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05/10/2009

Pontos de vista

 

Conrado Siqueira Simão Zenun, gerente da fazenda Santana no município de Campestre (MG), acredita que a ação do MST é um ato de vandalismo. “É uma atitude criminosa que mostra a força do Movimento, inclusive seu poder financeiro”. E complementa dizendo que há indícios suficientes para que seja realizada uma investigação séria e independente. “Qualquer iniciativa que venha avaliar a aplicação dos recursos milionários que o MST recebe é bem-vinda”.

Em contraponto ao ponto de vista de Zenun, o advogado do MST, Bruno Pregnolatto, acredita que é um equívoco a implantação de uma CPI. “O Congresso está usando essa questão para encobrir outros problemas e criar uma discussão política rasa em cima de um ponto que não é central. O foco principal do Congresso é afetar o governo em ano eleitoral e intimidar e deslegitimar o Movimento dos Sem Terra”.


Para o vereador de Campinas Biléo Soares (PSDB) houve abuso de uma entidade que tem valores e esses valores se exacerbaram. “O MST não tem preconizado aquilo que está sintonizado com a legislação brasileira, por essas e outras sou a favor da CPI”. Soares concorda com a instauração da CPI, pois acredita que ela buscará a verdade, apontando o melhor caminho para a veracidade dos fatos.

Para ele, o que afetará as eleições em 2010 serão boas propostas e não uma CPI. Considera a atitude do MST antidemocrática e um desrespeito a legislação e a população do Brasil. “Sou sempre a favor da CPI desde que não tenha objetivos políticos e eleitoreiros, mas não acredito que essa seja”. Biléo alerta que o MST está se desgastando e o próprio Lula já percebeu isso.

Jairson Canário, vereador petista e um dos líderes comunitários dos bairros campineiros Parque Oziel, Monte Cristo e Gleba B, é a favor da CPI, pois julga ser uma questão séria para o bem do País. Afirma que ela não influenciará a decisão das eleições do próximo ano.


Para o vereador campineiro Biléo Soares (PSDB),
CPI não tem fins eleitoreiros.

Foto: Felipe Boldrini

“A CPI não afeta em nada as próximas eleições, desde que seja uma CPI tratada com seriedade”. E completa. “Tem que ver se é só uma questão eleitoreira ou política séria”. Apesar de ser amigo de integrantes do Movimento, Canário criticou a ação dos Sem Terra por invadir terras produtivas.

Os próximos meses dirão se a CPI se prestará realmente a esclarecer fatos ou se servirá apenas de palanque para deputados e senadores interessados, em primeiro lugar, em sua própria reeleição.

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