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30/03/2009

 

Síndrome de Down - Especialistas buscam a inclusão social

 
Assunto ocupou a primeira parte da reunião da Câmara
 

Representantes do Projeto Espaço XXI ocuparam nesta segunda-feira a primeira parte da reunião ordinária da Câmara de Vereadores de Campinas e fizeram um apelo pela inclusão escolar das pessoas portadoras da Síndrome de Down. No final do evento, a estudante Rafaela Faelli Martins, hoje na 7ª série, e que estudou desde o ensino infantil numa escola regular, entregou um livro que ela própria escreveu, ao vereador Biléo Soares (PSDB) – que teve a iniciativa de trazer a discussão para a Câmara. De acordo com a presidente da entidade, Marcia Faelli, “o trabalho pela autonomia de grupo começa pela escola”.

O Espaço XXI foi inspirado nas pesquisas da Faculdade de Educação de Málaga (Espanha), e vem sendo desenvolvido em Campinas desde 1998. O objetivo é contribuir com o processo de inclusão de crianças com Síndrome de Down no ensino regular, visando o desenvolvimento da autonomia dessas crianças na idade adulta e levando em conta seus modos e ritmos de aprendizagem.

Psicóloga, professor universitária e coordenadora do programa, Carmem Ventura disse que a síndrome não pode mais ser considerada uma doença ou um castigo. Por conta disso, a especialista prega uma mudança de atitude. De acordo com ela, hoje a pessoa portadora da síndrome não é tratada pelo que é, mas pela caracterização de um grupo. “Precisamos resignificar o conceito de deficiência. Temos de promover a interação do individuo com o meio em que vive. O enfoque não pode ser mais pela incapacidade, mas sim pelas possibilidades que ela oferece”, disse.

O vereador Biléo Soares disse que a inclusão “é uma questão de direito” e lembrou que a escola tem de estar preparada para receber esse alunos. “Uma escola inclusiva é uma escola para todos e todos os cidadãos têm direito à autonomia”, acrescentou.

O vereador Dário Saadi (DEM) lembrou que a situação da pessoa portadora da síndrome hoje é melhor do que já foi, mas fez uma advertência. “A garantia de um tratamento de saúde ou de mobilidade não é suficiente. Essas pessoas têm direito de ser tratadas de maneira igualitária”, disse.

O vereador Professor Alberto defendeu a inclusão, mas lembrou que muitas escolas e muitos professores ainda não estão devidamente capacitados a atender esse tipo de aluno.

Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Foto: A.C. Oliveira/ CMC

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