico e das especialidades. Enquanto a
saúde física é promovida, também se facilitaria a assimilação da sexualidade,
nos vários aspectos eróticos e amorosos.
Devemos pensar e projetar uma “Educação Amorosa” para as crianças e
adolescentes, incluindo noções claras e explícitas sobre toda a trajetória
evolutiva do homem, sem reservas de pudor moralista em relação à sexualidade.
Informado adequadamente, o jovem pode questionar os preconceitos, comparar o
comportamento da geração anterior e até orientar os mais velhos. Seria muito
interessante que o filho influenciasse os ascendentes, por exemplo, indicando um
urologista para o avô, o pai, os tios.
Uma avaliação médica precoce é um ato preventivo, muito melhor do que um
atendimento curativo. O homem que vai à consulta para prevenir um câncer de
próstata melhora as chances de diagnóstico e tratamentos antecipados.
Equivaleria quase a tomar vacina contra os tumores.
As convenções antigas que solicitam demonstrações muito equivocadas de força
masculina precisam ser radicalmente desconsideradas na nossa cultura. Deveríamos
oferecer noções que definitivamente invertessem esses valores, mostrando, entre
outros itens, que o homem verdadeiramente vigoroso é o que:
- vai ao médico como ato de inteligência e coragem
- não agride pessoas fisicamente mais fracas
- entende que a ereção ocorre quando o pênis se enche de sangue, pois não é um
músculo treinado que fica rijo
- respeita o homossexual masculino e sabe que ele não é um homem mais fraco
- precisa aprender muito mais sobre o amor e a ternura
- pode reverter uma moléstia grave em atitudes construtivas e saudáveis, como
fez o Biléo, mas deve
muito antes preveni-las.
- sabe que assim fará da sua e da vida dos agregados muito mais saudáveis,
prósperas e prazerosas. |