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17/04/2009

 

CEE da pichação irá chamara mães de pichadores mortos

 
Objetivo é fazer com que mulheres sensibilizem os jovens
 


CEE da pichação

A Comissão Especial de Estudos (CEE) sobre a Pichação quer convidar as mães de dois adolescentes, que morreram ao tentar pichar paredes de prédios em Campinas. A idéia é de que nas próximas reuniões essas mulheres falem para adolescentes e educadores sobre os seus dramas e assim tentar sensibilizá-los para a questão.

“A minha preocupação vai além do patrimônio público. Temos que pensar na vida desses jovens. O que esses pichadores buscam é deixar a sua marca. Será que se arriscando ao subir em prédios altos, por exemplo, eles não podem deixar uma marca profunda em suas mães, em suas famílias?”, questionou a vereadora Leonice da Paz, que é relatora da Comissão.

O Presidente da Comissão, o vereador Antonio Francisco, o Politizador (PMN), disse hoje, durante a segunda reunião de trabalho da CEE que pretende abrir um canal de comunicação com os pichadores. “Nós não estamos aqui para fazer uma crítica destrutiva para esses jovens. E sim estamos estudando uma maneira de convidá-los para falar na Comissão. Não estamos aqui para prejudicar ninguém. O que queremos é que ele tenha consciência do que ele está fazendo. Para que arriscar a própria vida?”, indagou o parlamentar.

Para dar mais fôlego aos trabalhos da Comissão, a idéia é convidar a secretaria de Governo de São José dos Campos, Claude Mary de Moura, para falar sobre o projeto contra a pichação implantado na cidade e que acabou com a prática no município. “A nossa intenção é de que ela esteja expondo esse projeto em uma de nossas sessões”, adiantou o presidente da CEE.

TRABALHOS: Na tarde desta terça-feira, a Comissão formada pelo Politizador, Leonice e o também vereador Biléo Soares (PSDB), se reuniu por mais de duas horas. Na ocasião, eles convidaram a educadora Renata Ferramola, da Secretaria de Educação de Campinas e presidente do Conselho de Segurança (Conseg Taquaral) para traçar um perfil desses jovens que tem a pichação como uma bandeira.

"Está constatado que os pichadores são jovens que buscam uma identidade coletiva para se afirmar em um espaço público. Eles transgridem para impor os seus valores”, explicou a educadora. Durante a sua palestra ela sugeriu aos parlamentares que uma das alternativas para combater a pichação em Campinas é usar um “método democrático e sócio-educativo”, disse Renata Ferramola.

Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara de Vereadores de Campinas
Fotos: A.C. Oliveira / CMC

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