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24/06/2010

 

Na Câmara, especialista alerta para aumento de câncer em jovens

 

“O número de incidência de câncer entre crianças e jovens adultos vem aumentando nos últimos anos”, alertou a presidente do Centro Infantil Boldrini, Dra. Silvia Brandalise - hospital filantrópico que oferece diagnóstico e tratamento do câncer e outras doenças sanguíneas. De acordo com ela, a doença atinge as faixas etárias de 0 a 18 anos e tende a ser mais grave quando surge entre os 18 a 30 anos, justamente em uma idade que não é comum o aparecimento da patologia. Segundo a médica, que esteve presente durante a primeira parte da reunião ordinária na Câmara Municipal, nesta quarta-feira (23/06) – presidida pelos vereadores Biléo Soares e Valdir Terrazan, ambos do PSDB - para apresentar o trabalho da instituição, esses dados são resultado da alimentação - muitas vezes contaminadas com agrotóxicos e pesticidas, - da radiação e de diversos fatores ambientais que contribuem para o desenvolvimento do câncer.


Ver. Biléo Soares

Silvia Brandalise destacou que a patologia vem crescendo os casos de câncer de testículo entre os homens acima de 15 anos e o câncer de tireóide entre as mulheres na mesma idade. “A suspeita nesses índices é o excesso de hormônios utilizados por esse grupo tanto no uso de anticoncepcionais, quanto anabolizantes. E também no consumo de alimentos como o frango, que para o aumento da produção os produtores aplicam hormônios”. A médica ainda ressaltou que em Campinas há muita incidência de formação congênita – fatores de risco como o câncer - causada também por contaminação de alimentos e ambientais. Segundo ela, esses casos correspondem a maior parte dos óbitos nos primeiros anos de vida.

O Instituto de Pediatria do Hospital, permite que o diagnóstico de qualquer tipo de câncer nos primeiros anos de vida das cerca de 2 mil crianças que nascem em Campinas. A área foi criada há dois anos, por um projeto de lei da Câmara para a identificação do câncer ocular. Segundo a presidente do Boldrini, o local deveria receber verba do Município, mas até agora funciona com doações, por esse motivo está sendo estudada a possibilidade de transferir a responsabilidade para o Estado.

A presidente também falou do futuro do Boldrini. A entidade vai dar início este ano a construção de uma parte do instituto de pesquisa e, para isso, contará com o financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). A administração do hospital ainda tem como objetivo a criar um espaço para implantar atividades esportivas adaptadas, um centro cultural e até um Hospital especializado em crianças, que não vai atender apenas portadores de câncer, mas reduzir a mortalidade infantil ou qualquer patologia em Campinas.

O Boldrini que existe há 32 anos, atende cerca de 80% dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), com ajuda de profissionais, voluntários, parceiros e doadores. O hospital possui uma infraestrutura voltada para a identificação, tratamento, pesquisa do câncer. A instituição oferece também um trabalho de assistência as famílias em moradia e transporte. Atualmente o Boldrini consegue a cura em 70 a 80% dos casos , mas a expectativa, segundo Silvia Brandalise e chegar a 100%. No entanto, para alcançar a meta para melhorar os trabalhos, a instituição depende de mais financiamento.

Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Foto: A.C. Oliveira/ CMC

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