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A Câmara Municipal aprovou nesta segunda-feira
(24/08), em segunda discussão,o projeto de autoria do vereador
Biléo Soares (PSDB) que
institui o Programa de Combate ao Bullying nas escolas municipais de Campinas. O
projeto prevê ações interdisciplinares e com a participação comunitária. O
objetivo do programa, lembra o autor, é prevenir e combater a prática nas
escolas, além de capacitar docentes e equipes pedagógicas para tratar do assunto
de maneira adequada.
O bullying é um termo em inglês que descreve toda atitude de violência física ou
psicológica, intencional e repetida, praticada por uma pessoa ou um grupo. Comum
tanto nas escolas públicas quanto nas particulares, o objetivo do ato é
intimidar ou agredir outro indivíduo.
São exemplos de bullying os atos de intimidação, humilhação e discriminação;
insultos pessoais, apelidos pejorativos, gozações que magoam, acusações
injustas, atuação de hostilidade grupal, ridicularização do outro, exclusão e
isolamento social da vítima.
O bullying é um problema que atinge crianças e adolescentes em todo o mundo.
Segundo dados da Organização Não Governamental (ONG) inglesa denominada PLAN, a
cada dia um milhão de crianças sofrem algum tipo de violência nas escolas,
afetando a sua personalidade e a saúde física e mental. Uma outra pesquisa do
Centro Multidisciplinar de Estudos e Orientações sobre o Bullyng Escolar (Cemeobs),
aponta que 40% dos casos ocorrem no pátio da escola.
No Brasil, informações do Centro de Estudos do Bullying revelam que o problema
atinge cerca de 45% das escolas. Provocar danos físicos, morais e materiais,
usar tecnologias de informação, criar páginas falsas na internet (cyberbullying)
sobre a vítima também são considerados bullying.
BILÉO - O projeto foi
defendido na tribuna pelo vereador Dário Saadi (DEM), já que
Biléo Soares não
compareceu à sessão por causa do falecimento de sua tia, a madre Helena Soares.
A madre, que tinha 101 anos, ajudou a construir o Colégio Sagrado Coração de
Jesus - um dos mais tradicionais da cidade.
Dário Saadi lembrou que as escolas devem estar atentas ao problema. “Essa uma
questão delicada. Os efeitos do bullying são muito complicados. Trata-se de uma
brincadeira maldosa, agressiva e é cada vez mais frequente nas escolas. Para
muitas vítimas, esse tipo de brincadeira acaba provocando sequelas psicológicas
e emocionais profundas”, disse. “Por isso, o programa prevê a interação da
Secretaria de Educação, diretores, professores, funcionários das escolas, pais e
alunos”, lembrou o vereador.
O projeto segue agora para a sanção do Executivo.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara
Municipal de Campinas |