Matérias


01/01/2010

Cidades

Entrevista com o Dr. Hélio

 
Rose Guglielminetti
Venceslau Borlina Filho
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
rose@rac.com.br
venceslau.borlina@rac.com.br

No entanto, essa distribuição de cargos não significou consenso. Tanto que alguns vereadores desses partidos se rebelaram e deram trabalho para o senhor no fim do ano. Alguns já voltaram para a base. Qual é a sua estratégia para continuar tendo maioria na Câmara?

O Poder Legislativo reconhece nas suas ações dois lados: o que é situação e o que é oposição. E isso fica claro para as cabeças das pessoas. Os partidos elegeram um conjunto de vereadores. Nenhum vereador foi eleito por conta própria. Foi eleito pelo voto de legenda, que, através da defesa de um plano de metas do governo, conseguiu colocar lá a maioria dos vereadores que dão sustentação e, portanto, são situação. E existe uma oposição que perdeu as eleições e, dentro dessa oposição, têm pessoas perfeitamente éticas. Exemplos são os vereadores Artur Orsi e Biléo Soares (ambos do PSDB). Não existe meio termo. Toda vez que o Legislativo foi para o caminho, para o caminho de uma situação dita Centrão, deu problemas de naturezas históricas e, infelizmente, tivemos problemas graves. Eu prefiro ter uma oposição que conheça e que tenha cara e que possa discutir e ir para o debate. Agora, não posso estar trabalhando com o Centrão. Isso não fez bem à democracia brasileira.

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