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26/11/2009

 

Pró-Visão articula convênio para ampliar atendimento

 

Por indicação do vereador Biléo Soares (PSDB), a primeira parte da reunião ordinária desta quarta-feira (25/11) foi reservada para a divulgação das atividades da Pró-Visão, entidade sem fins lucrativos que presta atendimento ao deficiente visual e que está prestes a ampliar o número de atendimentos. De acordo com a coordenadora técnica da entidade, Cristina Von Zuben, o Pró-Visão está fechando convênio com a Secretaria da Saúde para atender as novas demandas que estão surgindo na cidade. A coordenadora citou levantamento da PUC-Campinas segundo o qual surgem 20 novos casos de crianças e adultos de baixa visão na cidade, por semana. "E existem apenas quatro clínicas particulares que prestam esse serviço", disse.

Fundada há 27 anos, a Pró-Visão promove a prevenção da cegueira e a reabilitação de bebês, crianças, adolescentes e adultos cegos ou com baixa visão. As crianças e adolescentes atendidos recebem suporte durante sua vida escolar, frequentando salas regulares em escolas públicas ou privadas. Para prestar esse atendimento, a equipe é formada por assistente social, psicóloga, professor de educação física, reeducadoras visuais, pedagogas especializadas, terapeutas ocupacionais, técnicos em orientação e mobilidade, além de um corpo de estagiários e voluntários treinados. O trabalho não se restringe às crianças e adolescentes portadores de deficiência visual, ele também é estendido aos familiares.

A entidade, no entanto, enfrenta problemas, como explicou Von Zuben. Segundo ela, o Pró-Visão recebe R$ 2 mil por mês da Secretaria de Assistência, um dinheiro absolutamente insuficiente. "Cada criança custa para nós R$ 1,7 mil", disse. Hoje são 64 crianças atendidas. A entidade também deveria receber um subsídio da Secretaria de Educação, mas isso não vem ocorrendo. "Nosso convênio com a Educação é de R$ 114 mil por ano, mas até agora não recebemos um centavo sequer. Por conta disso, recentemente, os funcionários ficaram dois meses sem receber salários", denunciou.

Segundo Von Zuben, a cegueira infantil é doença da pobreza. Ela diz que 93% das crianças atendidas pertencem a famílias que estão abaixo da linha de pobreza. "As causas da cegueira são, em geral, de origem infeciosa, como a gonorréia, por exemplo. Na maioria das vezes as mulheres não têm qualquer acompanhamento pré-natal", afirma.

Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal com informações da Pró-Visão
Fotos:A.C.Oliveira/CMC

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