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Por indicação do vereador
Biléo Soares
(PSDB), a primeira parte da reunião ordinária desta quarta-feira (25/11) foi
reservada para a divulgação das atividades da Pró-Visão, entidade sem fins
lucrativos que presta atendimento ao deficiente visual e que está prestes a
ampliar o número de atendimentos. De acordo com a coordenadora técnica da
entidade, Cristina Von Zuben, o Pró-Visão está fechando convênio com a
Secretaria da Saúde para atender as novas demandas que estão surgindo na
cidade. A coordenadora citou levantamento da PUC-Campinas segundo o qual
surgem 20 novos casos de crianças e adultos de baixa visão na cidade, por
semana. "E existem apenas quatro clínicas particulares que prestam esse
serviço", disse. |
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Fundada há 27 anos, a Pró-Visão promove a prevenção da cegueira e
a reabilitação de bebês, crianças, adolescentes e adultos cegos ou com baixa
visão. As crianças e adolescentes atendidos recebem suporte durante sua vida
escolar, frequentando salas regulares em escolas públicas ou privadas. Para
prestar esse atendimento, a equipe é formada por assistente social, psicóloga,
professor de educação física, reeducadoras visuais, pedagogas especializadas,
terapeutas ocupacionais, técnicos em orientação e mobilidade, além de um corpo
de estagiários e voluntários treinados. O trabalho não se restringe às crianças
e adolescentes portadores de deficiência visual, ele também é estendido aos
familiares.
A entidade, no entanto, enfrenta problemas, como explicou Von Zuben. Segundo
ela, o Pró-Visão recebe R$ 2 mil por mês da Secretaria de Assistência, um
dinheiro absolutamente insuficiente. "Cada criança custa para nós R$ 1,7 mil",
disse. Hoje são 64 crianças atendidas. A entidade também deveria receber um
subsídio da Secretaria de Educação, mas isso não vem ocorrendo. "Nosso convênio
com a Educação é de R$ 114 mil por ano, mas até agora não recebemos um centavo
sequer. Por conta disso, recentemente, os funcionários ficaram dois meses sem
receber salários", denunciou.
Segundo Von Zuben, a cegueira infantil é doença da pobreza. Ela diz que 93% das
crianças atendidas pertencem a famílias que estão abaixo da linha de pobreza.
"As causas da cegueira são, em geral, de origem infeciosa, como a gonorréia, por
exemplo. Na maioria das vezes as mulheres não têm qualquer acompanhamento
pré-natal", afirma.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal com informações da
Pró-Visão
Fotos:A.C.Oliveira/CMC |