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29/10/2009 |
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Donos de bares querem agilização
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Representantes de bares e restaurantes do
bairro Cambuí denunciaram em debate público na Câmara de Vereadores na manhã
desta quarta-feira (28/10), excessos da chamada Operação Tolerância Zero e
reclamaram da demora da Prefeitura em emitir os alvarás de funcionamento. O
empresário Fabrício Portugal, proprietário do Tarantino Bar disse que
esperou quatro anos pela emissão do alvará. “Precisamos criar mecanismos
para facilitar a emissão desses documentos. Todas as vezes que vamos na
Prefeitura surge uma nova pendência. Falta esclarecimento”, afirmou. O
presidente da Associação de Bares, Restaurantes e Similares de Campinas,
Wendel Alves da Silva também reclamou da falta de estrutura dos órgãos
municipais. “Eu sei de casos de gente que espera há pelo menos cinco anos
para conseguir o alvará. Precisamos fazer um mutirão e regularizar todos
esses estabelecimentos”, afirmou Wendel. |

Audiência discute Operação Tolerância Zero e alvarás
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De acordo com o Departamento de Urbanismo
(DU), 80 dos 200 bares do Cambuí estão sendo fiscalizados por falta de
documentação. A discussão sobre os alvarás surgiu após a Prefeitura iniciar a
Operação Tolerância Zero - que a Prefeitura vem realizando em conjunto com as
Polícias Civil e Militar e que lacrou e multou dezenas de estabelecimento em
situação irregular na região central da cidade, além de retirar mendigos,
consumidores e traficantes de drogas das ruas. “Para dizer que estão combatendo
a violência, estão fechando até padarias, desrespeitando comerciantes, multando
e ameaçando clientes”, reclamou Wendel. “Não questionamos as ações da
Prefeitura, nosso questionamento está na dureza da ação. É preciso criar uma
fiscalização segura”, completou Wendel.
O vereador Jaírson Canário (PT) – que presidiu o debate, disse que a Prefeitura
foi convocada para dar esclarecimentos sobre as denúncias de agressões por parte
das polícias Civil e Militar. “A Tolerância Zero não foi criada para
investigação de estabelecimentos comerciais. Mas se o bar ou restaurante for
facilitador das causas que geram criminalidade e vulnerabilidade, nós vamos
fiscalizar”, defendeu o secretário de Assuntos Jurídicos, Carlos Henrique Pinto.
Para acompanhar as ações da Operação Tolerância Zero, Canário pretende criar uma
Comissão Especial de Estudos (CEE), que deve ser aprovada ainda hoje, na sessão
ordinária.
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Também fizeram parte do debate, a diretora
do Departamento de Urbanismo, Simone Thomaz; o diretor do Procon, Anderson
Gianetti; a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Informais de Campinas,
Maria José Massioli Salles; o diretor do Centro Público de Apoio ao
Trabalhador de Campinas (CPAT), órgão ligado à Secretaria Municipal de
Trabalho e Renda, Antonio de Paula; além dos vereadores Cidão Santos (PPS),
Zé Carlos (PDT), Sebá Torres (PSB) e
Biléo Soares (PSDB). |
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Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Fotos: A.C. Oliveira/CMC |
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