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11/07/2009

Cidades

Vereadores criticam as mudanças na lei eleitoral

 

Projeto aprovado na Câmara dos Deputados ainda irá ao Senado

Venceslau Borlina Filho
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
venceslau.borlina@rac.com.br

O projeto de lei aprovado esta semana na Câmara dos Deputados que muda regras da atual legislação eleitoral e incorpora resoluções recentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi criticado por alguns vereadores de Campinas ouvidos pelo Correio. Para eles, além de o projeto beneficiar mais os políticos das esferas estadual e federal, as mudanças propostas ainda são pequenas diante de todos os problemas político-eleitorais que rondam a eleição de um candidato. Agora, o projeto segue para votação no Senado Federal e, dependendo da agilidade dos senadores, deve entrar em vigor já em 2010.

Uma das principais novidades é a liberação do uso da internet nas campanhas, seja para a propaganda de candidatos e partidos ou para a arrecadação de recursos, inclusive por meio de cartão de crédito. Em outro caso, o projeto cria a possibilidade de um candidato concorrer mesmo que seu registro esteja sub judice — ou seja, sem decisão final favorável do TSE. Ele poderá fazer a campanha normalmente enquanto estiver nessa condição, inclusive no rádio e na TV. Caso a decisão não tenha saído até a eleição, o nome do candidato também deverá aparecer na urna eletrônica, mas a validação de seus votos ficará pendente.

Para o vereador Biléo Soares, líder do PSDB na Câmara de Campinas, as alterações feitas ainda são muito tímidas diante da esperada mudança. “Ulysses Guimarães dizia que a mãe de todas as reformas era a política. É ela quem dá todas as orientações. Mas, da forma como foi feita (a proposta de alteração nas regras), não dará muitos resultados”, disse o tucano. Segundo ele, as propostas atingem interesses que não atendem ao coletivo. “Essa questão em torno da legalidade de uma candidatura é complicada e precisa ser melhor debatida”, afirmou, ressaltando um ponto da proposta: o da possibilidade de se fazer campanha antes do tempo permitido. “Se a lei me autorizar a fazer campanha, vou fazer, porém dentro da legalidade”, disse.

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