Rose Guglielminetti
Venceslau Borlina Filho
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
rose@rac.com.br
venceslau.borlina@rac.com.brNo
entanto, essa distribuição de cargos não significou consenso. Tanto que
alguns vereadores desses partidos se rebelaram e deram trabalho para o
senhor no fim do ano. Alguns já voltaram para a base. Qual é a sua
estratégia para continuar tendo maioria na Câmara? |

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O Poder Legislativo reconhece nas suas ações
dois lados: o que é situação e o que é oposição. E isso fica claro para as
cabeças das pessoas. Os partidos elegeram um conjunto de vereadores. Nenhum
vereador foi eleito por conta própria. Foi eleito pelo voto de legenda, que,
através da defesa de um plano de metas do governo, conseguiu colocar lá a
maioria dos vereadores que dão sustentação e, portanto, são situação. E existe
uma oposição que perdeu as eleições e, dentro dessa oposição, têm pessoas
perfeitamente éticas. Exemplos são os vereadores Artur Orsi e
Biléo Soares (ambos do
PSDB). Não existe meio termo. Toda vez que o Legislativo foi para o caminho,
para o caminho de uma situação dita Centrão, deu problemas de naturezas
históricas e, infelizmente, tivemos problemas graves. Eu prefiro ter uma
oposição que conheça e que tenha cara e que possa discutir e ir para o debate.
Agora, não posso estar trabalhando com o Centrão. Isso não fez bem à democracia
brasileira. |