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08/06/2009

 

Taxistas discutem regulamentação da categoria

 

Vereadores farão emenda coletiva para alterar pontos polêmicos do projeto

O projeto do Executivo que pretende alterar a lei que regulamenta o sistema de taxi em Campinas, e que teve a primeira votação adiada no dia 1º de junho, continua provocando discussões entre a categoria. Cerca de quatrocentos taxistas vieram ao Legislativo na manhã deste sábado (06/06), para debater os principais aspectos do projeto, que prevê a proibição de venda de pontos; impede a transferência de placas; dá abertura para novas empresas de taxi e aumenta o número de carros em circulação. Dessa discussão, 13 sugestões foram dadas aos parlamentares.

A lei que está sendo remodelada é da década de 70 e está sendo alterada por uma série de razões, entre elas, o crescimento da população que por sua vez precisa de uma frota maior. “É preciso deixar claro que o ponto mais conflitante do projeto não impede a transferência da permissão, apenas direciona à Emdec essa tarefa”, garantiu o vereador Josias Lech (PT), se referindo ao artigo 2º do projeto, ponto mais discutido no debate. De acordo com o vereador uma emenda coletiva será feita a partir da reunião deste sábado para fazer as devidas alterações no projeto. “Nosso objetivo é tentar atender a essas 13 reivindicações, mas com certeza a discussão sobre a transferência é nossa prioridade”, explicou Lech. O vereador acredita que a emenda coletiva é a solução para as questões levantadas. “Penso sim que a emenda é a melhor saída. Eu venho do setor de transportes mas vejo a necessidade de compartilhar com os vereadores essa responsabilidade”, desabafou.

Para o presidente do Sindicato dos Taxistas Permissionários Autônomos do Município de Campinas, Jorge Pansane de França, o item que mais preocupa é mesmo o artigo segundo do projeto que proíbe a transferência de permissões. “Esse artigo é arbitrário e limita o serviço da categoria”, defendeu. Mas o presidente saiu satisfeito do debate. “A categoria sai daqui tranquila, sabendo que os vereadores vão trabalhar para fazer as reformulações no projeto”, avaliou.

O fundador da primeira associação de taxistas de Campinas, César Roberto, também é contrário ao artigo segundo, mas lembrou alguns outros pontos conflitantes. “Se hoje existe clandestinidade no meio da categoria é porque existe demanda. É preciso abrir novas licitações”, disse. Ele lembrou também da Comissão Punitiva que fica criada com a aprovação do projeto, e sugeriu a participação dos taxistas. Além disso, sugeriu que se torne obrigatório o seguro de vida para garantir segurança aos familiares da categoria.

Outros pontos foram lembrados pelos taxistas, como o artigo 6º que determina um veículo para cada 700 habitantes. Hoje já existem 800 profissionais na cidade e com a mudança esse número passará para mais de mil.

O líder de governo da Casa, vereador Francisco Sellin (PDT) prometeu alterações no artigo segundo e garantiu ainda a assinatura dos 33 vereadores. “Essa emenda será muito positiva e acredito que todos os vereadores vão apoiar, mas não podemos nos esquecer que a proposta deve passar ainda pelo aval do Executivo”, lembrou.

Lech que coordenou o debate explicou ainda que a Emdec não esteve presente para dar liberdade de discussão aos taxistas, mas que os pontos debatidos serão analisados em breve pelo Executivo. O projeto está tramitando nas Comissões da Câmara e provavelmente volta a plenário após o recesso parlamentar.

Participaram do debate também os vereadores Petterson Prado (PPS), Antônio Flôres (PDT), Miguel Arcanjo (PSC), Dário Saadi (DEM) e Biléo Soares (PSDB).

Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

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