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24/02/2011

Cidades

 

Contrato foi assinado em 1970

 

Parceria tinha validade de 40 anos; demolição de prédio deu início à revitalização

 

O contrato entre a Prefeitura de Campinas e a Maternidade para a construção e a manutenção de um terminal rodoviário foi assinado em 1970 com validade para 40 anos e, portanto, com vencimento em 2010. Como o município triplicou o número de habitantes nesse período, a antiga rodoviária ficou ultrapassada e foi necessária a construção de um novo prédio, o Terminal Multimodal Ramos de Azevedo.

Para isso, houve a quebra do contrato com o hospital. Um protocolo de intenções foi assinado em junho de 2008 entre a Prefeitura e a Maternidade para garantir o pagamento de uma indenização com o fim das atividades. Quando a rodoviária antiga funcionava no local, a instituição recebia, em média, uma renda de R$ 550 mil por mês, que eram revertidos no atendimento da unidade médica.

A insegurança levou os moradores do bairro Botafogo - onde está localizado o terreno - a cobrar da Prefeitura um projeto que servisse para revitalizar a área do entorno da antiga rodoviária. A própria Maternidade chegou a apresentar três propostas, mas nenhuma delas foi consolidada.

A ideia tanto do Executivo quanto do hospital é a de construir um shopping, com torres comerciais e residenciais, no terreno. Após a demolição do prédio da rodoviária, no ano passado - considerada pelo prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) o “marco zero” do projeto de revitalização do Botafogo -, o local ficou abandonado e voltou a abrigar usuários de drogas e moradores de rua, o que aumentou a pressa dos moradores em ver uma solução. (MM/AAN)

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