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vereadores em plenário
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O projeto que autorizava o Executivo a isentar os hospitais
filantrópicos de pagamento de tarifa de água e esgoto foi rejeitado pela
Câmara de Vereadores na reunião desta quarta-feira (24/06), mas até que o
plenário chegasse a uma decisão, houve muita polêmica. A proposta, do
vereador Arly de Lara Romêo (PSB), oferecia o benefício às instituições que
possuíssem certificado de entidade beneficente da Assistência Social,
declaração de utilidade pública e para as que prestassem serviços ao Sistema
de Único de Saúde (SUS). |
Na justificativa, o vereador lembrou que esses hospitais se
encontram em graves dificuldades financeiras. “Além disso, sabe-se que os
pagamentos provenientes do SUS, em muitos casos, não chegam ao custo mínimo e a
população assistida, em geral, é a de baixa renda”, argumentou.
Líder do governo na Câmara, o vereador Francisco Sellin (PDT) defendeu o veto ao
projeto e acabou provocando intensa discussão.
“Primeiro, esses hospitais não atendem apenas ao SUS. Atendem convênios
particulares e os próprios convênios, pelos quais os hospitais cobram muito”,
disse Sellin. “Então porque, afinal, Campinas teria de oferecer água e serviços
de esgoto de graça para essas instituições?”, perguntou.
Arly rebateu. “Porque se não fossem esses hospitais o sistema de saúde em
Campinas já teria entrado em colapso. Já teria virado um caos”, argumentou.
“O Senhor tem que separar as coisas, vereador”, respondeu Sellin. “O Senhor está
falando com diretor da Beneficência Portuguesa quando deveria estar falando
apenas como vereador”, rebateu Sellin sugerindo que Arly estava legislando em
causa própria, já que ocupa o cargo de diretor no hospital.
Arly chegou a propor um desafio a Sellin. “Porque então o Sr. não apresenta um
emenda, e deixa apenas o Beneficência de fora? Porque o Sr. não faz isso?”,
perguntou. Sellin se negou a discutir o assunto.
Outros vereadores de oposição entraram na discussão. Os tucanos
Biléo Soares e Valdir
Terrazan, além de Petterson Prado (PPS) pediram a aprovação do projeto e
reclamaram do tratamento que recebem na Câmara. “Defender benefícios e subsídios
para as empresas de ônibus, o vereador Sellin acha que pode. Oferecer ajuda a
instituições que realmente trabalham pela cidade, ele diz que não poder”,
afirmou. "Aqui não passam os projetos que partem da oposição", concluiu.
O projeto foi rejeitado por 18 votos contra cinco.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Foto: A.C. Oliveira/CMC |