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Reunião da CEE
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O nível de crescimento da Região
Metropolitana de Campinas (RMC) foi gravemente afetado pela crise mundial,
mas os estragos por aqui deverão ser muito menores que os verificados na
média do País. Esta foi a principal conclusão da primeira reunião da
Comissão Especial de Estudos (CEE) instalada na Câmara de Vereadores de
Campinas para discutir a origem, a extensão e saídas que a região pode criar
para reduzir os efeitos da crise financeira internacional.
A reunião foi realizada na tarde da última quinta-feira (26/02) no plenário
da Casa, com a presença de secretários municipais, representante de setores
empresariais e de órgãos públicos e privados e vários vereadores. |
Para o economista, Laerte Martins, da Associação Comercial e
Industrial de Campinas (ACIC), a RMC deve apresentar em 2009 um crescimento de
cerca de 2,5%. A estimativa é bem abaixo dos 5% que se esperava até meados do
ano passado, mas é muito superior ao 1,5% que se acredita de crescimento para o
Brasil neste ano. “A crise chegou aqui, sem dúvida, mas de forma um pouco mais
amena porque nossa economia estava relativamente bem preparada”, disse o
economista. “A região é de uma complexidade industrial muito forte e nos últimos
oito anos recebeu perto de R$ 20 bilhões em investimentos, em grande parte, em
bens de capital. Isso nos deu uma retaguarda”, afirmou ele.
O secretário de Finanças da Prefeitura, Paulo Mallmann também se mostrou
otimista. Disse que as pessoas precisam ficar atentas para perceber “que nem
tudo o que se fala a respeito dos estragos provocados pela crise pelo mundo
afora se aplica à nossa região”. Segundo ele, “a crise não chegou de forma tão
grave no Brasil e muito menos em Campinas e região”. Por vários fatores, diz
ele.
O secretário lembra que o mercado financeiro não foi afetado da mesma forma como
ocorreu nos Estados Unidos ou Europa; que o Banco Central está garantindo oferta
de crédito e os novos investimentos na construção civil anunciados pelo governo
federal devem contribuir para a recuperação do emprego.
Na avaliação de Mallmann, a região de Campinas demonstrou ter um setor de
serviços forte; a construção vem num ritmo acelerado e o comércio está dando
sinais de recuperação. “Por tudo isso, combinado com uma oferta maior de
crédito, podemos prever que o segundo semestre de 2009 será muito melhor do que
se pensou no final de 2008”, afirmou.
Presidente da Comissão, o vereador Luiz Henrique Cirilo (PPS) disse não estar
assim tão otimista. “Acho que a crise se instalou fortemente no Brasil. E veja
bem. Não estamos interessados apenas no setor empresarial. Queremos discutir o
problema do ponto de vista do empregado; do desempregado, do pensionista, do
aposentado. Para estes, a situação é muito ruim”, disse.
O vereador planeja um segundo encontro para o final de março. A ideia de Cirilo
é reunir o maior número de possível de especialistas – economistas, teóricos
ligados às universidades de Campinas e região, empresários, sindicalistas e
representantes de órgãos públicos – para que se possa debater amplamente sobre o
assunto. “Queremos ouvir sugestões, identificar os problemas e apontar
caminhos”, explicou.
Depois de ouvir, o vereador pretende elaborar um relatório, que será enviado aos
governos estadual e federal, além do Congresso Nacional, sugerindo medidas que
possam minimizar os efeitos da crise na Região Metropolitana. Além de Cirilo,
participam da comissão os vereadores
Biléo Soares (PSDB) como relator e Thiago Ferrari (PMDB).
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara de Vereadores de Campinas
Fotos: A.C. Oliveira/ CMC |