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SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Sr. presidente, vereador
Valdir Terrazan, Ademir, Benê, vereadores presentes, distinto e seleto público,
telespectadores da TV Câmara. Eu estava fazendo aqui algumas anotações e é
importante mencionar que os negros trabalharam no engenho de açúcar bem como na
mineração de diamantes, que a família no Rio de Janeiro, na época de Dom João...
Porque Dom João, na verdade, quando veio de Portugal para o Brasil foi um
divisor de águas. Começou a brotar um novo Brasil. Que o Rio era próspero, mas
não tinha refinamento. Era uma colônia, infelizmente, mergulhada na ignorância e
no isolamento. Era um império carola, empobrecido, decadente. Para que vocês
tenham uma idéia, vereador Dr. Dário Saadi, os nobres, as pessoas mais abastadas
eram transportadas por uma cadeira e o povo andava a pé. Apesar da presença da
corte portuguesa no Rio de Janeiro, a cidade era provinciana, obviamente. Tinha
também, Benê, a rede com varões sustentados por escravos, era um meio do
transporte comum em viagens mais longas no interior do país. E, fora dos
horários tinha o trabalho avulso dos negros, que eles na verdade vendiam carvão,
milho, capim, leite, etc. O mercado de escravos no Rio de Janeiro ajudava a
financiar a corte no Brasil com empresários proeminentes e traficantes de
escravos. No Rio de Janeiro, a alimentação era precária e a limpeza da cidade
confiada a urubus. Tinham os pretos de ganhos, escravos, os donos exploravam
como vendedores ambulantes nas ruas do Rio de Janeiro. Se você pegar esse início
do século XVIII, nós naquela época não se tinha fossa sanitária porque o lençol
freático era muito baixo. Então, eles tinham tonéis onde se depositava as fezes
e a urina. E os
negros levavam esses tonéis até o mar. E daí, corria por entre as frestas dos
tonéis amônia e uréia é a aí os negros eram chamado de tigres. Gilberto Freire
fala que por causa dos tigres a rede de abastecimento, a coleta de esgoto,
demorou a chegar ao Rio de Janeiro em 1862.
Outra questão era a questão da comida. Aparentemente, as casas eram bonitas. Os
senhores comiam com as mãos. Até compartilhar a comida no
mesmo prato era uma prova de amizade. Mas, os negros ficavam ao lado, sentados,
e a senhora e o senhor depositavam aquilo que eles achavam com a mão para o
negro comer. E, ainda diziam que os africanos que aqui vinham traziam moléstias
endêmicas, epidemias. Então, a Câmara Municipal, me dá mais meio minuto,
vereador Valdir Terrazan. E, a Câmara Municipal da época no Rio de Janeiro,
através dos médicos que não eram médicos, porque não existia Universidade,
existiam barbearias que tinham bacias com monte de quinquilharias, de
instrumentos e ferramentas diversas que faziam cirurgiões dentistas, não é? Era
o médico e o barbeiro. E, os médicos da época indicavam a Câmara Municipal para
que mudasse a mercado dos negros do Centro e foi mudado. Passados duzentos anos,
mudamos todos nós, toda a sociedade porque aqui estamos hoje, negros e brancos
irmanados para dizer ‘basta’ ao preconceito. Basta ao preconceito. E aqui hoje,
vereador Miguel Arcanjo, o senhor consegue trazer essa discussão para dizer que
a Câmara Municipal hoje discute essa questão aberta em alto e bom som e diz que
realmente nós estamos no caminho e todos somos iguais, como dizia Geraldo
Vandré, braços dados ou não. Viva o negro e viva a democracia.
Muito obrigado.
SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES
(PSDB): Eu gostaria de enaltecer e destacar o projeto do vereador Jairson
dos Anjos pela oportunidade, pelo momento em que estamos atravessando uma crise
que toma de assalto, uma crise que envolve tudo e todos, então, nesse momento,
ele cria uma semana de estudos, de discussões, de conscientização e, sobretudo
de politização sobre o tema, como já fizera também o vereador Luiz Henrique
Cirilo, que também tem uma Comissão de Estudos que debate e busca alternativas
palpáveis e concretas ao impacto da crise na região metropolitana de Campinas.
Então, são iniciativas, dessa monta, dessa natureza e dessa dimensão, que nós,
da Câmara Municipal, estamos proporcionando à sociedade para buscar
alternativas e sairmos da crise, que se avizinha também aqui no nosso município.
Muito obrigado, parabéns pelas suas observações e colocações. Bem como ao
vereador Jairson dos Anjos pela oportunidade do projeto. Muito obrigado pela
nobreza de ter me concedido este aparte, vereador Alberto Fonseca.
SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES
(PSDB): Vereador, o vereador Artur Orsi já registrou o apoio da Bancada dos
PSDB a esse projeto muito bem redigido e muito bem elaborado pelos vereadores
Luiz Henrique Cirilo e Petterson Prado, inclusive muito bem fundamentado, bem
cercado, em consonância com as legislações vigentes. Mas, eu queria buscar uma
palavrinha mágica, uma palavrinha chave, que faz parte desse projeto, que é
informação. Uma campanha informativa. Hoje, muito mais casos de câncer aparecem
porque nós divulgamos e temos informações e temos uma grande tecnologia hoje,
bons médicos e bons hospitais. Então, as pessoas precisam ser informadas e nós
estamos nessa linha novamente, pavimentando esse caminho da informação.
Eu gostaria de registrar esse encaminhamento no que diz respeito, no que tange,
à informação que faz parte desse projeto. Então, por isso eu quero
dizer... O Magalhães e o Edvaldo Orsi, ex-prefeitos da cidade, sempre diziam
assim: “O servidor público é na verdade o grande agente político do município”.
É ele que está em todos os rincões da cidade e está trabalhando a serviço da
comunidade. Nada mais do que justo, sob um sol escaldante, você dar, conceder
um protetor ao trabalhador que não tem condições de ir à farmácia e comprar um
protetor solar. Então, é meritório o projeto, vereador Petterson Prado e
vereador Luiz Cirilo (Cirilo) e tem o apoio da nossa Bancada. Parabéns. E,
propostas como essas devem ser a tônica dos nossos trabalhos aqui na Câmara
Municipal de Campinas. Muito obrigado, vereador, por me conceder esse aparte.
SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES
(PSDB): Vereador Alberto Fonseca, um aparte? Esse projeto fala em prevenção,
em conscientização, mas tem um dado importante, e na esteira desse, é importante
que eu vou falar, que eu quero parabenizar toda a Casa. Quando os Vereadores,
procuram e o vereador Artur Orsi, me confidenciou que procurou o nefrologista
Dr. Marcelo Morelli, para fazer esse projeto, essa é a nossa função,
materializar aquilo que pulsa e brota na sociedade civil organizada e o Dr.
Marcelo, que já tem feito esse trabalho, acenou, sinalizou, para que nós
construíssemos, todos juntos, um debate extremamente profícuo, fecundo e fértil,
aqui esse projeto, que amanhã, seguramente, salvará muitas vidas através da
informação que vai ser dada, envolvendo a comunidade da saúde e eu acabo de
receber também, através do meu médico, Dr. Miguel Srougi, de São Paulo, estou
até emocionado, que foi feita uma conferência sobe meu caso, um caso raro, que
não tem uma literatura sobre o câncer de uretra, que a partir daqui a 15 dias,
vamos fazer uma químio, só um comprimido e algumas aplicações de rádio. E nessa
conferência, feita com os Oncologistas de São Paulo, eles acham que isso vai
inibir e vai realmente barrar a volta da doença, eu quero agradecer e quero
passar essa boa noticia a todos os meus amigos aqui na Câmara e a todos aqueles
que nos ouvem e nos escutam através da TV Câmara. Muito obrigado. |