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17/09/2009

 

Droga está na origem do trabalho em semáforos

 

CEE instalada na Câmara para estudar o assunto realiza primeira reunião no dia 29/09.

Levantamento da Secretaria Municipal de Políticas Sociais que mapeou a população que sobrevive de doações e pequenos trabalhos nos semáforos de Campinas, chegou a uma conclusão preocupante. Sete em cada 10 vendedores ambulantes, pedintes ou moradores de rua que atuam nas imediações dos principais cruzamentos e avenidas da cidade, são dependentes de álcool e drogas. O estudo – feito em 2007 – identificou 1.043 pessoas nessas condições e concluiu que 85% são homens e 80% deles são de fora da cidade. O estudo foi apresentado esta semana à Comissão Especial de Estudos (CEE) instalada na Câmara Municipal para discutir o assunto. A Comissão, presidida pelo vereador Francisco Sellin (PDT) pretende elaborar um projeto de lei que possa solucionar o problema num prazo de 90 dias.

Recentemente a Câmara rejeitou um projeto de lei que proibia atividades perigosas para o trânsito de veículos e pedestres, nos cruzamentos de vias urbanas sinalizadas por semáforos ou não na cidade. O presidente da Comissão e líder de governo na Câmara, vereador Francisco Sellin (PDT) garante que a proposta dos parlamentares é mais abrangente. “O projeto que a Casa rejeitou, responsabilizava somente o Executivo, mas nossa ideia é levantar os problemas que a cidade tem com moradores de rua e pedintes, e trazer para o debate todos os órgãos que são necessários para ter uma lei eficaz”, defende Sellin. Para isso, a Comissão realiza no próximo dia 29/09, às 15h, uma reunião na Câmara envolvendo a Secretaria Municipal de Cidadania, Trabalho e Assistência Social e Inclusão Social; Secretaria de Segurança Pública; Polícia Civil; Secretaria de Educação; Sebrae; Ceprocamp; Delegacia de Infância e Juventude, entre outros órgãos.

A Comissão pretende no próximo encontro envolver a Cohab através da Secretaria de Habitação. Porém, Sellin acredita que os pedintes e moradores de rua se encontram em uma situação que eles consideram de conforto e dificilmente sairão dela. O parlamentar estima que diariamente, as atividades dos vendedores e pedintes nos semáforos rendam R$130,00. ”Evidentemente a maioria dessas pessoas não querem moradia, elas querem viver na rua mesmo porque as atividades são muito rentáveis. Mas aqueles que se interessarem, a Comissão pretende incluir nos programas sociais”, garante. Sellin afirmou que ainda em 2009 o problema estará solucionado. Também fazem parte da Comissão, os vereadores Professor Alberto (DEM) como relator, e Biléo Soares (PSDB).

Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal

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