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16/04/2009 - 11:48

Câmara aprova adesivacao de frota

 

Em uma votação tensa e com muito bate-boca entre os vereadores Artur Orsi (PSDB) e Jorge Schneider (PTB), os parlamentares aprovaram ontem em primeira discussão (legalidade) projeto de lei que obriga a identificação de todos os carros oficiais da Câmara de Vereadores e da Prefeitura de Campinas. A mudança de postura ocorreu após os legisladores quase enterrarem o projeto que, se aprovado em segunda discussão (mérito), e se for sancionado pelo prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT), dará condições de fiscalizar o uso correto dos carros que estão à disposição do serviço público.

No início do mês, a maioria dos membros da Comissão de Constituição, Legalidade e Redação modificou, na última hora, o parecer sobre o projeto — deixou de ser favorável e passou a ser contrário — o que quase fez com que a proposta fosse arquivada. Mediante a comprovação de que a alteração de voto foi ilegal e também após o desgaste político, houve um recuo e o projeto voltou ontem para a pauta. O único vereador que votou contra a proposta de autoria de Orsi foi Sebastião dos Santos (PMDB). Schneider, que discursou contra o projeto, não estava no plenário na hora da votação

De acordo com a proposta aprovada ontem pela Câmara, os veículos oficiais serão identificados com faixas adesivas que deverão conter o brasão do município e a informação do órgão ao qual o carro pertence. O projeto foi aprovado com uma emenda do vereador Arly de Lara Rômeo (PSB) que determina que as regras sobre a adesivação dos veículos do Executivo deverão ser feitas por meio de decreto municipal e a Mesa da Câmara deverá definir os critérios para os carros do Legislativo.

Porém, o vereador Rafael Zimbaldi (PP) vai tentar emplacar uma emenda na segunda discussão em que define que a dimensão do adesivo para os dois poderes deverá ser de 40cm de largura por 30cm de altura. “Se não, podem colocar um adesivinho no para-choque e dizer que está cumprindo a lei. Se a minha emenda for aprovada, a do Arly, cai”, explicou. Não houve acordo para a emenda que propunha a exclusão da obrigatoriedade de identificar o carro do prefeito. Manteve a mesma regra para todos os veículos.

500 carros

Orsi disse que a principal intenção do projeto é adesivar os mais de 500 carros que estão a serviço da Prefeitura e não apenas os veículos utilizados pela Câmara. “A intenção é evitar abusos. A maioria dos poderes — União, Prefeitura de São Paulo, governo do Estado — tem os carros adesivados”, justificou.

Terrazan, por sua vez, disse que o projeto não “era para pegar vereador”, mas apenas um mecanismo para que os parlamentares fiscalizassem o Executivo e se autofiscalizassem. “É uma lei para todos os governos e não uma birra para pegar determinado governo”, ressaltou Terrazan.

De acordo com a vereadora Leonice da Paz (PDT), a identificação servirá também como um instrumento de que o vereador está trabalhando nos bairros. “Mas acho que há uma discussão que tem de ser feita. O carro só pode ser dirigido por assessor. Se somos responsáveis pelos veículos, por que não podemos dirigi-lo?”, questionou. Biléo Soares (PSDB) disse que vai dar condições para que a população faça a fiscalização.

Sebastião dos Santos disse que votaria contra porque não há regras claras sobre o que “pode e não pode” sobre o uso dos veículos. “Posso ir a uma padaria? A um velório? Sou pela legalidade”, argumentou. O assunto foi encerrado por Rômeo que utilizou o microfone de aparte: “Não sei por que essa celeuma toda. Vamos votar”.

enviada por Rose

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