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31/01/2011

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Temas ‘light’ dominam primeira sessão do ano

 

Cerca de 70% das matérias são relativas à concessão de diplomas

 

Camila Ancona
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
camila.ancona@rac.com.br

A Câmara de Campinas retoma as atividades na próxima quarta-feira sem discutir os principais projetos polêmicos da cidade: os Planos Locais de Gestão (PLGs) das macrozonas e a regulamentação dos bolsões de segurança e dos vazios urbanos. Na primeira sessão extraordinária de 2011, cerca de 70% das matérias que compõem a pauta são relativas à concessão de diploma
ao mérito e denominação de praças. A escolha dos projetos para votação cabe à Mesa Diretora do Legislativo.

Apenas três pautas não correspondem à nomeação de praças

Somente no ano passado foram apresentados 74 projetos de lei com denominações de ruas, dos quais 46 foram aprovados pelos vereadores. Outros 128 projetos aprovados concederam diplomas de honra ao mérito em 2010. Já na primeira sessão deste ano, dos dez itens apresentados na pauta, somente três referem-se a matérias em primeira discussão (mérito) e que não correspondem à concessão de diplomas ou nomeações de praças.

A primeira
Para o vereador Biléo Soares (PSDB), líder do partido no Legislativo, é normal que a primeira sessão extraordinária do ano esteja “light”. “É comum que a primeira reunião seja assim, apesar de não estar de acordo com a grandeza e altura da cidade. Mas tenho certeza que nas próximas serão colocadas as matérias mais polêmicas”, afirmou. O parlamentar disse ainda que a formação da pauta é importante, mas destacou como relevante os debates que ocorrem no primeiro expediente.

“Antes do início da sessão há importantes discussões e que também devem ser levadas em conta”, afirmou Soares. No entanto, o parlamentar lembrou que cabe ao presidente da Mesa consultar os líderes de partido quanto à formação da pauta. “Eu sou líder e não houve consulta”, disse. Isso porque os parágrafos primeiro e segundo do artigo 93 do Regimento Interno da Câmara autorizam a colaboração de um colégio de líderes durante a escolha dos projetos para montagem da pauta.

O colégio de líderes deve colaborar, mas apenas de forma consultiva. “Seria ideal que a mesa consultasse este colégio, o que nunca é feito”, afirmou Soares. Já o vereador Sebá Torres (PSB), disse que a pauta está mais “fraca” porque ainda não houve definição dos novos integrantes das 18 comissões. “Todos estão desmobilizados porque as comissões não foram montadas. É normal que a pauta esteja “light” neste período também porque os vereadores estão voltando aos poucos”, disse.

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