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“É como se a gente ganhasse uma cidade de Vinhedo
todo ano. Isso gera enorme impacto na emissão de carbono, na expansão urbana,
tratamento de água e esgoto e nas áreas agricultáveis”, disse ela.
“Esse assunto tem que ser amplamente discutido,
porque daqui a cinco anos vamos sofrer consequências ainda maiores desse
crescimento. Para que isso não aconteça, precisamos fazer um diagnóstico e
depois um planejamento de ações”, defendeu. “Precisamos de um banco de dados
confiável, que sirva de embasamento para se traçar um plano a longo prazo”,
completou.
Estudos do Pró-Ambiente mostraram que a cobertura vegetal vem melhorando
gradativamente nos últimos anos. O Instituto revelou que em 2001, o estado de
São Paulo apresentava área de 13,9% de vegetação nativa, sendo que 14% dos
municípios da RMC tinham menos que 5% dessa vegetação. A cidade que apresentava
índice mais baixo – de 0,2% - era Sumaré e a que apresentava maior área de
vegetação era Holambra – com 6,7%. Já Campinas apresentava 2,6%.
O estudo de 2008/2009, revelou que o Estado tinha 17,5% de área, apresentando
crescimento de 3,6% - um acréscimo de 885 mil hectares. A cidade com o maior
índice passou a ser Itatiba – com 14,8% e a pior Hortolândia – com 2,0% de
vegetação nativa. E nesse período, Campinas chegou aos 7%.
A bióloga, no entanto, disse que é preciso cautela ao analisar os dados. “A
gente observou um crescimento de três vezes ao longo dessa década e isso é muito
interessante, mas talvez isso não mostre a realidade”, diz. “A tecnologia
disponível hoje permite uma observação mais detalhada, o que não era possível no
início da década”, afirma. “De qualquer forma vejo isso com um otimismo muito
grande, uma vez que as pessoas podem se sensibilizar e promover ações de
preservação”, completou.
FAUNA – De acordo com o Instituto Pró-Ambiente, não existem dados inventariados
sobre as espécies ou população da fauna na RMC. Especialistas e pesquisadores da
Unicamp e da Área de Preservação Ambiental nos Distritos de Sousas e Joaquim
Egídio dizem que sim, mas segundo o Instituto é preciso reunir essas informações
para que o poder público e a sociedade civil possam ter acesso aos dados.
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“Essas
pesquisas acadêmicas nem sempre são de fácil acesso ou leitura, por isso
temos que unir as informações e fazer um diagnóstico que sirva de
planejamento ambiental e econômico da Região Metropolitana”, disse a
bióloga.
Ela questionou durante a
palestra, se os campineiros conhecem e valorizam a fauna da região.
“Educação ambiental é a melhor forma de incentivar o conhecimento
através das escolas e dos meios de comunicação”, afirmou Maria de Fátima
Tonon. |
Ainda de acordo com o Instituto, além do diagnóstico
da fauna e flora da RMC, é preciso adotar medidas de conservação das espécies e
ações de pesquisas; planejar a união de institutos, universidades, poderes e
sociedade civil para incrementar a geração de dados; criação de unidades de
conservação de parques e o reflorestamento das Áreas de Preservação Ambiental.
Para isso, o Estado conta ainda com três projetos: Desmatamento Zero, Mata
Ciliar e Fauna Silvestre.
Para o vereador Biléo Soares (PSDB), que presidiu a reunião, é muito importante
que a Câmara sedie eventos como esse. “Muito mais do que um diagnóstico, hoje
estamos fazendo um raio-X do meio ambiente da RMC. Abrindo as portas da Câmara
para essa discussão, começamos a construir o Brasil dos nossos sonhos”, afirmou.
Também participaram do seminário, o representante do Instituto de Economia da
Unicamp, Ademar Ribeiro Romeiro; o diretor de Desenvolvimento Sustentável de
Campinas, Júlio César Tofillo e a representante da Secretaria Estadual de Meio
Ambiente, Cláudia Terdiman Schaalmann.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Fotos: A.C. Oliveira/CMC |