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Paulo Reda - Campinas
A Câmara de Campinas aprovou moção de apelo ao ministro da Previdência, José
Pimentel, e ao presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Valdir
Simão, para que apurem denúncias feitas por entidades que defendem os interesses
dos segurados do INSS, médicos do trabalho e o Conselho Municipal de Saúde sobre
as restrições feitas pelo médicos peritos do órgão à concessão de novos
auxílios-doença e à renovação desse benefício em Campinas.
As dificuldades enfrentadas pelos segurados do INSS em obter o auxílio-doença ou
a renovação desse benefício foi revelada pelo TodoDia na edição de ontem.
A moção foi assinada pelos vereadores Arly de Lara Romêo (PSB), Élcio Batista
(PSB), Biléo Soares (PSDB),
Jairson Canário (PT), Francisco Sellin (PDT), Sebá Torres (PSB) e Dário Saadi (DEM).
Em seu texto, o documento solicita o término da alta programada instituída pelo
INSS de Campinas. “Os peritos estão ignorando o laudo de outros médicos que,
muitas vezes, comprovam a necessidade do trabalhador ter mais tempo para sua
recuperação”, informa a moção.
Márcia Regina Flausino, presidente da Assodeseg (Associação Solidária em Defesa
dos Direitos dos Segurados do INSS), afirmou que 95% das pessoas que procuram a
entidade queixam-se das altas consideradas indevidas.
O INSS, por meio de sua assessoria de imprensa em São Paulo, informou que só
poderia esclarecer se os casos mencionados pela Assodeseg são procedentes se
tivesse o nome de todas as pessoas envolvidas. Mesmo assim, o órgão informou que
vai apurar a situação na superintendência do INSS em Campinas. |