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CEE da pichação
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A Comissão Especial de Estudos (CEE) sobre
a Pichação quer convidar as mães de dois adolescentes, que morreram ao
tentar pichar paredes de prédios em Campinas. A idéia é de que nas próximas
reuniões essas mulheres falem para adolescentes e educadores sobre os seus
dramas e assim tentar sensibilizá-los para a questão.
“A minha preocupação vai além do patrimônio público. Temos que pensar na
vida desses jovens. O que esses pichadores buscam é deixar a sua marca. Será
que se arriscando ao subir em prédios altos, por exemplo, eles não podem
deixar uma marca profunda em suas mães, em suas famílias?”, questionou a
vereadora Leonice da Paz, que é relatora da Comissão. |
O Presidente da Comissão, o vereador Antonio Francisco, o
Politizador (PMN), disse hoje, durante a segunda reunião de trabalho da CEE que
pretende abrir um canal de comunicação com os pichadores. “Nós não estamos aqui
para fazer uma crítica destrutiva para esses jovens. E sim estamos estudando uma
maneira de convidá-los para falar na Comissão. Não estamos aqui para prejudicar
ninguém. O que queremos é que ele tenha consciência do que ele está fazendo.
Para que arriscar a própria vida?”, indagou o parlamentar.
Para dar mais fôlego aos trabalhos da Comissão, a idéia é convidar a secretaria
de Governo de São José dos Campos, Claude Mary de Moura, para falar sobre o
projeto contra a pichação implantado na cidade e que acabou com a prática no
município. “A nossa intenção é de que ela esteja expondo esse projeto em uma de
nossas sessões”, adiantou o presidente da CEE.
TRABALHOS: Na tarde desta terça-feira, a Comissão formada pelo Politizador,
Leonice e o também vereador Biléo
Soares (PSDB), se reuniu por mais de duas horas. Na ocasião, eles
convidaram a educadora Renata Ferramola, da Secretaria de Educação de Campinas e
presidente do Conselho de Segurança (Conseg Taquaral) para traçar um perfil
desses jovens que tem a pichação como uma bandeira.
"Está constatado que os pichadores são jovens que buscam uma identidade coletiva
para se afirmar em um espaço público. Eles transgridem para impor os seus
valores”, explicou a educadora. Durante a sua palestra ela sugeriu aos
parlamentares que uma das alternativas para combater a pichação em Campinas é
usar um “método democrático e sócio-educativo”, disse Renata Ferramola.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara de Vereadores de
Campinas
Fotos: A.C. Oliveira / CMC |