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22/06/2009

 

Comissão da pichação trata das questões sociais

 


debate sobre a pichação no plenarinho

Na reunião da Comissão de Estudos da Pichação que aconteceu na última quinta-feira (18/06) foram discutidas as questões sociais que levam os jovens a pichar o patrimônio público.O promotor público da Habitação Valcir Paulo Kobori falou da expansão desordenada da cidade, incluindo a questão habitacional.

O procurador da República Bruno Costa Magalhães afirmou que a pichação representa a expressão não autorizada no patrimônio alheio. “É preciso envolver os jovens em discussões como esta e não adianta só fazer leis”, comentou.

A especialista em Filosofia Política Maria da Piedade Eça de Almeida diz que o Estado deixou um vácuo e a partir daí surgiram políticas paralelas. “A sociedade corrompeu a ética e a sociedade desorganizada com falta de políticas públicas passou a fazer suas próprias leis onde o pichador, o traficante, entre outros, fazem parte de uma sociedade que não é integrada com a cidadania”.

O presidente da CEE, vereador Antonio Francisco – o Politizador (PMN), que pediu prorrogação dos trabalhos da comissão por mais 90 dias, disse que o objetivo é agregar tudo o que ficou dito para que a partir de agora os trabalhos sirvam como diretriz para a criação do Programa Antipichação em Campinas. “Vimos que não adianta apenas estar contra os jovens, mas é preciso criar uma relação de respeito entre eles e as autoridades para que eles se sintam integrados e trabalhem também pelo Movimento Antipichação”.

A CEE que apura as causas da pichação e os impactos sociais, econômicos e ambientais gerados pela ação em Campinas foi instalada na Câmara em março deste ano. Fazem parte desta comissão os vereadores Biléo Soares (PSDB) e Leonice da Paz (PDT), que desde então promoveram uma série de debates, campanhas de conscientização e medidas de fiscalização para quem for pego desrespeitando a lei.

No próximo dia 24, na primeira parte da reunião ordinária será destinada para a apresentação da secretária de governo de São José dos Campos Claude Mary de Moura que implantou o Programa Antipichação naquela cidade quando estava à frente da pasta de Defesa do Cidadão. “É nossa contribuição para fazer com que todos os vereadores tenham oportunidade de conhecer um trabalho que deu certo e que pode servir de exemplo para Campinas”, salientou o Politizador.

Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Foto: A.C. Oliveira/CMC

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