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Casa sai em defesa de vereador ofendido por policiais
O incidente que envolveu o vereador Cidão Santos (PPS) e policias militares na
noite de sábado, tomou boa parte da sessão desta segunda-feira (16/02) da Câmara
de Vereadores de Campinas.
O vereador diz ter sido ofendido e maltratado ao ser abordado por uma patrulha
da PM, quando seguia para casa no Jardim Tamoio, região Leste da cidade. Segundo
ele, os policiais o obrigaram a sair do carro, o empurraram contra uma parede e
apontaram armas em sua direção, mesmo depois de ter se identificado como
vereador e tentado mostrar sua carteira funcional.
Cidão disse que temeu ser morto. “Não me deixaram falar ao telefone. Não me
deixaram acompanhar a revista que fizeram no meu carro”, relatou. Para ele, os
policiais agiram de forma truculenta, discriminatória, num comportamento de
desrespeito aos direitos fundamentais do cidadão e de insulto o Poder
Legislativo. “Eu quero saber se a polícia trata desta forma um vereador, o que
ela não faz com um cidadão comum?”, perguntou. “Em momento nenhum eu pedi
tratamento diferenciado, mas exigi os direitos que os cidadãos devem ter. A
república não existe sem o cidadão e ele precisa ser respeitado”, acrescentou.
O vereador contou que esteve no comando do policiamento hoje (16/02) à tarde e
recebeu a garantia de que uma investigação interna será feita para apurar se
houve excessos dos policiais.
Cidão Santos recebeu manifestações de apoio de praticamente todos os vereadores.
O presidente da Casa, Aurélio José Cláudio (PDT) considerou “inaceitável” o
comportamento dos PMs e prometeu encaminhar um manifesto de repúdio ao comando
da corporação. O presidente disse ainda que a instituição estava solidária a ele
e colocou o departamento jurídico da Câmara à sua disposição. “O senhor não está
sozinho”, assegurou Aurélio.
Dário Saadi (DEM), Biléo Soares
(PSDB) e Jairson Canário (PT) subiram à tribuna para se solidarizar ao
vereador. Todos eles condenaram o comportamento dos PMs.
A única voz discordante partiu do vereador Petterson Prado – companheiro de
partido de Cidão. “Eu não acho que a PM tenha sido truculenta”, disse o
vereador. “Para mim houve abuso quando eles (os policiais) começaram a xingar,
ou chamar alguém de bosta, pois esse tipo de coisa não se faz com ninguém. Mas é
preciso lembrar que os policiais são treinados para agir assim. O procedimento é
esse. Eles têm de desconfiar de tudo, até prova em contrário”, argumentou
Petterson. “Não podemos ter uma visão corporativista neste caso”, exortou.
“Mesmo porque, carteirinha de vereador se compra em qualquer lugar”, finalizou.
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas |