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07/02/2011

 

Câmara instala Comissão para acompanhar crise na Maternidade

 

Legislativo quer conhecer a real situação financeira do hospital

 

O presidente da Câmara Municipal de Campinas, Pedro Serafim Junior (PDT) determinou a constituição de uma comissão de representação na Casa, para acompanhar a situação financeira da Maternidade de Campinas, que pode ter o atendimento comprometido em razão de uma greve dos funcionários.

Os trabalhadores deverão se reunir em assembleia na próxima terça-feira (08/02) para discutir a possibilidade de paralisação. Eles protestam contra a suspensão do pagamento do adiantamento quinzenal e temem não receber salários.

A Comissão de Representação será formada pelos vereadores Dario Saadi (DEM), Francisco Sellin (PDT) e Biléo Soares (PSDB). Durante período de 60 dias, eles vão representar o Legislativo junto a Maternidade e o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Sinsaúde) numa tentativa de evitar a paralisação das atividades do hospital.


Dário (esq.), Sellin e Biléo: comissão

Além disso, a comissão pretende conhecer a real situação econômica da instituição e apresentar estudos e sugestões para restabelecer a normalidade financeira da entidade.

A primeira reunião da comissão foi marcada para a próxima segunda-feira (14/02). De acordo com Dario Saadi, serão convidado representantes da Secretaria da Saúde, do Sindicato, da Maternidade e do Conselho Municipal de Saúde.

Uma greve na Maternidade iria provocar enorme impacto no sistema de atendimento a gestantes e bebês na cidade e região. Ali são realizados 30 partos por dia, em média. De cada 10 nascimentos registrados em Campinas quatro são feitos na Maternidade e, destes, 60% são atendimentos feitos pelo Sistema Único da Saúde (SUS).

Além disso, o hospital é o centro de referência regional em UTI Neonatal com 36 leitos – contra 10 leitos disponíveis no hospital da PUC-Campinas e 15 no da Unicamp, as outras duas instituições que também oferecerem esse tipo serviço. A Maternidade diz ter hoje um déficit de R$ 500 mil por mês no atendimento do SUS. O custeio do hospital é de R$ 4 milhões por mês e a receita tem ficado frequentemente abaixo disso. O resultado, é uma dívida com bancos e fornecedores que já chega a R$ 15 milhões.

"O presidente Pedro Serafim pode confiar que vamos trabalhar com dedicação e estaremos cobrando de quem deve nesta história, porque não podemos permitir a descontinuidade desse serviço, que é fundamental para o sistema de saúde em Campinas", disse Dário Saadi.

Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

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