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A Comissão de
Representação que analisa as condições do atendimento a gestante na
Maternidade de Campinas e os reflexos na saúde pública no município fará
sua primeira reunião na segunda-feira (14/02), às 15h, no Plenarinho da
Câmara de Campinas.
Formada pelos vereadores Dário Saadi (DEM),
Biléo Soares (PSDB) e
Francisco Sellin (PDT) a Comissão convidou o Sinsaúde, a diretoria da
Maternidade de Campinas, a Secretaria Municipal de Saúde, além do
Conselho Municipal de Saúde. “Queremos conhecer a situação em detalhes e
avaliar os riscos do movimento de greve para tentar mediar um acordo
para que isso não ocorra, evitando a interrupção do atendimento às
gestantes”, comenta Saadi.
Uma greve na Maternidade iria provocar enorme impacto no sistema de
atendimento a gestantes e bebês na cidade e região. Ali são realizados
30 partos por dia, em média. De cada 10 nascimentos registrados em
Campinas quatro são feitos na Maternidade e, destes, 60% são
atendimentos feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Além disso, o hospital é o centro de referência regional em UTI Neonatal
com 36 leitos – contra 10 leitos disponíveis no hospital da PUC-Campinas
e 15 no da Unicamp, as outras duas instituições que também oferecerem
esse tipo serviço. A Maternidade diz ter hoje um déficit de R$ 500 mil
por mês no atendimento do SUS. O custeio do hospital é de R$ 4 milhões
por mês e a receita tem ficado frequentemente abaixo disso. O resultado,
é uma dívida com bancos e fornecedores que já chega a R$ 15 milhões.
Durante período de 60 dias, a Comissão vai representar o Legislativo
junto a Maternidade e o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de
Serviços de Saúde (Sinsaúde) numa tentativa de evitar a paralisação das
atividades do hospital.
A entrada do Plenarinho é pela Avenida Engenheiro Roberto Mange, 66 –
Ponte Preta – Campinas.
Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas |