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24/01/2011

Cidades

 

Comissão vai discutir transportes

 

Câmara de Campinas prepara grupo para debater TAV, Viracopos e obras de infraestrutura

 

Camila Ancona
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
camila.ancona@rac.com.br

A Câmara de Campinas prepara a criação de uma comissão permanente para discutir diretrizes e projetos de lei dos setores viários e de transportes. A nova comissão vai abordar temas relativos às implantações do trem de alta velocidade (TAV), veículo leve sobre pneus (VLP), reforma do Aeroporto Internacional de Viracopos e ampliação da Avenida Mackenzie até Sousas, entre outras obras de infraestrutura. A proposta é encabeçada pelo presidente da Casa, Pedro Serafim (PDT), e a votação do projeto de resolução deve ocorrer já no primeiro semestre deste ano.

Proposta do colegiado foi feita pelo promotor do Meio Ambiente

A criação de uma comissão permanente do setor viário e de transportes foi uma sugestão do promotor do Meio Ambiente no município, José Roberto Albejante, durante audiência pública realizada no ano passado no Legislativo durante discussões sobre o prolongamento da Avenida Mackenzie. A ideia de criar a 19ª comissão permanente culminou com as ações do novo presidente
da Casa, que afirmou recentemente que gostaria de ver a Câmara mais atuante nos debates do setor. O colegiado poderá ainda ter subcomissões para discutir problemas específicos de cada região.

A comissão será composta por cinco vereadores, como ocorre em 17 das atuais. Apenas a Comissão de Constituição e Legalidade é composta por sete parlamentares. Segundo o líder de governo no Legislativo, Francisco Sellin (PDT), os nomes que farão parte da nova comissão ainda não são conhecidos. “Ainda não há definição”, disse. Na última sextafeira, Serafim se reuniu com líderes e vice-líderes de bancadas para decidir a composição das comissões permanentes. As comissões têm como atribuição analisar projetos antes que sejam levados à votação em plenário.

“Eu acho que a criação de uma nova comissão é necessária neste momento principalmente para discutir com o Executivo o projeto de criação das duas rotas viárias da região do Ouro Verde e Campo Grande”, disse Sellin. Dentro das comissões, inclusive, já é possível criar subcomissões que analisem problemas específicos de determinadas regiões, sem que haja necessidade de elaboração de um projeto na Câmara. “A subcomissão pode convidar secretários, moradores e entidades, seja após pedido de um vereador ou do próprio Executivo”, destacou o parlamentar.

O presidente da Câmara disse que cabe aos vereadores participar das grandes discussões que vão afetar o desenvolvimento de Campinas. “Temos que discutir de perto questões como a implantação do TAV, Viracopos e outras questões que vão atingir diretamente a população, além das discussões sobre as macrozonas. O Legislativo tem estado à margem dessas discussões e
isso precisa mudar”, afirmou o vereador. Os debates, inclusive, devem ser ampliados no setor viário e de transportes também em relação à Região Metropolitana de Campinas (RMC).

Para o vereador da oposição, Biléo Soares (PSDB), a quantidade de comissões permanentes já está no limite do Legislativo. “Acredito que ela é muito importante, mas outra comissão seria demais. Temos sessões ordinárias, sessões solenes e mais os trabalhos das atuais 18 comissões. A demanda destas já é muito grande”, afirmou. O parlamentar também enfatizou o critério de proporcionalidade utilizado na composição das comissões. “Este critério é justo, pena que não foi levado em conta a mesma forma quando houve eleição da Mesa Diretora”, disse.

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