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O vereador de Campinas
Biléo Soares (PSDB)
quer instituir o Programa de Combate ao bullying - fenômeno de origem inglesa,
que não tem tradução para o português, mas pode ser definido universalmente como
um conjunto de atitudes agressivas, intencionais e repetitivas, adotado por um
ou mais alunos contra outro, causando dor, angústia e sofrimento - nas escolas
municipais de Campinas, através de ações interdisciplinares e da participação
comunitária. Segundo o tucano, a intenção é instituir um programa de capacitação
de professores, funcionários, pais e alunos. A matéria prevê ainda a realização
de palestras, seminários e cartilhas de orientação sobre o bullying.
O governo do Estado iria distribuir um manual sobre a prática para as 5,3 mil
escolas da rede estadual. A ação faz parte de um pacote da Secretaria Estadual
de Educação na tentativa de combater a violência entre alunos no ambiente
escolar. A Pasta planeja ainda criar um projeto de capacitação para os
professores aprenderem a lidar contra o problema, por intermédio da Rede do
Saber, sistema que interliga a comunicação na rede estadual de ensino. Contudo,
a pasta não soube informar como e quando essa capacitação será dada. Mas mesmo
sem possuir dados estatísticos sobre o fenômeno na rede estadual, a secretária
de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, tem ciência do aumento
do bullying e disse que é um problema grave que merece atenção e deve ser
enfrentado em todo ambiente escolar.
No Brasil, esse fenômeno atinge 45% das crianças e adolescentes, enquanto, os
índices mundiais ficam entre 6% e 40%.
Quadro: Entenda o bullying
O termo em inglês refere-se à atitude de um bully (valentão). Objeto de estudo
pela primeira vez na Noruega, o bullying é utilizado para descrever atos de
violência física ou psicológica contra alguém em desvantagem de poder, sem
motivação aparente e que causa dor e humilhação a quem sofre. No Brasil, os
primeiros estudos começaram em 2000 - vinte anos após o termo ter se difundido
no mundo.
Ações que podem ser consideradas bullying:
Colocar apelidos, ofender, zoar, gozar, encarnar, sacanear, humilhar, fazer
sofrer, discriminar, excluir, isolar, ignorar, intimidar, perseguir, assediar,
aterrorizar, amedrontar, tiranizar, dominar, agredir, bater, chutar, empurrar,
ferir, roubar, quebrar pertences.
Como identificar vítima e agressor
Depressão, baixo auto-estima, ansiedade, abandono dos estudos - essas são
algumas das características mais usuais das vítimas. De certa forma, o bullying
é uma prática de exclusão social cujos principais alvos costumam ser pessoas
mais retraídas, inseguras. Essas características acabam fazendo com que elas não
peçam ajuda e, em geral, elas se sentem desamparadas e encontram dificuldades de
aceitação.
Como prevenir o problema na escola
Para evitar o fenômeno, as escolas devem investir em prevenção e estimular a
discussão aberta com todos, incluindo pais e alunos. Segue alguns conselhos para
os professores:
- Observe com atenção o comportamento dos alunos, dentro e fora de sala de aula,
e perceba se há quedas bruscas individuais no rendimento escolar;
- Incentive a solidariedade, a generosidade e o respeito às diferenças através
de conversas, trabalhos didáticos e até de campanhas de incentivo à paz e à
tolerância;
- Desenvolva dentro da sala de aula um ambiente favorável à comunicação entre
alunos;
- Procure a direção da escola, quando um estudante reclamar ou denunciar o
bullying;
- A responsabilidade é da escola, mas a solução deve ser em conjunto com os pais
dos alunos envolvidos;
enviada por Rose |