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Rubens Morelli
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
rubens.morelli@rac.com.br
O gigante do basquete vai deixar saudades. Amigos e familiares se despediram
ontem de Emil Rached, que morreu quinta-feira de embolia pulmonar. O corpo
do ex-jogador de 66 anos foi sepultado no Cemitério Parque das Aléias. O
ex-jogador e técnico Zé Boquinha veio de São Paulo para dar adeus ao amigo.
"Emil foi uma figura importante na história do esporte. Ele começou a jogar
basquete tarde, mas dominou os fundamentos e foi peça fundamental no time
campeão Pan-Americanao (Cali, 1971)", contou o comentarista da ESPN Brasil.
"O Emil era uma grande pessoa, muito carismático e amigo", afirmou Álvaro
Alves Correa, companheiro de Rached nas quadras do Tênis Clube de Campinas e
ex-prefeito de Santa Bárbara d'Oeste. A dedicação que Emil Rached demonstrou
na carreira esportiva foi marcante para Maria Helena Cardoso, técnica de
basquete. "Foi uma pessoa que lutou muito para conseguir ser um grande
jogador. O Brasil precisava de atletas altos, mas a própria altura dele era
uma dificuldade. E graças à dedicação nos treinos, o Emil conseguiu se
destacar”. Mas foi fora das quadras que Emil chamou a atenção de Maria
Helena. "Ele não se sentia diferente de ninguém. Falava que respirava um ar
mais puro lá de cima e que estava mais perto de Deus."
A opinião é compartilhada por João Batista Tojal, que fez amizade com Rached
nas quadras e hoje preside a Associação Esporte Abraça Campinas. "O basquete
perdeu um ex-atleta, mas a comunidade campineira perdeu um excelente
participante", disse. "Campinas perde uma figura humana extraordinária, que
conseguiu conciliar a vida com ética, decência e seriedade de propósitos",
afirmou o vereador Biléo Soares
(PSDB). |
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