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22/06/2009

Opinião - A Corte

 

Grupo de fiéis da base garante vitoria de Hélio na Câmara

 

Liderança do governo municipal recompõe a base com 19 vereadores para aprovar projetos de interesse do Executivo, oposição fica esvaziada

Anderson Botan
Campinas

O prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) conseguiu vencer a oposição na Câmara com o apoio da base aliada, que se manteve firme diante das pressões para que mudassem seu posicionamento diante dos principais projetos de interesse do Executivo votados na segunda-feira: o reajuste dos servidores, o projeto de incentivos fiscais e o de identificação dos carros oficiais.

Com o resultado da votação mais importante, a do reajuste dos servidores, a análise que se faz hoje nos bastidores do Legislativo é que a base do prefeito conta com 19 vereadores fieis, que votam de acordo com as orientações do Executivo, repassadas pelo líder do governo na Casa, Francisco Sellin (PDT).

A base de Hélio na Câmara é formada pelo basicamente pelo PDT, PT, PTB e PMDB. Além disso, o prefeito conquista aos poucos alguns apoios de vereadores até então considerados independentes, como Sebá Torres (PSB). A oposição é liberada pelo PSDB e PSB, além de vereadores não influenciados pelos seus respectivos partidos como, por exemplo, Petterson Prado (PPS)

Fuga
Durante a votação, um aliado do governo disse que três vereadores da base “fugiram” do embate com os servidores, que estavam pressionando para que a base aprovasse as emendas da oposição e pagasse o reajuste em uma única parcela, que são os pedetistas Leonice da Paz e Pedro Serafim e o democrata Campos Filho. Outro que não deu seu voto para o projeto foi Sebá Torres (PSB), que era esperado para dar apoio aos oposicionistas. Entretanto, Sebá parece estar cada vez mais próximo dos aliados do 4º andar.

Para o líder do governo na Câmara, Francisco Sellin, a base aliada não sucumbiu às pressões dos servidores e esteve atenta aos argumentos de que qualquer tentativa de mudança do acordo já estabelecido na Justiça era inviável e, por este motivo, manteve-se firme em apoiar o projeto da maneira como o Executivo enviou à Casa. “A base está fortalecida e viu que a oposição apenas fez média com os servidores e transformou a votação em um embate político, contudo prevaleceu o acordo já estabelecido e o bom senso da base em não se deixar pressionar pelos servidores, pelos xingamentos proferidos”, disse Sellin.

Quanto aos outros projetos de interesse do Executivo aprovados na Casa, Sellin disse considerar que os vereadores votaram pelo melhor para os cidadãos. “No projeto de incentivo fiscal vai ter uma discussão de uma emenda da oposição para aumentar o prazo de pagamento, que vou discutir com o Executivo. É um projeto que tem o objetivo de resolver os problemas fiscais dos munícipes e por isso foi aprovado com facilidade”, considera.

Já sobre o projeto de identificação dos carros oficiais, Sellin disse que a emenda proposta é uma forma de garantir a segurança do prefeito Hélio de Oliveira Santos e dá a ele a autonomia de decidir como será a identificação dos veículos do Executivo.

“Considero que somente o prefeito deve ficar fora da identificação, para sua segurança, mas os secretários devem ter os carros identificados. O prefeito fica livre para decidir sobre os carros para autoridades que visitem o município, se devem ou não ser identificados”, afirma Sellin.

Oposição
Biléo Soares (PSDB) diz que a falta de diálogo entre governo e oposição, a troca de acusações, com palavras e argumentos que não condizem com o processo democrático o deixaram decepcionado, pois é nítido que a prefeitura poderia sentar novamente para conversar sobre o salário dos servidores, visto que não atingiu o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal e apresenta um projeto na Casa, em regime de urgência para aumentar a arrecadação do município.

“O Legislativo apoiou em todos os momentos a busca de um acordo superior aos 3% oferecido pela prefeitura, que ocorreu na Justiça. As emendas apresentadas pela oposição não tiveram êxito, pois a administração encarou como uma oposição política ao prefeito, sem analisar e se preocupar com o servidor”, afirma Biléo.

Para ele, o projeto de incentivos fiscais da prefeitura reacendeu a iniciativa do sindicato em retomar as discussões do reajuste salarial, porque se sentiram lesados, já que consideram que a prefeitura tem agora condições de pagar o reajuste de uma só vez.

“O projeto de regularização fiscal é uma iniciativa correta da prefeitura, para coibir os maus pagadores. Faltou planejamento para a apresentação deste projeto, pois se tivesse apresentado antes, poderia ter aumentado a arrecadação e até não ter ocorrido greve”, considera.

Biléo avalia que o projeto de adesivação dos carros oficiais é moralizante e necessário para a transparência do uso dos veículos. Quanto a preservar o prefeito e alguns secretários, Biléo é contrário, pois acredita que a situação de segurança deve ser válida para todos, pois assim como o prefeito, os vereadores também são pessoas públicas e que tomam decisões importantes. Biléo não acredita que as vitórias do executivo possam enfraquecer o trabalho da oposição pelo fato de ela não ser sistemática, combativa, pelo contrário.

“São momentos do processo político, já que em outros casos a oposição teve vitórias importantes, buscando convergência para projetos importantes da cidade, e não com o intuito de derrotar e prejudicar o governo do prefeito Hélio de Oliveira Santos”, afirma.

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