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Prefeito passará a encontrar
maior dificuldade para aprovar os projetos encaminhados à Câmara
Paulo Reda - Campinas
Descontentes com a atuação do prefeito Hélio de
Oliveira Santos (PDT), um grupo de 11 vereadores de Campinas formalizou ontem a
criação de um bloco independente denominado Centrão ou G-11.
Somados aos quatro vereadores da oposição, a bancada não-alinhada ao governo
passa agora a contar com 15 votos, deixando a administração com uma margem
pequena de vantagem para a aprovação de seus projetos. A base governista conta
com 18 integrantes, inclusive o presidente da Casa, Aurélio Cláudio (PDT), que
só vota em caso de desempate.
Fazem parte do Centrão os vereadores José Carlos Silva (PDT), Rafael Zimbaldi
(PP), Zé do Gelo (PV), Élcio Batista (PSB), Sebá Torres (PSB), Arly de Lara
Romêo (PSB), Jaírson Canário (PT), Cidão Santos (PPS), Antônio Francisco de
Souza (PMN), Professor Alberto (DEM) e Miguel Arcanjo (PSC). A bancada de
oposição é composta pelos vereadores Artur Orsi (PSDB), Valdir Terrazan (PSDB),
Biléo Soares (PSDB) e
Petterson Prado (PPS).
Existem ainda parlamentares que não aderiram ao G-11, como Luiz Henrique Cirillo
(PPS) e Vicente Carvalho (PV), que não votam sempre com o governo, o que deve
dificultar ainda mais a situação de Hélio na Câmara.
De acordo com o vereador Rafael Zimbaldi, escolhido como porta-voz do Centrão, o
grupo não deve ser visto como oposição ao prefeito, mas não deverá mais votar em
bloco a favor do Executivo. “Nossa idéia não é fazer oposição sistemática, mas
acabou aquela história de dizer amém a tudo que parte do governo”, disse ele.
Para Zimbaldi, o maior objetivo da criação do G-11 é forçar a administração a
respeitar as reivindicações e projetos dos vereadores que fizeram parte de sua
bancada de sustentação. “Acredito que essa postura mais independente será boa
para a cidade”, ressaltou ele.
O líder de governo na Câmara, vereador Francisco Sellin (PDT), acha que a
criação do Centrão foi uma reação exagerada desse grupo de onze vereadores a
problemas que poderiam ser resolvidos com diálogo. “Acho inaceitável que
vereadores dos partidos que fazem parte da coligação que administra a cidade
entrem nesse bloco”, afirmou ele.
Segundo o vereador Artur Orsi, a oposição na Câmara ganha um importante reforço
com a criação do G-11. “Um bloco com 15 vereadores, com a possibilidade de
abrigar ainda outros dissidentes, poderá dar muito trabalho ao prefeito”,
destacou Orsi. |