Discurso


22/02/2010

 

6a Reunião Ordinária, realizada aos 22 de fevereiro de 2010

 

SR. PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB): Obrigado, Vereador Antonio Flôres. Próximo Vereador inscrito, Vereador Gilberto Biléo Soares tem a palavra, Biléo Soares, por dois minutos. Eu sei que será tempo exíguo para V. Exa., mas...

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Sr. Presidente Vereador Valdir Terrazan, comunidade cristã, nossa comunidade cristã aqui representada por essas dignas pessoas, Vereadora, Vereadores, distinto e seleto público presente, telespectadores da TV Câmara.
Eu estava aqui fazendo um momento de reflexão e penso que essa Campanha da Fraternidade aponta um caminho em um porto seguro. Ela diz o seguinte, não se constrói povos com coisas e bens materiais. Se constrói um povo com ideias, ideias, ideais, solidariedade, caridade e partilhando esperanças. Diz um não ao egoísmo, ao individualismo, ao consumismo, cria a economia solidária. Nessa direção, com mais emprego, com mais geração rendas, através de cooperativas, através de associações de núcleos, visando o lucro para todos.
Quantas vezes, ao longo desses dias, nós não falamos meu carro, minha casa, meu projeto é hora de falar o nosso projeto, atender o coletivo, atender aos rincões. E esse é o nosso momento de pontificar isso aqui, agora, na Câmara Municipal de Campinas, que na verdade é o espelho do nosso povo, aqui estão os representantes da nossa comunidade.
Então, esse é o momento de dizermos sim a um projeto coletivo e seguirmos as palavras de Jesus, nunca vamos nos curvar às tentações.
Muito obrigado

SR. PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB): O projeto continua em discussão. Para discutir, o Vereador Gilberto Biléo Soares tem a tribuna por até dez minutos.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Boa noite, Sr. Presidente, Srs. Vereadores, Sra. Vereadora, distinto público presente, telespectadores da TV Câmara.
Eu acho que desde os primórdios, nós já convivíamos com situação e oposição, onde não há oposição, obviamente existe uma ditadura. E ao longo do tempo, a situação caminhou para uma posição mais tranqüila, de não ser um situacionista cego, que não possa ver os problemas, que não vote de acordo com as suas consciências e também não vote de acordo com os anseios do povo. E a oposição também caminhou, nesta raia, no sentido de ser responsável, menos canina, uma oposição mais adjetivada e mais irresponsável etc.
Então, hoje nós temos uma situação absolutamente tranqüila no que diz respeito ao mérito do projeto. Eu quero dizer, Vereador Artur Orsi, que essa situação é um pouco complicada, fez isso e fez aquilo, eu aprendi com o Vereador que a gente não deve, em hipótese alguma, discutir o voto de um outro Vereador. O Vereador vota com a sua consciência, vota com o seu compromisso político.
Então, eu sou livre e voto, logicamente que eu tenho uma orientação partidária, se eventualmente essa orientação partidária está passando ao largo, ao redor, do que penso, eventualmente eu posso sair desse contexto e votar em outra direção.
Então, situação e oposição existem e isso é importante para o processo democrático. No que tange ao mérito, eu achei muito boa a discussão, antes de falar do mérito... Ficou uma dúvida quando o Vereador Petterson Prado disse e fez algumas afirmações, o Vereador Tadeu Marcos esteve aqui e acho que ficou bom, ficou claro, que a questão não é bolso do colete, mas é a questão da situação e oposição, não é bolso da calça, mas é uma questão política, eu acho que ficou claro isso na palavra do Vereador Tadeu Marcos e do Vereador Petterson Prado.
Mas no que tange, no que diz respeito ao mérito da questão, agora falando do mérito da questão, eu, quando Vereador pela primeira vez, apresentei um projeto de atendimento preferencial, Vereador Petterson Prado. Atendimento preferencial a gestantes, mulheres de criança de colo, portadores de deficiência e idosos. Depois o Vereador Jonas Donizette, na esteira disso, nesse diapasão, nesse liame, apresentou uma emenda estendendo esse benefício aos doadores de sangue. Eu não vejo nenhum óbice, não vejo nenhum mal, por isso eu sou a favor do mérito do projeto, sem discutir a questão política, porque respeito à questão política e respeito o voto do Vereador, em qualquer momento e qualquer situação, porque esta é a Casa da lei e aqui nós representamos tudo e todos, é o espelho da sociedade, é o reflexo da sociedade.
Então, aqui nós temos que respeitar o voto do Vereador e do partido e do compromisso político, mas tenho compromisso, eu faço uma oposição responsável, mas voto não sistematicamente, nem eu e nem Vereador Artur Orsi e nem o Vereador Terrazan, contra o Governo, como o Vereador Petterson Prado também não faz isso.

SR. VEREADOR JOSIAS LECH (PT): Um aparte, Sr. Vereador.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Antes de conceder um aparte ao nobre e dileto Vereador amigo e companheiro, Vereador Josias Lech, eu quero dizer que não vejo nenhum óbice de você também estender esse benefício, que já é do idoso, do portador de deficiência, ao doador de órgãos. Eu não vejo problema, porque isso você vê o processo democrático, ele tem pilares, a informação e a divulgação, e também estimular isso.
Então, estimula as pessoas a doarem, às vezes é uma vírgula, mas você consegue, na verdade, acenar para a pessoa, mostrar um carinho.
Então, é um projeto bom.
Sob o ponto de vista do conteúdo, do conceito, ele é realmente, extremamente, viável, segundo minha leitura, segundo a minha ótica.
E antes de passar a palavra ao nobre Vereador Josias Lech, eu quero dizer, gente, nós precisamos ter essa discussão política, mas precisamos tomar cuidado com as palavras. Certo? A gente precisa respeitar os companheiros, olha esta Casa ganhou muito... Eu estava falando outro dia com alguns amigos impressionante o nível do debate que nós temos aqui. Outro dia entramos aí na Revolução de 64, outro dia entramos na questão da saúde em vários projetos, na questão da educação, do transporte, da habitação, nós precisamos nos ater a esse tipo de discussão
Nós não podemos, na verdade, deixar nos envolver com questões perigosas de que preocupa o Legislativo. E ondas, ondas que vem e tomam às vezes de assalto o Legislativo: "Ouvi dizer". Democracia não se faz justiça, não se fez de ouvir dizer "está na cara". Democracia não se faz justiça, se faz no "tá na cara".
Então, democracia se faz com seriedade, com dignidade e ética e é isso que eu espero, e tenho certeza que esta Casa, com os 33 Vereadores, consegue compartilhar, consegue partilhar esperanças de uma cidade mais humana, mais solidária e com mais social.
Eu passo a palavra, com muita honra, ao nobre Vereador, Líder agora do PT, Vereador Josias Lech.
SR. VEREADOR JOSIAS LECH (PT): Muito obrigado, Vereador Biléo. Não me surpreende o restabelecimento da serenidade, principalmente com sua forma de colocar e o respeito às controvérsias necessárias e existentes aqui na Casa. E até me fez fazer um aparte exatamente esse seu equilíbrio e essas suas colocações, porque eu fiz uma reflexão e me lembro que no ano passado, eu tinha a maior convicção, inclusive, a convicção de benefício para a sociedade metropolitana, quando apresentei um projeto de instituição do Bilhete Único Metropolitano e na ocasião eu fui derrotado de forma esmagadora. O próprio Vereador Petterson Prado voltou a favor, de forma esmagadora... Exatamente, votou a favor do projeto.
Depois, numa outra oportunidade histórica aqui na Casa, o Vereador Biléo, inclusive estava presente já no finalzinho, a Bancada do Partido dos Trabalhadores perdeu uma moção que criticava o processo de privatização, 12 a 12, por um voto de minerva do Presidente, perdemos a moção. Em nenhum momento desses, perdemos a cabeça, eu particularmente, e partimos para enquadramento individual do pensamento dos Vereadores. Eu acho importante suas palavras, suas colocações e o restabelecimento do respeito--

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Do equilíbrio, do respeito...

SR. VEREADOR JOSIAS LECH (PT): --ao voto de cada um, afinal de contas eu não entendo que a população esteja perdendo, ao contrário, a grande maioria da população de Campinas tem a satisfação em relação ao Governo que está na Cidade. E para encerrar e agradecendo o seu aparte, Vereador, eu queria registrar que eu entendo que a política é a instância do pensamento mediado e que prioriza o coletivo.
Eu se fosse para defender unicamente meus princípios e de forma radical, eu escolheria a iniciativa privada, e certamente seria um péssimo empresário, porque nem lá a única exclusividade do pensamento e das convicções individuais vence e muito menos aqui no parlamento, que é o lugar da mediação, que é o lugar do respeito.
Muito obrigado Vereador.

SR. VEREADOR PETTERSON PRADO (PPS): Vereador.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Concedo um aparte ao Vereador Petterson Prado.

SR. VEREADOR PETTERSON PRADO (PPS): Existe uma questão básica do ser humano que é ação e reação, uma coisa é ter um projeto, talvez o único projeto votado contrário do Vereador Josias Lech, outra coisa é ter uma ordem do 4º andar, do Prefeito para a Base, para não aprovar nenhum projeto da minha autoria. E isso é muito complicado. Se é esse o jogo, eu sei jogar, eu não tenho problema e não tenho medo aqui de nenhum Vereador de entrar nesse jogo. A coisa vai começar a radicalizar e vai radicalizar mais, eu estou avisando porque se é esse jogo, eu também gosto de jogar e não tenho problema nenhum com ele.
Então, se tem respeito, eu tenho respeito, se não tem respeito, eu não vou ter respeito. Quando se vota projetos importantes, que não têm nada a ver com o Governo, como foi semana passada, outro, sem falar nada com o Vereador autor, contra a população--

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Acabou meu tempo.

SR. VEREADOR PETTERSON PRADO (PPS): --e só se vota contrário e simplesmente, isso é uma ação que está sendo feita, que vai ter uma reação. Não é? Eu não comecei nada, mas também não tenho problema nenhum em não terminar, em dar continuidade.
Obrigado, Vereador.
[palmas]

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Meus oito segundos que eu tenho, sete segundos, seis segundos, infelizmente, cinco segundos. Eu quero dizer o seguinte para os senhores: Vamos restabelecer a tranquilidade, vamos votar ao bom debate e que o debate seja sempre no campo das idéias, e vamos esquecer o pessoal e respeitar os Vereadores. E votar sempre nos mérito das questões, de acordo com compromissos assumidos de situação e de oposição.
Muito obrigado.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Um aparte, Sr. Vereador?

SR. VEREADOR PAULO OYA (PDT): Da minha autoria. Pois não, Vereador Biléo Soares.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Eu gostaria de destacar, realçar e parabenizar o senhor por esta iniciativa, Campinas é uma cidade que sempre esteve com os braços abertos para receber povos com toda a natureza, de todos os países, quer dizer, da Europa, da Ásia e aqui tem essa cultura, essa cultura que pulsa e brota dos Samurais, prestigiando e preconizando as artes marciais.
Então, na verdade, o senhor acena para estimular, incentivar a cultura do povo japonês, através dos Samurais. Então, quando V.Exa. trabalha nessa linha de preservar a cultura de um povo que veio aqui e tanto trabalhou para a grandeza do nosso Município, do nosso Estado e nosso País, a gente fica extremamente honrado e ficamos felizes de termos Vereadores com essa sensibilidade que V.Exa. tem de estar buscando essas discussões, trazendo para o Plenário e colocando no calendário oficial do Município uma semana, uma semana dedicado a estudos, a essa cultura, uma cultura milenar, uma cultura que as pessoas, na verdade, aprendem como caminhar melhor na linha do bem.
Esse é o campo fecundo e fértil que nós precisamos caminhar. E por isso a sua iniciativa é louvável e a Bancada do PSDB cerra fileiras e votará com V.Exa. e com esse projeto, que é um projeto muito importante, que realmente vai na linha da cultura que tanto precisamos, cultura como indutora de uma cidadania plena. Essa é a cultura que nós queremos para a cidade de Campinas.
E nessa cultura, nesse coração, cabem os Samurais, os Samurais já estão dentro dos corações campineiros, e hoje Campinas está homenageada, não os Samurais estão homenageados, mas Campinas está homenageada por ter a Semana dos Samurais.
Muito obrigado.
[palmas]

SR. VEREADOR ALBERTO FONSECA (PROF. ALBERTO) (DEM): Sr. Presidente, então eu vejo um mérito importante nessa 2ª discussão. Eu acho importante que nós venhamos a instituir uma semana, uma semana para nós fazermos debate, cartazes, juntarmos forças para divulgação educativa sobre o uso correto dos dispositivos de retenção para crianças, porque nós temos visto muitas pessoas transportando as crianças de forma inadequada, muitas vezes até por uma questão de, vamos dizer assim, ignorância, mas outras vezes devido à própria vida corrida das pessoas.
Então, elas basicamente colocam a criança de qualquer maneira nos seus veículos de transporte e obviamente isso traz conseqüências, hematomas e etc.
Então, o projeto, ele prevê a conscientização, Vereador Jorge Schneider. Isso é bom, porque nós vamos poder trabalhar um projeto que incentiva nós conscientizarmos os munícipes da importância de seguir as regras já existentes, a hora que a gente entra no nosso carro, e não só no nosso carro, mas quem estiver transportando efetivamente a criança deve... O adulto também, o adulto tem que colocar seu cinto direitinho para sua própria proteção, isso é uma saio questão de vida, de proteção à vida.
Então, o projeto do Vereador Francisco Sellin, a sua justificativa, ele apresenta números aqui do Ministério da Saúde, no Brasil, cerca de seis mil crianças e adolescentes - eu vou repetir - seis mil crianças e adolescentes de um a 14 anos e quase 140 mil são hospitalizados anualmente. Vejam, Srs. Vereadores, Sr. Presidente, seis mil crianças e adolescentes morrem durante o ano, morrem devido à maneira de serem transportados, sem os devidos cuidados. E agora, a boa noticia é que os estudos mostram que pelo menos 90% dessas lesões poderiam ser evitadas com atitudes de prevenção, de educação. Daí a importância de nós termos uma semana assim, deveria ser sempre, todo o tempo nós deveríamos estar discutindo essas questões, mas como são muitas as necessidades, então faz com que a gente foque uma semana especificamente, mas a boa notícia é que 90% dessas lesões poderiam ser evitadas. Veja, Vereador Gilberto Biléo Soares, 90% dessas lesões poderiam ser evitadas, se a pessoa tivesse uma informação adequada, tivesse uma boa conscientização.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Sr. Vereador, um aparte, por favor.

SR. VEREADOR ALBERTO FONSECA (PROF. ALBERTO) (DEM): Claro, Vereador.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Nessa linha, não tenha dúvida que o senhor tem razão de estar elogiando o projeto de autoria do Líder do Governo, Vereador Francisco Sellin, na verdade, lá atrás, quando começamos essa discussão, Vereador Rafful, Vereador Rossini e Vereador Biléo Soares, nós três apresentamos o programa do cinto de segurança, do incentivo ao uso do cinto de segurança e sua obrigatoriedade em Campinas, isso em 93 e 94, foi uma discussão que permeou todos os cantos dessa Cidade, que tomou de assalto à comunidade, palestras.
Eu lembro na época o Secretário de Transporte era o Jurandir Fernandes, o Vereador Francisco Sellin participou, promoveu palestras, enfim, a sociedade se envolveu e hoje quantos vidas nós tivemos em decorrência daquele momento que nós introduzimos esse projeto. O Vereador Rafful, Vereador Rossini e o Vereador Biléo Soares, nós três juntos a seis mãos, conseguimos elaborar. E depois virou lei federal, não é isso? E agora a questão do banco detrás, as crianças, enfim, a campanha da conscientização no sentido de educar a comunidade.
Então, é fundamental e a Câmara Municipal, nós sempre discutimos, Vereador Alberto Fonseca (Prof. Alberto), ela tem esse filão, tem essa veia, digamos assim, de fazer projetos que nós estamos aproveitando esse momento para fazermos projetos nessa direção do combate, da prevenção, da conscientização. Eu acho que esse é o caminho dos Vereadores. Essa é a sugestão que eu deixo aqui nesse microfone de aparte, no sentido de estar mostrando que esse é o caminho dos Vereadores trabalharem. Quantos projetos, foi assim o Programa de Saúde do Homem, estimulando o homem a se inserir, a se preocupar com sua saúde, que fizemos o Dário e eu, quer dizer, o bullying escolar e tantas semanas que existem por aí.
É importante isso, porque conscientiza, estimula, incentiva, dá... Democracia não vive, não respira, não tem oxigênio, se não houver informação. O meu amigo Edmilson sempre fala isso, informação é o grande bastião da democracia.
Então, por essas e outros, eu quero parabenizar o Vereador Líder do Governo e sua defesa, sempre brilhante, Vereador Alberto Fonseca (Prof. Alberto) que ocupa essa tribuna sempre com brilhantismo ímpar.
Muito obrigado e vamos votar a favor desse projeto.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Obrigado, Vereador.
Então, eu quero parabenizar, mais uma vez, o Vereador Francisco Sellin, que tem a passado projetos, ações educativas, modificações no meio ambiente, modificação de engenharia e criação e cumprimento de legislações e regulamentações específicas, ou que são ações preventivas que, sem dúvida alguma, podem ajudar, 90% dos acidentes podem ser evitados com uma boa educação, com medidas preventivas, e o seu projeto, Vereador Francisco Sellin, certamente trará, salvará vidas. Por isso que é importante ouvir um líder da oposição, falando favorável ao projeto de V.Exa., porque o senhor poderia ficar até tranquilo: Não, eu não vou ter mais", o senhor tem netos. na verdade, o senhor está vendo a futura geração de campineiros sendo protegida graças a um projeto que pode trazer, sem dúvida, a proteção de várias pessoas, com o trabalho de conscientização da sociedade,
Então o meu voto favorável e a hora que eu vi esse projeto, eu falei: “Eu preciso falar alguma coisinha", que é um projeto que tem esse tom educativo, edificante e certamente vai trazer frutos. Nós estamos plantando uma semente importante que vai trazer fruto, basta nós efetivamente trabalharmos com a conscientização dos nossos munícipes.
São essas minhas considerações, Sr. Presidente e Srs. Vereadores.

SR. PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB): Com parecer favorável, a moção vai à discussão--
SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Sr. Presidente, eu gostaria de discutir.

SR. PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB): Para discutir, o nobre Vereador e co-autor da moção, Vereador Gilberto Biléo Soares tem a tribuna por até dez minutos.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Sr. Presidente, Vereador Valdir Terrazan, Srs. Vereadores, presentes aqui no Plenário da Câmara Municipal, telespectadores da TV Câmara.
Essa moção é uma moção de apelo que o Vereador Paulo Oya apresenta, me convidou para ser co-autor dessa moção, que apela ao Senado Federal para aprovação do Projeto de Lei n. 82, de 2009, para que as torcidas organizadas, que praticarem violência, poderão ser afastadas dos estádios. E até toma como parâmetro e como paradigma o que aconteceu ontem no clássico, na capital, entre São Paulo e Palmeiras, onde houve um tumulto generalizado, uma briga terrível, como já aconteceu lá atrás, no ano passado, em Curitiba, outro tumultos sem precedentes, invasão de gramado, helicóptero entrando dentro do gramado, do campo, do estádio e vem ao encontro, na verdade, Vereador Alberto Fonseca (Prof. Alberto), de um Projeto de Lei que nós estamos apresentando. Na verdade, de uma maneira inédita e inusitada é uma minuta de Projeto de Lei que está à discussão de todos ou para a discussão de todos aqui na Casa, é a terceira vez que eu falo desse Projeto de Lei. Alguns Vereadores já começam a dar sugestões porque eu não tenho a pretensão de ser o rei da verdade, a expressão da verdade, muito pelo contrário, queremos ouvir da comunidade do futebol, queremos ouvir os segmentos, os setores da sociedade, queremos ouvir os jornalistas, os Vereadores, queremos levar essa discussão, queremos apresentar esse projeto, depois de uma ampla discussão e, sem receio, sem temor, sem medo, de que alguém, entre aspas, roubem a ideia e protocole na minha frente esse Projeto de Lei, com o mesmo teor, com o mesmo conteúdo.
Esse Projeto de Lei, que vem ao encontro dessa moção, que o Vereador Paulo Oya me convidou com muito carinho e respeito, esse projeto estabelece que as entidades, associações, clubes gestores de estádios de futebol, com mais de sete mil lugares, deverão, no ato da compra do ingresso, cadastrar os torcedores ou frequentadores. No ato da compra do ingresso, apresenta se um documento com uma foto ou um RG do torcedor e simultaneamente a isso, teria um dispositivo, um equipamento, um mecanismo, para gravar imagem e a gente entende que isso acontecendo, obviamente no entorno poderia ter ajuda da CIMCamp, monitorando com aquelas câmeras especiais os arredores, as mediações dos estádios, sobretudo de Ponte Preta e Guarani, e dente os clubes através de convênios, de parcerias com entidades de toda a ordem de toda a natureza, nós poderíamos tentar com esse projeto e ele visa, na verdade, o objetivo dele, na verdade, é exatamente tentar amenizar, atenuar, coibir a violência ou ações de violência no estádio de futebol.
Isso é uma questão muito importante, levar a paz aos estádios novamente. O que acontece? É inacreditável que torcedores, às vezes, vândalos, torcedores inescrupulosos, torcedores, às vezes, meliantes, minoria da minoria, que vão aos estádios e causem tumultos. Eu quero dizer sob o pretexto, Vereador Thiago, de amarem a Ponte, o Guarani, o Santos, o Palmeiras, o Corinthians, o Flamengo, enfim todos os times. E sob esse pretexto vai e acaba dilacerando, dizimando famílias com a morte de seus entes queridos.
Então, precisamos dar um basta à violência, e isso na minha ótica, Vereador Alberto Fonseca (Prof. Alberto) e Vereador Thiago Ferrari, é o início, é um pontapé inicial para a gente discutir. Eu quero dar mais robustez, mais conteúdo a esse projeto, eu preciso da ajuda de V.Exas., para tornar essa minuta de Projeto de Lei um projeto exequível. Um projeto que esteja sintonizado com os anseios daquelas pessoas que freqüentam os estádios de futebol, que possam levar suas famílias e que a discussão futebolística se atenha aos 90 minutos: “Sou Ponte Preta, ele é Guarani, ele é corintiano”. Acabou. Sair de lá somos todos irmãos, é isso que nós queremos.
Eu, como ex Diretor da Ponte Preta, atual Conselheiro da Ponte Preta, ex-chefe de torcida organizada antes de entrar na faculdade, eu quero dizer o seguinte, eu tenho experiência disso.
Então, eu preciso e precisava descruzar os braços, eu não posso ser omisso, se não certo, se os clubes não entenderem assim ou assado, a gente arquiva o projeto. Mas eu não posso deixar, meus companheiros excelentes aqui presentes, de levar essa discussão a toda sociedade campineira e o caminho é a Augusta Casa de Leis, a Câmara Municipal de Campinas.
Então, esse projeto não do Vereador Gilberto Biléo Soares, é um projeto de todo mundo, que preconiza realmente um dia melhor, dias melhores, que a gente possa, com paz e tranquilidade, assistir aos jogos e torcer para os nossos times.
Com a palavra, com muito gosto, o meu amigo e Líder do PMDB, Vereador jovem, que está aprendendo muito, já está dando aula, o Vereador Thiago Ferrari.

SR. VEREADOR THIAGO FERRARI (PMDB): Obrigado, Vereador Gilberto Biléo Soares. Eu tenho aprendido mais e mais com V.Exa.
Só discordo de uma palavra que o senhor falou, que o senhor quer a nossa ajuda. Eu acho que o senhor tem o nosso compromisso, assim como o senhor teve o nosso compromisso do projeto de bullying, que foi discussão no Brasil inteiro--

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Saúde do Homem.

SR. VEREADOR THIAGO FERRARI (PMDB): --nós também vamos estar envolvidos, eu falo pelos 32, que tenho certeza que nós estamos imbuídos em querer construir uma sociedade mais justa e uma sociedade de paz. Muitas vezes a gente vê amigos, pais de família, que não levam a criança, a esposa, a namorada, não devem, porque ficam temendo, tem aquela sensação da insegurança, e aí vem aquela teoria da sociologia de que a teoria da multidão, que muitas vezes a pessoa sozinha é um covarde, mas se engrandece quando está no meio de 10, 15.
Então, é importante nós identificarmos, quem não deve não teme, e dar essa segurança para que a família frequente o estádio, para que o pai possa levar seu filho e passar essa paixão que ele tem, assim como o senhor tem a paixão pela macaquinha, pela Ponte Preta, os Vereadores, que são torcedores do Guarani, possam levar do derby, possam levar no jogo contra o São Paulo e possa ter essa tranquilidade no estádio de futebol. O senhor está de parabéns mais uma vez e pode ter certeza que tem o nosso compromisso junto a esse projeto seu.
Parabéns, Vereador.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Muito obrigado, Vereador Thiago Ferrari, pelas suas observações e considerações, que vem, na verdade, ao encontro desse Projeto de Lei.
Eu quero dizer ao senhor, Vereador, que encaminhei essa minuta de Projeto de Lei ao Presidente do Guarani Futebol Clube, Leonel Martins de Oliveira, e ao Presidente da Associação Atlética Ponte Preta, o Sr. Sérgio Carnielli, que estão estudando o projeto, que na verdade eles precisam dar o aceno também, porque é lá que nós vamos discutir.
Então, na verdade, o que eu fiquei muito feliz é porque senti dos Presidentes uma disposição, uma disposição muito grande, ao debate, querem discutir a matéria e etc. Alguns fizeram algumas reflexões, algumas ponderações e têm algumas precauções no sentido de, na verdade, alguma questão burocrática ou outra questão de gastos, envolvendo gastos e etc., todavia, o objetivo desse projeto, na verdade, é que a gente consiga mesmo as pazes nos estádios

SR. VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB): Questão de ordem, Sr. Presidente.
Como o próximo inscrito, eu passo o tempo que eu gostaria de fazer um aparte.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Pois não.

SR. VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB): Passo o tempo necessário.
Assume a Presidência o Sr. Vereador Aurélio Cláudio.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Então, Vereador Valdir, vice Presidente desta Casa, o senhor que é um santista, sem preocupação, já fomos juntos uma vez ao jogo Santos e Corinthians, lá no Morumbi, assistimos o jogo juntos, ficamos em São Paulo, etc. E acabou o jogo, todo mundo saiu conversando, é isso que nós queremos, isso é o que nós queremos, despertar a sociedade porque o que a acontece em campo de futebol é um absurdo, nos estádios é um absurdo.
Outro dia houve uma briga, era o jogo Ponte e Corinthians, a torcida da Ponte Preta passou, a torcida jovem passou próximo à torcida fúria do Guarani, é uma briga, tumulto generalizado ali; um pontepretano foi baleado, recebeu três tiros, felizmente conseguiu se salvar lá no Hospital Mário Gatti, pelo que me consta passando bem, mas não pode acontecer mais isso.
Então, eu acho que esse projeto que cadastra, fotografa a imagem do torcedor, ele vai minimizar, atenuar e coibir essas ações violentas. O que eu te digo, Vereador Valdir--

SR. VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB): Permite um aparte? Vereador Biléo Soares?

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Pois não.

SR. VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB): V.Exa. permite o aparte?

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Perfeitamente.

SR. PRESIDENTE VEREADOR AURÉLIO J. CLÁUDIO (PDT): Só para deixar claro que esse projeto não partiu da torcida do Guarani, V.Exa. teve conhecimento que foi da própria torcida pontepretana.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Olha, eu não sei de onde partiu, se partiu da torcida da Ponte ou da torcida do Guarani, eu sei que houve, na verdade... Eu sou pontepretano, Presidente, 90 minutos. Aí a razão e a verdade tem que aparecer, eu não sei se foi Ponte Preta ou se foi Guarani. Fora dos gramados, dos estádios de futebol, eu sou homem público e preciso zelar, na verdade, pelo povo de Campinas, e tenho que descruzar os braços.
Por isso, se foi culpa do Guarani ou culpa da Ponte Preta, isso não é problema nosso, o problema nosso é apoiar esse projeto no sentido desse projeto, Vereador Valdir, realmente trazer segurança às famílias que gostam de assistir aos jogos nos estádios de Campinas, tanto do Guarani como da Ponte Preta.
Vereador Valdir, é uma honra poder conceder um aparte a V.Exa.

SR. VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB): A honra é toda minha. Eu lamento tomar alguns minutos, Vereador, de tomá-lo de volta, já que eu passei-lhe o tempo. Brincadeiras a parte, eu acho que a questão é bastante séria. Nós já vivenciamos isso na Inglaterra, por exemplo, quando existiam aqueles vândalos organizados, na verdade, eu não considero torcida organizada ou torcida uniformizada, na verdade, são vândalos organizados. O projeto de V. Exa., ele tem méritos, eu acho que ele deve ser realmente implantado, ele terá uma efetividade para dentro do estádio.
Agora, esses confrontos existentes que nós temos visto, por exemplo, o ocorrido ontem, eu tenho dúvida que seja um encontro eventual, eu não acho que a torcida--

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Marcado às vezes pela Internet.

SR. VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB): --que a torcida ao longo do trajeto se encontre e travem ali uma luta campal. Eu acho que esses encontros eu acho que são previamente mascados, já existem indícios de que isso seja previamente agendado, por Internet, a Polícia deve estar buscando essas informações, mas isso já há evidência; e ali, na verdade, é uma guerra, não tem lógica, quer dizer, quem marca um confronto desses, vai lá para matar ou morrer, para perder parte de membros, como aconteceu ontem, uma pessoa perdeu parte da mão, o outro perdeu a vida, o outro está com bala. Quer dizer, é uma guerra, foge a qualquer raciocínio lógico da situação.
Não tem a ver com o futebol, isso é uma violência instalada lamentavelmente naquelas pessoas que transformam o futebol, que a gente frequenta, eu sou um frequentador de campo, V.Exa. também, como outros Vereadores aqui - e hoje mais feliz ainda, porque o Santos está aí, vamos aproveitar esse momento, porque não é sempre, eu quero dizer que não é sempre que o Santos está em evidência. Nesse jogo, que V.Exa. se referiu no Morumbi, foi o famoso jogo da pedalada, eu estava lá em lados... Nós estávamos por uma questão até de ingresso na hora da compra, nós estávamos em lados opostos, eu tenho certeza que ele gostaria de estar na torcida do Santos, mas no momento não tinha ingresso, ele acabou indo na torcida do Corinthians e assistiu lá com o nosso amigo Anderson. E naquele momento, o Morumbi lotado, ali nas imediações, dentro do estádio, a torcida do Corinthians, aquela torcida fanática, apaixonada, nós saímos, Vereador, o senhor se lembra, nós tínhamos deixado o carro no lado oposto, lá no palácio, proximidades do palácio.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Palácio do Governo.

SR. VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB): E nós passamos no meio da torcida Gaviões da Fiel e eu estava com a camisa do Santos por baixo e eles até brincavam: “Nós vamos levantar a sua camisa”. Eu falei: “Bom, se levantar a camisa aqui, eu tiro ela e vou falar que vou ter por fogo, fazer o que; mas naquele momento, lá dentro do campo, lotado, porque estava lotado, era uma final de campeonato, não houve confronto, não houve guerra, lógico, há aquele grito de guerra da torcida, mas sem o confronto físico.
Saímos de lá, nas imediações ali também não, a única coisa que você via eram as pessoas se manifestando, umas com alegria e outros com tristeza, mas sem o confronto. Agora quando se marca lá no Metrô, aí foge a qualquer fica difícil você monitorar isso, fica difícil qualquer tipo de controle disso, porque é uma coisa irracional, é uma coisa marcada, muitas vezes, ou pela Internet ou por um telefonema, é uma guerra previamente agendada, e aí foge a qualquer possibilidade de controle.
Eu não sei como, aí é um caso realmente de polícia, mas normalmente a Polícia como não estava aí e é muito difícil que esteja, porque não dá para marcar homem a homem, não dá para cada torcedor que sai do estádio um policial acompanhar para ver o que esse cidadão vai fazer. Eu acho que as medidas são importantes, elas precisam ser tomadas, mas nesse caso é muito difícil, realmente não dá para a gente atribuir a culpa a A, B ou C, é culpa do time.
Eu já tive no CONSEG, por exemplo, defendendo, porque existe um problema, Vereador, que a população não sabe, mas sente na pele, é que quando há clássico, quando há derby, quando há confrontos de grandes proporções, a população fica sem policial na rua, porque boa parte do efetivo vai para o estádio, fica trancado lá cuidando dos marmanjos que quer brigar.
Lá dentro, eu imagino que dentro do estádio, é uma atividade privada, que deveria ser cuidada pela Federação, eu acho que quem tinha que tomar conta do público que está lá dentro é a Federação, e não contratar... E aí se paga uma taxa, mas é uma taxa irrisória para os policiais irem para lá e fica, na verdade, o resto da população, que já reclama de poucos policiais, e fica mais defasado ainda.
Mas como já é cultural, como já faz parte do espetáculo a Polícia fazer essa segurança. E, outra, eu acho que isso atrita muito, por exemplo, os grandes eventos que a gente vê por aí, por exemplo, os rodeios, a maioria dos rodeios é feita com segurança privada não há policiamento, as grandes festas, não há policiamento há uma organização interna daquele evento privado.
Então, eu não sei qual será a saída, mas com relação, só registrando, com relação a essa guerra organizada, a essa briga organizada é muito difícil combater, a não ser que seja através da conscientização e aí nós vamos levar anos e anos para que isso ocorra.
Obrigado, Vereador, eu praticamente utilizei todo o tempo.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): O que tempo que era seu, não é, Vereador?

SR. VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB): Obrigado.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Questão de ordem, Sr. Presidente.

SR. VEREADOR ALBERTO FONSECA (PROF. ALBERTO) (DEM): Como o próximo inscrito, eu gostaria de ceder mais três ou quatro minutos para o nobre Vereador Gilberto Biléo Soares fazer a conclusão de sua exposição.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Muito obrigado. Ok, Sr. Presidente, Vereador Aurélio Cláudio.
Na verdade, fazendo aí, tirando algumas conclusões das observações do Vereador Valdir Terrazan, eu quero dizer, Vereador Valdir Terrazan, talvez aquele simples ato, aquele fato do cidadão chegar, o torcedor ou frequentador chegar e comprar o seu ingresso e naquele exato momento houver o cadastramento da pessoa e fotografar ou o dispositivo ou algum mecanismo que seja, agravar a imagem do torcedor, isso é um fator inibitório, eu não tenho dúvida disso... O cidadão para ir ao estádio de futebol, ele tem que comprar o ingresso.
Então, no momento que ele compra o ingresso, já está lá o cadastro, já está lá a fotografia ou a gravação do rosto do torcedor, quer dizer, hoje no banco é assim, na portaria de qualquer prédio residencial é assim, comercial, tem lá um dispositivo que tira a fotografia do cidadão, o cidadão assina um livro. Por que não pode ser assim no estádio de futebol: “Ah, mas vai ter fila”. Ué! Vamos tentar, Vereador Petterson Prado, fazer vendas antecipadas, o jogo às vezes é no domingo, a semana inteira vendendo os ingressos, uma venda antecipada.

SR. VEREADOR PETTERSON PRADO (PPS): Permite um aparte?

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): “Ah, e o de time fora?” Vende em Campinas, prestigia a região de Campinas.
Então, são ações que esse projeto abraçando e recolhendo as sugestões dos Vereadores para dar mais dimensão e conteúdo, nós podemos apresentar um projeto bem lapidado que possa, na verdade, ser exequível, como já disse.
Vereador Petterson Prado, com a palavra.

SR. VEREADOR PETTERSON PRADO (PPS): Primeiro, cumprimentar V.Exa. pela ideia, é uma ideia muito boa e importante.
Eu fiquei um tempo na Inglaterra, eu fui ver um jogo de futebol do Chelsea com, se não me engano, com a Liverpool.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Clássico.

SR. VEREADOR PETTERSON PRADO (PPS): E aí eu fui com um amigo, inclusive, russo, e eu fiquei impressionado com a educação do povo. Primeiro ficava um metro próximo do gol ou do final do campo, a bola caía, em menos de 10 segundos era devolvida para o campo.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Ficavam de gandula.

SR. VEREADOR PETTERSON PRADO (PPS): Uma educação muito grande. E, na época, uma das pessoas que eu morava, a gente morava num quarto, uma casa alugada para vários quartos e um era inglês, e se tornou amigo meu, John o nome dele, eu falei para ele, voltei do estádio e fiquei impressionado, falei: “Olha, fantástico. o Brasil é violência e tal e aqui na Inglaterra a civilização e tal, aquela coisa toda”. Ele falou: “Bom, mas não era assim, até pouco tempo atrás era uma guerra, os hooligans eram os mais temidos, talvez no mundo todo, iam para o exterior para brigar, matavam gente, espancavam. aí ele falou que o mudou, ele falou: “O pessoal ia para brigar ou ia com uma boa, vamos colocar, uma boa vontade para que isso, qualquer situação, qualquer probleminha já era motivo para ir para briga.
E o que eles fizeram lá? Isso que o senhor está propondo, quer dizer, primeira coisa, começaram a filmar, começaram a registrar junto com a Promotoria Pública e Polícia todos os casos que estavam acontecendo, e com isso, começaram a impedir desses torcedores entrarem em campo, tipo, talvez a maior punição para um cidadão desses é não poder ver o time dele, já pegassem no cerne, na alma daquele torcedor, primeira coisa.
Segundo, Vereador, e talvez o mais importante, começaram a punir o time, com pontuação. Não era com comando de jogo, era com pontuação no campeonato. Aconteceu o problema, comprovou que é da torcida do time, o time mãe vai perder ponto. O que começou a acontecer? O comportamento do grupo começou a mudar, aquele cidadão que ia para fazer alguma coisa, todo mundo já virava o contrário. Por quê? Porque o time ia sofrer as consequências.
Então, você acaba o quê? Pegando na paixão da pessoa e jogando a paixão contra ela, mas no caso é a favor, porque é a favor da segurança, usando contra ela própria, ou seja, você usa a maior paixão, no que caso é o futebol que é incentivado pela mídia de uma forma desproporcional e absurda, inclusive, as pessoas matam por jogo e sempre falando: “Olha, o Brasil é o pais e tal e paixão, paixão, paixão, e depois acontece uma monte de coisa e aí ninguém é culpado.
Então, pegaram no cerne, na paixão do cidadão e falaram o seguinte, qualquer situação de problema que tiver, comprovando que partiu de determinada torcida, o time perde o ponto no campeonato. Isso que aconteceu e começou a punir, obviamente, tem que começar a punir, começou... O campeonato inglês começou a punir, começou punir, inclusive, jogo fora do time.
Então, tinha determinado jogo fora na Holanda, na Bélgica, na Franca, eram proibidos de participar, a torcida vendo isso começou a mudar o comportamento, e hoje é uma paz, Vereador.
Eu estive lá em 2003, hoje é uma paz, você não ouve mais falar de torcida organizada dos hooligans, inclusive, tem filme relatando quão feroz era essa torcida organizada, mexendo exatamente na paixão, no bom sentido. E quem ganhou com isso? Todo mundo que realmente aprecia um futebol no seu espírito como tem que ser.
Então, essa é uma iniciativa importante de V.Exa.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Não é um projeto acabado, pronto, mas é uma ideia--

SR. VEREADOR PETTERSON PRADO (PPS): Ideia muito boa e...

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): --concebida por todos nós.

SR. VEREADOR PETTERSON PRADO (PPS): Nós estamos disposição para estar apoiando e aprovando também.
Obrigado.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Eu acolho as sugestões e observações, extremamente oportunas, do Vereador do PPS, Petterson Prado, e digo também que depois de formado eu morei um ano e meio na Europa e adorava obviamente ir aos Parlamentos, para ver como é que funcionava a democracia, então, fui lá ainda jovem, com mochila nas costas. Portugal, eu ia lá no Parlamento, ia no estádio também, futebol sempre foi um hobby e sempre gostei de assistir futebol e etc, e ficava impressionado com os estádios de futebol, já na década de 80, 84, 85, eu estive um ano fora. Impressionante Santiago Bernabéu, o Estádio da Luz em Lisboa, o Estádio do Paris Saint Germain, o Parque dos Príncipes em Paris. Quer dizer, já há mais de 20 anos, e nós ainda não estamos nessa esteira e daqui a quatro anos vamos ter uma copa de mundo aqui e daqui a seis anos vamos ter as Olimpíadas, estamos às vésperas e as portas da Copa do Mundo e das Olimpíadas.
Então, precisamos começar com iniciativas dessa dimensão e dessa pujança, começar a dar o pontapé inicial para que possamos, na verdade, ter um Brasil moderno no que diz respeito ao futebol, quer dizer, porque é uma paixão nacional, sujeita a chuvas e trovoadas, exagero ou não da mídia, exagero ou não torcedor, é uma paixão nacional.
Então, é importante a gente registrar isso que esse projeto, ele vai nessa direção, tem que ser aperfeiçoado e aprimorado e nada melhor que V.Exas., inclusive as pessoas que frequentam a Casa, eu tenho várias cópias do projeto e vou passar aos senhores agora, já pedimos ao senhor, vou passar para o Vereador Petterson Prado, para o Vereador Valdir Terrazan, para que deem sugestões. Porque não adianta também pegar um monstrengo, um Frankenstein e ir lá e apresentar um projeto inexequível, nós queremos um projeto que realmente aconteça, que faca, que mude e comece a mudar a cultura do povo brasileiro no que diz respeito aos estádios de futebol e a torcer pelo time de sua paixão.
Muito obrigado, Vereador Alberto Fonseca (Prof. Alberto), pelo tempo cedido, os Vereadores que me apartearam.
Muito obrigado e uma boa noite.

 

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