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SR. PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE VEREADOR VALDIR
TERRAZAN (PSDB): Obrigado, Vereador Antonio Flôres. Próximo Vereador
inscrito, Vereador Gilberto Biléo Soares tem a palavra,
Biléo Soares,
por dois minutos. Eu sei que será tempo exíguo para V. Exa., mas...
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Sr.
Presidente Vereador Valdir Terrazan, comunidade cristã, nossa comunidade cristã
aqui representada por essas dignas pessoas, Vereadora, Vereadores, distinto e
seleto público presente, telespectadores da TV Câmara.
Eu estava aqui fazendo um momento de reflexão e penso que essa Campanha da
Fraternidade aponta um caminho em um porto seguro. Ela diz o seguinte, não se
constrói povos com coisas e bens materiais. Se constrói um povo com ideias,
ideias, ideais, solidariedade, caridade e partilhando esperanças. Diz um não ao
egoísmo, ao individualismo, ao consumismo, cria a economia solidária. Nessa
direção, com mais emprego, com mais geração rendas, através de cooperativas,
através de associações de núcleos, visando o lucro para todos.
Quantas vezes, ao longo desses dias, nós não falamos meu carro, minha casa, meu
projeto é hora de falar o nosso projeto, atender o coletivo, atender aos
rincões. E esse é o nosso momento de pontificar isso aqui, agora, na Câmara
Municipal de Campinas, que na verdade é o espelho do nosso povo, aqui estão os
representantes da nossa comunidade.
Então, esse é o momento de dizermos sim a um projeto coletivo e seguirmos as
palavras de Jesus, nunca vamos nos curvar às tentações.
Muito obrigado
SR. PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB): O projeto
continua em discussão. Para discutir, o Vereador Gilberto
Biléo Soares
tem a tribuna por até dez minutos.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Boa
noite, Sr. Presidente, Srs. Vereadores, Sra. Vereadora, distinto público
presente, telespectadores da TV Câmara.
Eu acho que desde os primórdios, nós já convivíamos com situação e oposição,
onde não há oposição, obviamente existe uma ditadura. E ao longo do tempo, a
situação caminhou para uma posição mais tranqüila, de não ser um situacionista
cego, que não possa ver os problemas, que não vote de acordo com as suas
consciências e também não vote de acordo com os anseios do povo. E a oposição
também caminhou, nesta raia, no sentido de ser responsável, menos canina, uma
oposição mais adjetivada e mais irresponsável etc.
Então, hoje nós temos uma situação absolutamente tranqüila no que diz respeito
ao mérito do projeto. Eu quero dizer, Vereador Artur Orsi, que essa situação é
um pouco complicada, fez isso e fez aquilo, eu aprendi com o Vereador que a
gente não deve, em hipótese alguma, discutir o voto de um outro Vereador. O
Vereador vota com a sua consciência, vota com o seu compromisso político.
Então, eu sou livre e voto, logicamente que eu tenho uma orientação partidária,
se eventualmente essa orientação partidária está passando ao largo, ao redor, do
que penso, eventualmente eu posso sair desse contexto e votar em outra direção.
Então, situação e oposição existem e isso é importante para o processo
democrático. No que tange ao mérito, eu achei muito boa a discussão, antes de
falar do mérito... Ficou uma dúvida quando o Vereador Petterson Prado disse e
fez algumas afirmações, o Vereador Tadeu Marcos esteve aqui e acho que ficou
bom, ficou claro, que a questão não é bolso do colete, mas é a questão da
situação e oposição, não é bolso da calça, mas é uma questão política, eu acho
que ficou claro isso na palavra do Vereador Tadeu Marcos e do Vereador Petterson
Prado.
Mas no que tange, no que diz respeito ao mérito da questão, agora falando do
mérito da questão, eu, quando Vereador pela primeira vez, apresentei um projeto
de atendimento preferencial, Vereador Petterson Prado. Atendimento preferencial
a gestantes, mulheres de criança de colo, portadores de deficiência e idosos.
Depois o Vereador Jonas Donizette, na esteira disso, nesse diapasão, nesse
liame, apresentou uma emenda estendendo esse benefício aos doadores de sangue.
Eu não vejo nenhum óbice, não vejo nenhum mal, por isso eu sou a favor do mérito
do projeto, sem discutir a questão política, porque respeito à questão política
e respeito o voto do Vereador, em qualquer momento e qualquer situação, porque
esta é a Casa da lei e aqui nós representamos tudo e todos, é o espelho da
sociedade, é o reflexo da sociedade.
Então, aqui nós temos que respeitar o voto do Vereador e do partido e do
compromisso político, mas tenho compromisso, eu faço uma oposição responsável,
mas voto não sistematicamente, nem eu e nem Vereador Artur Orsi e nem o Vereador
Terrazan, contra o Governo, como o Vereador Petterson Prado também não faz isso.
SR. VEREADOR JOSIAS LECH (PT): Um aparte, Sr.
Vereador.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Antes de
conceder um aparte ao nobre e dileto Vereador amigo e companheiro, Vereador
Josias Lech, eu quero dizer que não vejo nenhum óbice de você também estender
esse benefício, que já é do idoso, do portador de deficiência, ao doador de
órgãos. Eu não vejo problema, porque isso você vê o processo democrático, ele
tem pilares, a informação e a divulgação, e também estimular isso.
Então, estimula as pessoas a doarem, às vezes é uma vírgula, mas você consegue,
na verdade, acenar para a pessoa, mostrar um carinho.
Então, é um projeto bom.
Sob o ponto de vista do conteúdo, do conceito, ele é realmente, extremamente,
viável, segundo minha leitura, segundo a minha ótica.
E antes de passar a palavra ao nobre Vereador Josias Lech, eu quero dizer,
gente, nós precisamos ter essa discussão política, mas precisamos tomar cuidado
com as palavras. Certo? A gente precisa respeitar os companheiros, olha esta
Casa ganhou muito... Eu estava falando outro dia com alguns amigos
impressionante o nível do debate que nós temos aqui. Outro dia entramos aí na
Revolução de 64, outro dia entramos na questão da saúde em vários projetos, na
questão da educação, do transporte, da habitação, nós precisamos nos ater a esse
tipo de discussão
Nós não podemos, na verdade, deixar nos envolver com questões perigosas de que
preocupa o Legislativo. E ondas, ondas que vem e tomam às vezes de assalto o
Legislativo: "Ouvi dizer". Democracia não se faz justiça, não se fez de ouvir
dizer "está na cara". Democracia não se faz justiça, se faz no "tá na cara".
Então, democracia se faz com seriedade, com dignidade e ética e é isso que eu
espero, e tenho certeza que esta Casa, com os 33 Vereadores, consegue
compartilhar, consegue partilhar esperanças de uma cidade mais humana, mais
solidária e com mais social.
Eu passo a palavra, com muita honra, ao nobre Vereador, Líder agora do PT,
Vereador Josias Lech.
SR. VEREADOR JOSIAS LECH (PT): Muito obrigado, Vereador
Biléo. Não me surpreende o
restabelecimento da serenidade, principalmente com sua forma de colocar e o
respeito às controvérsias necessárias e existentes aqui na Casa. E até me fez
fazer um aparte exatamente esse seu equilíbrio e essas suas colocações, porque
eu fiz uma reflexão e me lembro que no ano passado, eu tinha a maior convicção,
inclusive, a convicção de benefício para a sociedade metropolitana, quando
apresentei um projeto de instituição do Bilhete Único Metropolitano e na ocasião
eu fui derrotado de forma esmagadora. O próprio Vereador Petterson Prado voltou
a favor, de forma esmagadora... Exatamente, votou a favor do projeto.
Depois, numa outra oportunidade histórica aqui na Casa, o Vereador
Biléo, inclusive estava
presente já no finalzinho, a Bancada do Partido dos Trabalhadores perdeu uma
moção que criticava o processo de privatização, 12 a 12, por um voto de minerva
do Presidente, perdemos a moção. Em nenhum momento desses, perdemos a cabeça, eu
particularmente, e partimos para enquadramento individual do pensamento dos
Vereadores. Eu acho importante suas palavras, suas colocações e o
restabelecimento do respeito--
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Do
equilíbrio, do respeito...
SR. VEREADOR JOSIAS LECH (PT): --ao voto de
cada um, afinal de contas eu não entendo que a população esteja perdendo, ao
contrário, a grande maioria da população de Campinas tem a satisfação em relação
ao Governo que está na Cidade. E para encerrar e agradecendo o seu aparte,
Vereador, eu queria registrar que eu entendo que a política é a instância do
pensamento mediado e que prioriza o coletivo.
Eu se fosse para defender unicamente meus princípios e de forma radical, eu
escolheria a iniciativa privada, e certamente seria um péssimo empresário,
porque nem lá a única exclusividade do pensamento e das convicções individuais
vence e muito menos aqui no parlamento, que é o lugar da mediação, que é o lugar
do respeito.
Muito obrigado Vereador.
SR. VEREADOR PETTERSON PRADO (PPS): Vereador.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Concedo
um aparte ao Vereador Petterson Prado.
SR. VEREADOR PETTERSON PRADO (PPS): Existe
uma questão básica do ser humano que é ação e reação, uma coisa é ter um
projeto, talvez o único projeto votado contrário do Vereador Josias Lech, outra
coisa é ter uma ordem do 4º andar, do Prefeito para a Base, para não aprovar
nenhum projeto da minha autoria. E isso é muito complicado. Se é esse o jogo, eu
sei jogar, eu não tenho problema e não tenho medo aqui de nenhum Vereador de
entrar nesse jogo. A coisa vai começar a radicalizar e vai radicalizar mais, eu
estou avisando porque se é esse jogo, eu também gosto de jogar e não tenho
problema nenhum com ele.
Então, se tem respeito, eu tenho respeito, se não tem respeito, eu não vou ter
respeito. Quando se vota projetos importantes, que não têm nada a ver com o
Governo, como foi semana passada, outro, sem falar nada com o Vereador autor,
contra a população--
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Acabou
meu tempo.
SR. VEREADOR PETTERSON PRADO (PPS): --e só se
vota contrário e simplesmente, isso é uma ação que está sendo feita, que vai ter
uma reação. Não é? Eu não comecei nada, mas também não tenho problema nenhum em
não terminar, em dar continuidade.
Obrigado, Vereador.
[palmas]
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Meus
oito segundos que eu tenho, sete segundos, seis segundos, infelizmente, cinco
segundos. Eu quero dizer o seguinte para os senhores: Vamos restabelecer a
tranquilidade, vamos votar ao bom debate e que o debate seja sempre no campo das
idéias, e vamos esquecer o pessoal e respeitar os Vereadores. E votar sempre nos
mérito das questões, de acordo com compromissos assumidos de situação e de
oposição.
Muito obrigado.
SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES
(PSDB): Um aparte, Sr. Vereador?
SR. VEREADOR PAULO OYA (PDT): Da minha
autoria. Pois não, Vereador
Biléo Soares.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Eu
gostaria de destacar, realçar e parabenizar o senhor por esta iniciativa,
Campinas é uma cidade que sempre esteve com os braços abertos para receber povos
com toda a natureza, de todos os países, quer dizer, da Europa, da Ásia e aqui
tem essa cultura, essa cultura que pulsa e brota dos Samurais, prestigiando e
preconizando as artes marciais.
Então, na verdade, o senhor acena para estimular, incentivar a cultura do povo
japonês, através dos Samurais. Então, quando V.Exa. trabalha nessa linha de
preservar a cultura de um povo que veio aqui e tanto trabalhou para a grandeza
do nosso Município, do nosso Estado e nosso País, a gente fica extremamente
honrado e ficamos felizes de termos Vereadores com essa sensibilidade que V.Exa.
tem de estar buscando essas discussões, trazendo para o Plenário e colocando no
calendário oficial do Município uma semana, uma semana dedicado a estudos, a
essa cultura, uma cultura milenar, uma cultura que as pessoas, na verdade,
aprendem como caminhar melhor na linha do bem.
Esse é o campo fecundo e fértil que nós precisamos caminhar. E por isso a sua
iniciativa é louvável e a Bancada do PSDB cerra fileiras e votará com V.Exa. e
com esse projeto, que é um projeto muito importante, que realmente vai na linha
da cultura que tanto precisamos, cultura como indutora de uma cidadania plena.
Essa é a cultura que nós queremos para a cidade de Campinas.
E nessa cultura, nesse coração, cabem os Samurais, os Samurais já estão dentro
dos corações campineiros, e hoje Campinas está homenageada, não os Samurais
estão homenageados, mas Campinas está homenageada por ter a Semana dos Samurais.
Muito obrigado.
[palmas]
SR. VEREADOR ALBERTO FONSECA (PROF. ALBERTO) (DEM): Sr. Presidente, então
eu vejo um mérito importante nessa 2ª discussão. Eu acho importante que nós
venhamos a instituir uma semana, uma semana para nós fazermos debate, cartazes,
juntarmos forças para divulgação educativa sobre o uso correto dos dispositivos
de retenção para crianças, porque nós temos visto muitas pessoas transportando
as crianças de forma inadequada, muitas vezes até por uma questão de, vamos
dizer assim, ignorância, mas outras vezes devido à própria vida corrida das
pessoas.
Então, elas basicamente colocam a criança de qualquer maneira nos seus veículos
de transporte e obviamente isso traz conseqüências, hematomas e etc.
Então, o projeto, ele prevê a conscientização, Vereador Jorge Schneider. Isso é
bom, porque nós vamos poder trabalhar um projeto que incentiva nós
conscientizarmos os munícipes da importância de seguir as regras já existentes,
a hora que a gente entra no nosso carro, e não só no nosso carro, mas quem
estiver transportando efetivamente a criança deve... O adulto também, o adulto
tem que colocar seu cinto direitinho para sua própria proteção, isso é uma saio
questão de vida, de proteção à vida.
Então, o projeto do Vereador Francisco Sellin, a sua justificativa, ele
apresenta números aqui do Ministério da Saúde, no Brasil, cerca de seis mil
crianças e adolescentes - eu vou repetir - seis mil crianças e adolescentes de
um a 14 anos e quase 140 mil são hospitalizados anualmente. Vejam, Srs.
Vereadores, Sr. Presidente, seis mil crianças e adolescentes morrem durante o
ano, morrem devido à maneira de serem transportados, sem os devidos cuidados. E
agora, a boa noticia é que os estudos mostram que pelo menos 90% dessas lesões
poderiam ser evitadas com atitudes de prevenção, de educação. Daí a importância
de nós termos uma semana assim, deveria ser sempre, todo o tempo nós deveríamos
estar discutindo essas questões, mas como são muitas as necessidades, então faz
com que a gente foque uma semana especificamente, mas a boa notícia é que 90%
dessas lesões poderiam ser evitadas. Veja, Vereador Gilberto
Biléo Soares, 90% dessas
lesões poderiam ser evitadas, se a pessoa tivesse uma informação adequada,
tivesse uma boa conscientização.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Sr.
Vereador, um aparte, por favor.
SR. VEREADOR ALBERTO FONSECA (PROF. ALBERTO) (DEM):
Claro, Vereador.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Nessa
linha, não tenha dúvida que o senhor tem razão de estar elogiando o projeto de
autoria do Líder do Governo, Vereador Francisco Sellin, na verdade, lá atrás,
quando começamos essa discussão, Vereador Rafful, Vereador Rossini e Vereador
Biléo Soares, nós três
apresentamos o programa do cinto de segurança, do incentivo ao uso do cinto de
segurança e sua obrigatoriedade em Campinas, isso em 93 e 94, foi uma discussão
que permeou todos os cantos dessa Cidade, que tomou de assalto à comunidade,
palestras.
Eu lembro na época o Secretário de Transporte era o Jurandir Fernandes, o
Vereador Francisco Sellin participou, promoveu palestras, enfim, a sociedade se
envolveu e hoje quantos vidas nós tivemos em decorrência daquele momento que nós
introduzimos esse projeto. O Vereador Rafful, Vereador Rossini e o Vereador
Biléo Soares, nós três
juntos a seis mãos, conseguimos elaborar. E depois virou lei federal, não é
isso? E agora a questão do banco detrás, as crianças, enfim, a campanha da
conscientização no sentido de educar a comunidade.
Então, é fundamental e a Câmara Municipal, nós sempre discutimos, Vereador
Alberto Fonseca (Prof. Alberto), ela tem esse filão, tem essa veia, digamos
assim, de fazer projetos que nós estamos aproveitando esse momento para fazermos
projetos nessa direção do combate, da prevenção, da conscientização. Eu acho que
esse é o caminho dos Vereadores. Essa é a sugestão que eu deixo aqui nesse
microfone de aparte, no sentido de estar mostrando que esse é o caminho dos
Vereadores trabalharem. Quantos projetos, foi assim o Programa de Saúde do
Homem, estimulando o homem a se inserir, a se preocupar com sua saúde, que
fizemos o Dário e eu, quer dizer, o bullying escolar e tantas semanas que
existem por aí.
É importante isso, porque conscientiza, estimula, incentiva, dá... Democracia
não vive, não respira, não tem oxigênio, se não houver informação. O meu amigo
Edmilson sempre fala isso, informação é o grande bastião da democracia.
Então, por essas e outros, eu quero parabenizar o Vereador Líder do Governo e
sua defesa, sempre brilhante, Vereador Alberto Fonseca (Prof. Alberto) que ocupa
essa tribuna sempre com brilhantismo ímpar.
Muito obrigado e vamos votar a favor desse projeto.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB):
Obrigado, Vereador.
Então, eu quero parabenizar, mais uma vez, o Vereador Francisco Sellin, que tem
a passado projetos, ações educativas, modificações no meio ambiente, modificação
de engenharia e criação e cumprimento de legislações e regulamentações
específicas, ou que são ações preventivas que, sem dúvida alguma, podem ajudar,
90% dos acidentes podem ser evitados com uma boa educação, com medidas
preventivas, e o seu projeto, Vereador Francisco Sellin, certamente trará,
salvará vidas. Por isso que é importante ouvir um líder da oposição, falando
favorável ao projeto de V.Exa., porque o senhor poderia ficar até tranquilo:
Não, eu não vou ter mais", o senhor tem netos. na verdade, o senhor está vendo a
futura geração de campineiros sendo protegida graças a um projeto que pode
trazer, sem dúvida, a proteção de várias pessoas, com o trabalho de
conscientização da sociedade,
Então o meu voto favorável e a hora que eu vi esse projeto, eu falei: “Eu
preciso falar alguma coisinha", que é um projeto que tem esse tom educativo,
edificante e certamente vai trazer frutos. Nós estamos plantando uma semente
importante que vai trazer fruto, basta nós efetivamente trabalharmos com a
conscientização dos nossos munícipes.
São essas minhas considerações, Sr. Presidente e Srs. Vereadores.
SR. PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB): Com parecer
favorável, a moção vai à discussão--
SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES
(PSDB): Sr. Presidente, eu gostaria de discutir.
SR. PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE VEREADOR VALDIR
TERRAZAN (PSDB): Para discutir, o nobre Vereador e co-autor da moção,
Vereador Gilberto Biléo Soares
tem a tribuna por até dez minutos.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Sr.
Presidente, Vereador Valdir Terrazan, Srs. Vereadores, presentes aqui no
Plenário da Câmara Municipal, telespectadores da TV Câmara.
Essa moção é uma moção de apelo que o Vereador Paulo Oya apresenta, me convidou
para ser co-autor dessa moção, que apela ao Senado Federal para aprovação do
Projeto de Lei n. 82, de 2009, para que as torcidas organizadas, que praticarem
violência, poderão ser afastadas dos estádios. E até toma como parâmetro e como
paradigma o que aconteceu ontem no clássico, na capital, entre São Paulo e
Palmeiras, onde houve um tumulto generalizado, uma briga terrível, como já
aconteceu lá atrás, no ano passado, em Curitiba, outro tumultos sem precedentes,
invasão de gramado, helicóptero entrando dentro do gramado, do campo, do estádio
e vem ao encontro, na verdade, Vereador Alberto Fonseca (Prof. Alberto), de um
Projeto de Lei que nós estamos apresentando. Na verdade, de uma maneira inédita
e inusitada é uma minuta de Projeto de Lei que está à discussão de todos ou para
a discussão de todos aqui na Casa, é a terceira vez que eu falo desse Projeto de
Lei. Alguns Vereadores já começam a dar sugestões porque eu não tenho a
pretensão de ser o rei da verdade, a expressão da verdade, muito pelo contrário,
queremos ouvir da comunidade do futebol, queremos ouvir os segmentos, os setores
da sociedade, queremos ouvir os jornalistas, os Vereadores, queremos levar essa
discussão, queremos apresentar esse projeto, depois de uma ampla discussão e,
sem receio, sem temor, sem medo, de que alguém, entre aspas, roubem a ideia e
protocole na minha frente esse Projeto de Lei, com o mesmo teor, com o mesmo
conteúdo.
Esse Projeto de Lei, que vem ao encontro dessa moção, que o Vereador Paulo Oya
me convidou com muito carinho e respeito, esse projeto estabelece que as
entidades, associações, clubes gestores de estádios de futebol, com mais de sete
mil lugares, deverão, no ato da compra do ingresso, cadastrar os torcedores ou
frequentadores. No ato da compra do ingresso, apresenta se um documento com uma
foto ou um RG do torcedor e simultaneamente a isso, teria um dispositivo, um
equipamento, um mecanismo, para gravar imagem e a gente entende que isso
acontecendo, obviamente no entorno poderia ter ajuda da CIMCamp, monitorando com
aquelas câmeras especiais os arredores, as mediações dos estádios, sobretudo de
Ponte Preta e Guarani, e dente os clubes através de convênios, de parcerias com
entidades de toda a ordem de toda a natureza, nós poderíamos tentar com esse
projeto e ele visa, na verdade, o objetivo dele, na verdade, é exatamente tentar
amenizar, atenuar, coibir a violência ou ações de violência no estádio de
futebol.
Isso é uma questão muito importante, levar a paz aos estádios novamente. O que
acontece? É inacreditável que torcedores, às vezes, vândalos, torcedores
inescrupulosos, torcedores, às vezes, meliantes, minoria da minoria, que vão aos
estádios e causem tumultos. Eu quero dizer sob o pretexto, Vereador Thiago, de
amarem a Ponte, o Guarani, o Santos, o Palmeiras, o Corinthians, o Flamengo,
enfim todos os times. E sob esse pretexto vai e acaba dilacerando, dizimando
famílias com a morte de seus entes queridos.
Então, precisamos dar um basta à violência, e isso na minha ótica, Vereador
Alberto Fonseca (Prof. Alberto) e Vereador Thiago Ferrari, é o início, é um
pontapé inicial para a gente discutir. Eu quero dar mais robustez, mais conteúdo
a esse projeto, eu preciso da ajuda de V.Exas., para tornar essa minuta de
Projeto de Lei um projeto exequível. Um projeto que esteja sintonizado com os
anseios daquelas pessoas que freqüentam os estádios de futebol, que possam levar
suas famílias e que a discussão futebolística se atenha aos 90 minutos: “Sou
Ponte Preta, ele é Guarani, ele é corintiano”. Acabou. Sair de lá somos todos
irmãos, é isso que nós queremos.
Eu, como ex Diretor da Ponte Preta, atual Conselheiro da Ponte Preta, ex-chefe
de torcida organizada antes de entrar na faculdade, eu quero dizer o seguinte,
eu tenho experiência disso.
Então, eu preciso e precisava descruzar os braços, eu não posso ser omisso, se
não certo, se os clubes não entenderem assim ou assado, a gente arquiva o
projeto. Mas eu não posso deixar, meus companheiros excelentes aqui presentes,
de levar essa discussão a toda sociedade campineira e o caminho é a Augusta Casa
de Leis, a Câmara Municipal de Campinas.
Então, esse projeto não do Vereador Gilberto
Biléo Soares, é um projeto
de todo mundo, que preconiza realmente um dia melhor, dias melhores, que a gente
possa, com paz e tranquilidade, assistir aos jogos e torcer para os nossos
times.
Com a palavra, com muito gosto, o meu amigo e Líder do PMDB, Vereador jovem, que
está aprendendo muito, já está dando aula, o Vereador Thiago Ferrari.
SR. VEREADOR THIAGO FERRARI (PMDB): Obrigado,
Vereador Gilberto Biléo Soares.
Eu tenho aprendido mais e mais com V.Exa.
Só discordo de uma palavra que o senhor falou, que o senhor quer a nossa ajuda.
Eu acho que o senhor tem o nosso compromisso, assim como o senhor teve o nosso
compromisso do projeto de bullying, que foi discussão no Brasil inteiro--
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Saúde do
Homem.
SR. VEREADOR THIAGO FERRARI (PMDB): --nós
também vamos estar envolvidos, eu falo pelos 32, que tenho certeza que nós
estamos imbuídos em querer construir uma sociedade mais justa e uma sociedade de
paz. Muitas vezes a gente vê amigos, pais de família, que não levam a criança, a
esposa, a namorada, não devem, porque ficam temendo, tem aquela sensação da
insegurança, e aí vem aquela teoria da sociologia de que a teoria da multidão,
que muitas vezes a pessoa sozinha é um covarde, mas se engrandece quando está no
meio de 10, 15.
Então, é importante nós identificarmos, quem não deve não teme, e dar essa
segurança para que a família frequente o estádio, para que o pai possa levar seu
filho e passar essa paixão que ele tem, assim como o senhor tem a paixão pela
macaquinha, pela Ponte Preta, os Vereadores, que são torcedores do Guarani,
possam levar do derby, possam levar no jogo contra o São Paulo e possa ter essa
tranquilidade no estádio de futebol. O senhor está de parabéns mais uma vez e
pode ter certeza que tem o nosso compromisso junto a esse projeto seu.
Parabéns, Vereador.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Muito
obrigado, Vereador Thiago Ferrari, pelas suas observações e considerações, que
vem, na verdade, ao encontro desse Projeto de Lei.
Eu quero dizer ao senhor, Vereador, que encaminhei essa minuta de Projeto de Lei
ao Presidente do Guarani Futebol Clube, Leonel Martins de Oliveira, e ao
Presidente da Associação Atlética Ponte Preta, o Sr. Sérgio Carnielli, que estão
estudando o projeto, que na verdade eles precisam dar o aceno também, porque é
lá que nós vamos discutir.
Então, na verdade, o que eu fiquei muito feliz é porque senti dos Presidentes
uma disposição, uma disposição muito grande, ao debate, querem discutir a
matéria e etc. Alguns fizeram algumas reflexões, algumas ponderações e têm
algumas precauções no sentido de, na verdade, alguma questão burocrática ou
outra questão de gastos, envolvendo gastos e etc., todavia, o objetivo desse
projeto, na verdade, é que a gente consiga mesmo as pazes nos estádios
SR. VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB): Questão
de ordem, Sr. Presidente.
Como o próximo inscrito, eu passo o tempo que eu gostaria de fazer um aparte.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Pois
não.
SR. VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB): Passo o
tempo necessário.
Assume a Presidência o Sr. Vereador Aurélio Cláudio.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Então,
Vereador Valdir, vice Presidente desta Casa, o senhor que é um santista, sem
preocupação, já fomos juntos uma vez ao jogo Santos e Corinthians, lá no
Morumbi, assistimos o jogo juntos, ficamos em São Paulo, etc. E acabou o jogo,
todo mundo saiu conversando, é isso que nós queremos, isso é o que nós queremos,
despertar a sociedade porque o que a acontece em campo de futebol é um absurdo,
nos estádios é um absurdo.
Outro dia houve uma briga, era o jogo Ponte e Corinthians, a torcida da Ponte
Preta passou, a torcida jovem passou próximo à torcida fúria do Guarani, é uma
briga, tumulto generalizado ali; um pontepretano foi baleado, recebeu três
tiros, felizmente conseguiu se salvar lá no Hospital Mário Gatti, pelo que me
consta passando bem, mas não pode acontecer mais isso.
Então, eu acho que esse projeto que cadastra, fotografa a imagem do torcedor,
ele vai minimizar, atenuar e coibir essas ações violentas. O que eu te digo,
Vereador Valdir--
SR. VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB): Permite
um aparte? Vereador Biléo Soares?
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Pois
não.
SR. VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB): V.Exa.
permite o aparte?
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB):
Perfeitamente.
SR. PRESIDENTE VEREADOR AURÉLIO J. CLÁUDIO (PDT):
Só para deixar claro que esse projeto não partiu da torcida do Guarani, V.Exa.
teve conhecimento que foi da própria torcida pontepretana.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Olha, eu
não sei de onde partiu, se partiu da torcida da Ponte ou da torcida do Guarani,
eu sei que houve, na verdade... Eu sou pontepretano, Presidente, 90 minutos. Aí
a razão e a verdade tem que aparecer, eu não sei se foi Ponte Preta ou se foi
Guarani. Fora dos gramados, dos estádios de futebol, eu sou homem público e
preciso zelar, na verdade, pelo povo de Campinas, e tenho que descruzar os
braços.
Por isso, se foi culpa do Guarani ou culpa da Ponte Preta, isso não é problema
nosso, o problema nosso é apoiar esse projeto no sentido desse projeto, Vereador
Valdir, realmente trazer segurança às famílias que gostam de assistir aos jogos
nos estádios de Campinas, tanto do Guarani como da Ponte Preta.
Vereador Valdir, é uma honra poder conceder um aparte a V.Exa.
SR. VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB): A honra
é toda minha. Eu lamento tomar alguns minutos, Vereador, de tomá-lo de volta, já
que eu passei-lhe o tempo. Brincadeiras a parte, eu acho que a questão é
bastante séria. Nós já vivenciamos isso na Inglaterra, por exemplo, quando
existiam aqueles vândalos organizados, na verdade, eu não considero torcida
organizada ou torcida uniformizada, na verdade, são vândalos organizados. O
projeto de V. Exa., ele tem méritos, eu acho que ele deve ser realmente
implantado, ele terá uma efetividade para dentro do estádio.
Agora, esses confrontos existentes que nós temos visto, por exemplo, o ocorrido
ontem, eu tenho dúvida que seja um encontro eventual, eu não acho que a
torcida--
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Marcado
às vezes pela Internet.
SR. VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB): --que a
torcida ao longo do trajeto se encontre e travem ali uma luta campal. Eu acho
que esses encontros eu acho que são previamente mascados, já existem indícios de
que isso seja previamente agendado, por Internet, a Polícia deve estar buscando
essas informações, mas isso já há evidência; e ali, na verdade, é uma guerra,
não tem lógica, quer dizer, quem marca um confronto desses, vai lá para matar ou
morrer, para perder parte de membros, como aconteceu ontem, uma pessoa perdeu
parte da mão, o outro perdeu a vida, o outro está com bala. Quer dizer, é uma
guerra, foge a qualquer raciocínio lógico da situação.
Não tem a ver com o futebol, isso é uma violência instalada lamentavelmente
naquelas pessoas que transformam o futebol, que a gente frequenta, eu sou um
frequentador de campo, V.Exa. também, como outros Vereadores aqui - e hoje mais
feliz ainda, porque o Santos está aí, vamos aproveitar esse momento, porque não
é sempre, eu quero dizer que não é sempre que o Santos está em evidência. Nesse
jogo, que V.Exa. se referiu no Morumbi, foi o famoso jogo da pedalada, eu estava
lá em lados... Nós estávamos por uma questão até de ingresso na hora da compra,
nós estávamos em lados opostos, eu tenho certeza que ele gostaria de estar na
torcida do Santos, mas no momento não tinha ingresso, ele acabou indo na torcida
do Corinthians e assistiu lá com o nosso amigo Anderson. E naquele momento, o
Morumbi lotado, ali nas imediações, dentro do estádio, a torcida do Corinthians,
aquela torcida fanática, apaixonada, nós saímos, Vereador, o senhor se lembra,
nós tínhamos deixado o carro no lado oposto, lá no palácio, proximidades do
palácio.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Palácio
do Governo.
SR. VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB): E nós passamos
no meio da torcida Gaviões da Fiel e eu estava com a camisa do Santos por baixo
e eles até brincavam: “Nós vamos levantar a sua camisa”. Eu falei: “Bom, se
levantar a camisa aqui, eu tiro ela e vou falar que vou ter por fogo, fazer o
que; mas naquele momento, lá dentro do campo, lotado, porque estava lotado, era
uma final de campeonato, não houve confronto, não houve guerra, lógico, há
aquele grito de guerra da torcida, mas sem o confronto físico.
Saímos de lá, nas imediações ali também não, a única coisa que você via eram as
pessoas se manifestando, umas com alegria e outros com tristeza, mas sem o
confronto. Agora quando se marca lá no Metrô, aí foge a qualquer fica difícil
você monitorar isso, fica difícil qualquer tipo de controle disso, porque é uma
coisa irracional, é uma coisa marcada, muitas vezes, ou pela Internet ou por um
telefonema, é uma guerra previamente agendada, e aí foge a qualquer
possibilidade de controle.
Eu não sei como, aí é um caso realmente de polícia, mas normalmente a Polícia
como não estava aí e é muito difícil que esteja, porque não dá para marcar homem
a homem, não dá para cada torcedor que sai do estádio um policial acompanhar
para ver o que esse cidadão vai fazer. Eu acho que as medidas são importantes,
elas precisam ser tomadas, mas nesse caso é muito difícil, realmente não dá para
a gente atribuir a culpa a A, B ou C, é culpa do time.
Eu já tive no CONSEG, por exemplo, defendendo, porque existe um problema,
Vereador, que a população não sabe, mas sente na pele, é que quando há clássico,
quando há derby, quando há confrontos de grandes proporções, a população fica
sem policial na rua, porque boa parte do efetivo vai para o estádio, fica
trancado lá cuidando dos marmanjos que quer brigar.
Lá dentro, eu imagino que dentro do estádio, é uma atividade privada, que
deveria ser cuidada pela Federação, eu acho que quem tinha que tomar conta do
público que está lá dentro é a Federação, e não contratar... E aí se paga uma
taxa, mas é uma taxa irrisória para os policiais irem para lá e fica, na
verdade, o resto da população, que já reclama de poucos policiais, e fica mais
defasado ainda.
Mas como já é cultural, como já faz parte do espetáculo a Polícia fazer essa
segurança. E, outra, eu acho que isso atrita muito, por exemplo, os grandes
eventos que a gente vê por aí, por exemplo, os rodeios, a maioria dos rodeios é
feita com segurança privada não há policiamento, as grandes festas, não há
policiamento há uma organização interna daquele evento privado.
Então, eu não sei qual será a saída, mas com relação, só registrando, com
relação a essa guerra organizada, a essa briga organizada é muito difícil
combater, a não ser que seja através da conscientização e aí nós vamos levar
anos e anos para que isso ocorra.
Obrigado, Vereador, eu praticamente utilizei todo o tempo.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): O que
tempo que era seu, não é, Vereador?
SR. VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB):
Obrigado.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Questão
de ordem, Sr. Presidente.
SR. VEREADOR ALBERTO FONSECA (PROF. ALBERTO) (DEM):
Como o próximo inscrito, eu gostaria de ceder mais três ou quatro minutos para o
nobre Vereador Gilberto Biléo Soares fazer a conclusão de sua exposição.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Muito
obrigado. Ok, Sr. Presidente, Vereador Aurélio Cláudio.
Na verdade, fazendo aí, tirando algumas conclusões das observações do Vereador
Valdir Terrazan, eu quero dizer, Vereador Valdir Terrazan, talvez aquele simples
ato, aquele fato do cidadão chegar, o torcedor ou frequentador chegar e comprar
o seu ingresso e naquele exato momento houver o cadastramento da pessoa e
fotografar ou o dispositivo ou algum mecanismo que seja, agravar a imagem do
torcedor, isso é um fator inibitório, eu não tenho dúvida disso... O cidadão
para ir ao estádio de futebol, ele tem que comprar o ingresso.
Então, no momento que ele compra o ingresso, já está lá o cadastro, já está lá a
fotografia ou a gravação do rosto do torcedor, quer dizer, hoje no banco é
assim, na portaria de qualquer prédio residencial é assim, comercial, tem lá um
dispositivo que tira a fotografia do cidadão, o cidadão assina um livro. Por que
não pode ser assim no estádio de futebol: “Ah, mas vai ter fila”. Ué! Vamos
tentar, Vereador Petterson Prado, fazer vendas antecipadas, o jogo às vezes é no
domingo, a semana inteira vendendo os ingressos, uma venda antecipada.
SR. VEREADOR PETTERSON PRADO (PPS): Permite
um aparte?
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): “Ah, e o
de time fora?” Vende em Campinas, prestigia a região de Campinas.
Então, são ações que esse projeto abraçando e recolhendo as sugestões dos
Vereadores para dar mais dimensão e conteúdo, nós podemos apresentar um projeto
bem lapidado que possa, na verdade, ser exequível, como já disse.
Vereador Petterson Prado, com a palavra.
SR. VEREADOR PETTERSON PRADO (PPS): Primeiro,
cumprimentar V.Exa. pela ideia, é uma ideia muito boa e importante.
Eu fiquei um tempo na Inglaterra, eu fui ver um jogo de futebol do Chelsea com,
se não me engano, com a Liverpool.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB):
Clássico.
SR. VEREADOR PETTERSON PRADO (PPS): E aí eu
fui com um amigo, inclusive, russo, e eu fiquei impressionado com a educação do
povo. Primeiro ficava um metro próximo do gol ou do final do campo, a bola caía,
em menos de 10 segundos era devolvida para o campo.
SR.
VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Ficavam de gandula.
SR. VEREADOR PETTERSON PRADO (PPS): Uma
educação muito grande. E, na época, uma das pessoas que eu morava, a gente
morava num quarto, uma casa alugada para vários quartos e um era inglês, e se
tornou amigo meu, John o nome dele, eu falei para ele, voltei do estádio e
fiquei impressionado, falei: “Olha, fantástico. o Brasil é violência e tal e
aqui na Inglaterra a civilização e tal, aquela coisa toda”. Ele falou: “Bom, mas
não era assim, até pouco tempo atrás era uma guerra, os hooligans eram os mais
temidos, talvez no mundo todo, iam para o exterior para brigar, matavam gente,
espancavam. aí ele falou que o mudou, ele falou: “O pessoal ia para brigar ou ia
com uma boa, vamos colocar, uma boa vontade para que isso, qualquer situação,
qualquer probleminha já era motivo para ir para briga.
E o que eles fizeram lá? Isso que o senhor está propondo, quer dizer, primeira
coisa, começaram a filmar, começaram a registrar junto com a Promotoria Pública
e Polícia todos os casos que estavam acontecendo, e com isso, começaram a
impedir desses torcedores entrarem em campo, tipo, talvez a maior punição para
um cidadão desses é não poder ver o time dele, já pegassem no cerne, na alma
daquele torcedor, primeira coisa.
Segundo, Vereador, e talvez o mais importante, começaram a punir o time, com
pontuação. Não era com comando de jogo, era com pontuação no campeonato.
Aconteceu o problema, comprovou que é da torcida do time, o time mãe vai perder
ponto. O que começou a acontecer? O comportamento do grupo começou a mudar,
aquele cidadão que ia para fazer alguma coisa, todo mundo já virava o contrário.
Por quê? Porque o time ia sofrer as consequências.
Então, você acaba o quê? Pegando na paixão da pessoa e jogando a paixão contra
ela, mas no caso é a favor, porque é a favor da segurança, usando contra ela
própria, ou seja, você usa a maior paixão, no que caso é o futebol que é
incentivado pela mídia de uma forma desproporcional e absurda, inclusive, as
pessoas matam por jogo e sempre falando: “Olha, o Brasil é o pais e tal e
paixão, paixão, paixão, e depois acontece uma monte de coisa e aí ninguém é
culpado.
Então, pegaram no cerne, na paixão do cidadão e falaram o seguinte, qualquer
situação de problema que tiver, comprovando que partiu de determinada torcida, o
time perde o ponto no campeonato. Isso que aconteceu e começou a punir,
obviamente, tem que começar a punir, começou... O campeonato inglês começou a
punir, começou punir, inclusive, jogo fora do time.
Então, tinha determinado jogo fora na Holanda, na Bélgica, na Franca, eram
proibidos de participar, a torcida vendo isso começou a mudar o comportamento, e
hoje é uma paz, Vereador.
Eu estive lá em 2003, hoje é uma paz, você não ouve mais falar de torcida
organizada dos hooligans, inclusive, tem filme relatando quão feroz era essa
torcida organizada, mexendo exatamente na paixão, no bom sentido. E quem ganhou
com isso? Todo mundo que realmente aprecia um futebol no seu espírito como tem
que ser.
Então, essa é uma iniciativa importante de V.Exa.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Não é um
projeto acabado, pronto, mas é uma ideia--
SR. VEREADOR PETTERSON PRADO (PPS): Ideia
muito boa e...
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB):
--concebida por todos nós.
SR. VEREADOR PETTERSON PRADO (PPS): Nós
estamos disposição para estar apoiando e aprovando também.
Obrigado.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Eu
acolho as sugestões e observações, extremamente oportunas, do Vereador do PPS,
Petterson Prado, e digo também que depois de formado eu morei um ano e meio na
Europa e adorava obviamente ir aos Parlamentos, para ver como é que funcionava a
democracia, então, fui lá ainda jovem, com mochila nas costas. Portugal, eu ia
lá no Parlamento, ia no estádio também, futebol sempre foi um hobby e sempre
gostei de assistir futebol e etc, e ficava impressionado com os estádios de
futebol, já na década de 80, 84, 85, eu estive um ano fora. Impressionante
Santiago Bernabéu, o Estádio da Luz em Lisboa, o Estádio do Paris Saint Germain,
o Parque dos Príncipes em Paris. Quer dizer, já há mais de 20 anos, e nós ainda
não estamos nessa esteira e daqui a quatro anos vamos ter uma copa de mundo aqui
e daqui a seis anos vamos ter as Olimpíadas, estamos às vésperas e as portas da
Copa do Mundo e das Olimpíadas.
Então, precisamos começar com iniciativas dessa dimensão e dessa pujança,
começar a dar o pontapé inicial para que possamos, na verdade, ter um Brasil
moderno no que diz respeito ao futebol, quer dizer, porque é uma paixão
nacional, sujeita a chuvas e trovoadas, exagero ou não da mídia, exagero ou não
torcedor, é uma paixão nacional.
Então, é importante a gente registrar isso que esse projeto, ele vai nessa
direção, tem que ser aperfeiçoado e aprimorado e nada melhor que V.Exas.,
inclusive as pessoas que frequentam a Casa, eu tenho várias cópias do projeto e
vou passar aos senhores agora, já pedimos ao senhor, vou passar para o Vereador
Petterson Prado, para o Vereador Valdir Terrazan, para que deem sugestões.
Porque não adianta também pegar um monstrengo, um Frankenstein e ir lá e
apresentar um projeto inexequível, nós queremos um projeto que realmente
aconteça, que faca, que mude e comece a mudar a cultura do povo brasileiro no
que diz respeito aos estádios de futebol e a torcer pelo time de sua paixão.
Muito obrigado, Vereador Alberto Fonseca (Prof. Alberto), pelo tempo cedido, os
Vereadores que me apartearam.
Muito obrigado e uma boa noite.
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