Discurso


10/02/2010

 

4a Reunião Ordinária, realizada aos 10 de fevereiro de 2010

 

SR. PRESIDENTE VEREADOR AURÉLIO J. CLÁUDIO (PDT): Vereador Gilberto Biléo Soares, Líder do PSDB.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (BILÉO SOARES) (PSDB): Sr. Presidente, na qualidade de Líder dessa Bancada, a Bancada tucana aqui na Câmara Municipal, convido os dois Vereadores para falar em nome de liderança do Partido, Vereador Valdir Terrazan que ocupará a tribuna por cinco minutos e, logo em seguida, o vice Líder e Presidente do Partido, Vereador Artur Orsi. Mostrando que essa Bancada é extremamente democrática, que todos falam, mas no último expediente nós três estaremos novamente para poder fazer uso da palavra, Sr. Presidente.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (BILÉO SOARES) (PSDB): Sr. Vereador...

SR. VEREADOR JAIRSON DOS ANJOS (CANÁRIO) (PT): Permito.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (BILÉO SOARES) (PSDB): Me dá um aparte? Eu falo rápido.
Eu não podia me quedar inerte também, na qualidade de Líder da Bancada do PSDB e me irmanar nesse momento ao PT, pelos seus 30 anos de convivência democrática que nós tivemos. E queria sinalizar para que no próximo pleito façamos, sim, uma campanha propositiva, discutindo as melhores propostas, o melhor programa, o futuro do nosso Brasil.
Então, esse compromisso que eu gostaria de selar aqui nesse Plenário, nessa Cidade de um milhão de habitantes, que a gente pense no futuro desse País e discutindo ideias e ideais. Eu acho que é esse o caminho.
Então, eu aproveito essa oportunidade, esse momento, para, na verdade, parabenizar o PT, porque o PT é um partido que tem sua história e tem sua importância na redemocratização do nosso País.
Muito obrigado.

SR. VEREADOR JAIRSON DOS ANJOS (CANÁRIO) (PT): Eu é que agradeço. Só quero aproveitar esses minutos para dizer o seguinte: Hoje o povo brasileiro sabe mais de política, então, não tem história que posso ser contada, mentirosa, que o povo vai engolir.
Sr. Presidente, só falar sobre a questão que o Vereador Artur Orsi falou, é que nós vamos aqui registrar na Mesa, um ofício, que na próxima Sessão, discutida na Bancada de Vereador, o próximo Líder do Partido dos Trabalhadores aqui na Câmara será o Vereador Josias Lech.
Então, na próxima Sessão, nós vamos aqui entregar o ofício e eu quero desejar lhe boa sorte e que comanda bem essa bancada aqui porque não é fácil, não.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (BILÉO SOARES) (PSDB): É um misto de tristeza e alegria.

SR. VEREADOR JAIRSON DOS ANJOS (CANÁRIO) (PT): Obrigado, gente.

SR. PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB): Obrigado, Vereador. Próximo Vereador inscrito, Vereador Gilberto Biléo Soares tem a palavra por quatro minutos.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (BILÉO SOARES) (PSDB): Sr. Presidente, tucano, Vereador Valdir Terrazan, Srs. Vereadores, distintos e dileto público presente, telespectadores da TV Câmara.
Obviamente que a gente volta à discussão na questão Cultural de Campinas. Eu queria parabenizar e inicialmente as matérias veiculadas pelo Jornal O Correio Popular, com a seguinte manchete: “Colocando a nossa Cultura em cheque”, dos jornalistas Tiago Gonçalves e Paula Ribeiro, como também gostaria de parabenizar e cumprimentar os jornalistas aqui da Câmara Municipal, na pessoa do Tote Nunes, que tem feito um trabalho brilhante aqui, também provocou o debate ontem, do Vereador Artur Orsi e o representante da Secretaria de Cultura ou da Coordenaria de Comunicação da Prefeitura, que esteve aqui. Isso é muito bom porque é o debate que nós queremos.
Eu quero dizer que essa matéria, na verdade, do Correio Popular e o debate de ontem, mostram que nós, Vereadores, Vereadores da Bancada do PSDB, com qualidade, na verdade, temos apontado isso, desde março do ano passado, e Vereador Artur Orsi e o Vereador Valdir Terrazan, há mais de cinco anos, as dificuldades que o reino de improviso e de adaptações que passam os nossos teatros, improviso e adaptação que passa exatamente o Centro de Convivência. Aquela história do refletor cair na cabeça do ator foi demais, não é possível. E a peça se chama “Eu odeio teatro”, talvez seja vingança do teatro, coitado do ator que esteve lá e foi alvejado por um teatro... Que estava numa vara de cenário, adaptado, e não podemos viver numa cidade, o berço da Cultura, dessa maneira.
Como também digo, e depois eu vou voltar no Grande Expediente, da questão do Teatro Castro Mendes, há três anos parados. Não é possível isso. Lá o teatro está cercado por tapumes, com grafites que estão amarelados, devido à chuva, faz três anos isso. Bom, ainda bem que não são concretos, como cercaram a Prefeitura outro dia.
Mas na verdade precisa registrar isso, é um desabafo: Parem com isso! E o Prefeito quer isso, o Prefeito quer uma oposição de qualidade e tem, vem um subordinado dele aqui e vem a falar, falar, falar, gerando dificuldades e gerando uma situação de conveniência e extremamente desagradável.
Eu quero dizer também a história do espaço do Bosque, que não é prioridade, diz o Secretário, Teatro Infantil Carlito Maia, filho do Prefeito Orosimbo Maia, como é que não é prioridade o teatro infantil, lá é o brotar, o pulsar, o despertar das vocações, é o despertar da vocação do futuro ator, é o despertar do menino, do jovem, que vai assistir a peça, que amanhã vai ser um médico, funcionário público, um engenheiro, está fechado e leio aqui: “Goteiras, cheiro forte de mofo, rachaduras nas paredes, camarim com teto carcomido por cupins, aparelhagem de som e luz defasada”, e não é prioridade.
Então, vou voltar no Grande Expediente para falar sobre esse assunto, quer dizer, e sem falar da loba que sumiu ninguém achou até agora. Na verdade, gente, é isso que nós queremos, nós queremos, na verdade, é estar mostrando que o está acontecendo. O que é bom está aí, o que é bom está aí. E o Governo que faz boas ações, não é? Está pecando muito na Cultura e a gente está aqui para denunciar e meter o dedo na ferida.
Muito obrigado.
[palmas]

SR. SEGUNDO VICE-PRESIDENTE VEREADOR RAFAEL ZIMBALDI (PP): Obrigado, Vereador Thiago Ferrari. Próximo Vereador devidamente inscrito, Vereador Biléo Soares tem a Tribuna por até dez minutos.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (BILÉO SOARES) (PSDB): Sr. Presidente Vereador Rafael Zimbaldi é uma honra tê-lo à Mesa. Conheço sua pessoa, seu pai e sei da importância que os senhores representam para a nossa coletividade. Srs. Vereadores, pessoas presentes aqui no Plenário da Câmara Municipal, telespectadores da TV Câmara, que nos assistem nesse momento.
Olha é um assunto extremamente pertinente, oportuno e que me interessa sobejamente. Eu tenho dados aqui do Ministério da Saúde, que o número de laqueaduras cresce. E o número vasectomias diminui. Dados também do Ministério da Saúde, de que cada três adultos que morrem, que falecem no Brasil, dois são homens.
Tenho dados aqui também do IBGE, que indica o seguinte caminho, que a mulher vive 7.6 anos, em média, a mais que o homem. Obviamente, a mulher é mais organizada, é mais planejada e existe, felizmente, uma política pública de saúde da mulher. E entendo que o projeto do Vereador Sellin vem ao encontro disso. E mais do que isso. Não é uma propositura excludente, é óbvio, ululante, que o grande filão do processo legislativo hoje é a prevenção e o combate. Aí eu ensino também as observações do companheiro e nobre Vereador Petterson Prado.
Vereador Dr. Dário G. Saadi e eu preocupados com a situação que vivencia o homem apresentamos um projeto de lei criando o Programa Municipal da Saúde do Homem, para tentar esclarecer, elucidar, debelar o preconceito e a ignorância arraigados na cultura e no comportamento masculino no nosso país.
Esse projeto hoje foi sancionado pelo nosso Prefeito Dr. Hélio e um apoio, um apoio do Governo Federal, que vai investir 613 milhões. E, por essas e outras, que conhecendo a democracia como a gente conhece, que o homem está muito, muitos anos atrás e precisa começar a se igualar a mulher, que eu vejo que esse projeto do Vereador Francisco Sellin e as propostas ora encetadas pelo Vereador Petterson, nós precisamos conciliá-las e somarmos todas elas, porque nada é excludente.
E você, e nós podemos fazer esse tipo de comportamento buscando essa situação. Sabedores nós, Vereador Alberto Fonseca (Prof. Alberto), que a democracia ela tem pilares e dos mais importantes, eu posso dizer em alto e bom som, orientação, informação e divulgação.
Quando se divulga uma lei, não é? Com uma placa afixando, dizer que a mulher tem direito a fazer esse exame, não quer dizer que vai um mundo de roldão correr atrás do exame.
Como no nosso caso, eu sou vítima do câncer, praticamente curado, eu quero dizer, eu não fiz a prevenção. Mas ainda, mesmo assim, precocemente, através de sete meses de pesquisas era um câncer raríssimo de uretra, sete meses de pesquisas, me viraram de cabeça para baixo e acharam que era na uretra, 24 mil, 2400 casos no mundo e 24 casos aonde foi a minha lesão, onde foi encontrada a minha lesão.
Aí o que eu fiz? Se não fosse a rotina e o arsenal que nós temos hoje a nossa mercê, bons hospitais, bons médicos, bons remédios, bons enfermeiros, bons exames, tudo isso permeado pelo nosso Senhor Deus. Quer dizer, nós, eu não estaria aqui conversando com os senhores.
Então, eu acho que as duas linhas são concretas, são palpáveis. Mas, nesse momento, eu quero apoiar a iniciativa do Líder do Governo, Vereador Francisco Sellin, mas não quero também descartar as propostas interessantes do Vereador Petterson Prado, que tem lá suas razões, onde existe uma indústria disso ou uma indústria daquilo.
Mas, nesse momento, Vereador Petterson é o momento de nós apoiarmos a informação e divulgação, para que possamos ter a mulher cada vez mais contemplada. E para que puxe nessa esteira o homem, com esse projeto nosso e com o projeto nacional de saúde do homem, para que todos nós, mulheres e homens, tenhamos uma vida mais feliz, com qualidade e não sacrifiquemos a toa a nossa vida, porque é difícil, mas é bela e o bem mais precioso que todos nós temos.
Com a palavra o nobre Líder do Governo, Vereador Francisco Sellin.

SR. VEREADOR FRANCISCO SELLIN (PDT): Muito obrigado, nobre Vereador Biléo Soares.
Eu ainda gostaria de destacar que a mulher, quando ela chega à máquina para fazer a mamografia, com certeza, ela já percorreu por alguns caminhos. Ela começa por ela, ela vai ao médico e quem pede a mamografia é o médico. A mulher nunca vai a uma máquina de mamografia, ou qualquer outro tipo e nem o homem, se o médico não pedir. Ora, isso não é uma coisa de que você vai no bar e pede uma pinga e você vai numa clínica: “Eu vim aqui fazer mamografia, ou vim aqui tirar chapa do pulmão, radiografia do pulmão”. Não é assim. Evidentemente, o médico tem que fazer o diagnóstico e pedir o exame que ele acha que é interessante pedir.
E é muito interessante dizer que hoje a cura do câncer aumentou tanto pela prevenção, por detectar no início ou perceber que alguma coisa está estranha naquele órgão, e é por isso que existem esses equipamentos.
E eu quero parabenizar a V. Exa., inclusive, que está convocando o Boldrini para fazer uma palestra aqui, que é coisa muito importante, que é o exemplo da cura do câncer da criança no mundo hoje, que é o nosso Hospital Boldrini aqui em Campinas. Por quê? Porque ele está exportando aparelhos e equipamentos que atinge a profundidade da doença, ou pelo menos a profundidade do diagnóstico que poderá causar a doença, e aí a criança é salva.
Então por isso, nobre Vereador, eu quero pedir desculpa ao nobre Vereador se fui mal educado com V. Exa., Petterson, mas nesse projeto eu acho que é um projeto de suma importância para a prevenção. E mais importante ainda é a mulher saber que, a partir de 40 anos, ela pode fazer o exame e é gratuito. Muito obrigado.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (BILÉO SOARES) (PSDB): Olha, Vereador Sellin, eu quero dizer que eu passei pelo conduz do médico, eu me julgo sem ser cabotina uma pessoa extremamente politizada, cônscio dos meus direitos e deveres.
Eu falava para o Dr. Murilo: “Dr. Murilo, eu quero fazer esse exame”. “Não, não é hora de fazer esse exame é mais para frente”. “Mas Dr. Murilo, eu preciso fazer isso e assim e assado”. “Não. Tem o seu momento. Vai ser a cirurgia agora, não tem indicação o seu caso para quimioterapia e radioterapia”. No momento que teve indicação para quimioterapia, eu fiz a quimioterapia, eu fiz 16.
No momento que teve indicação para a minha radioterapia, eu fiz a 35, vou fazer a 36ª amanhã e a 37ª, com mais duas cirurgias. Então o médico é responsável, a gente tem que confiar no médico responsável. E eu tentava de todas as formas, afoito às vezes: “Quero fazer isso, eu quero fazer”, porque eu queria ficar curado, porque eu queria estar aqui. Porque também a pessoa precisa querer viver tem que ter estrutura para isso para querer viver.
E o Vereador Petterson foi um grande conselheiro, em determinar as minhas palavras que eu tive, ele me chamou ao seu gabinete e me deu vários conselhos que, seguramente, vão servir eternamente como lenitivo no meu coração, que me ajudaram muito. Por isso vamos somar as propostas e vamos votar no projeto do Vereador Francisco Sellin. Muito obrigado.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (BILÉO SOARES) (PSDB): Um aparte, Sr. Vereador.

SR. VEREADOR ÂNGELO BARRETO (PT): --e é desse jeito que eu continuo no PT, porque se for diferente não terá este, que hoje vos fala aqui, como filiado e como representante do Partido dos Trabalhadores e não será de nenhum outro partido, com certeza.
Vereador Gilberto Biléo Soares.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (BILÉO SOARES) (PSDB): Não tenha dúvida, Sr. Vereador. Obrigado, pelo aparte.
Mas, na verdade, os tanques de Hugo Abreu subiram a Serra de Araras rumo ao Rio de Janeiro. Na verdade, imaginava-se que Jango tivesse o dispositivo e que o partidão tivesse 30 mil homens e isso foi um engodo. Então foi um golpe mesquinho, sórdido, tacanho, dantesco, que houve, que sepultou muita gente, que atrofiou as consciências.
Então, eu quero dizer que a vertente cubana era a vertente brizolista, o partidão se fragmentou entre o PC do B, com a linha de Mao Tsé-Tung e o PCB com a linha de Moscou. Essas eram as vertentes que existiam à época, quer dizer, inclusive, houve o grande embate entre Carlos Marighella, que era a favor da luta armada, e Carlos Prestes aí, os conservadores da época falaram: Luiz Carlos Prestes era o homem das sete batalhas perdidas.
Muito pelo contrário. Ele iluminou o caminho da redemocratização, que culminou em 1982, com a fragmentação do PMDB, do MDB nos partidos. E aí veio o PT, o PDT vieram todos os partidos que era interessante para a ditadura naquele momento. Mas que na verdade cada qual com a sua posição, com a sua proposta, todos nós juntos conseguimos redemocratizar o país. Então, nesse momento, eu quero dizer que--

SR. VEREADOR ÂNGELO BARRETO (PT): Perfeito, Vereador.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (BILÉO SOARES) (PSDB): --eu me somo e parabenizo esse partido que juntamente conosco, quer que o debate aflore, porque o debate aflorando nós vamos ter um Brasil mais forte, fecundo e fértil.
Obrigado.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (BILÉO SOARES) (PSDB): Um aparte, Sr. Vereador.

SR. VEREADOR ÂNGELO BARRETO (PT): --e é desse jeito que eu continuo no PT, porque se for diferente não terá este, que hoje vos fala aqui, como filiado e como representante do Partido dos Trabalhadores e não será de nenhum outro partido, com certeza.
Vereador Gilberto Biléo Soares.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (BILÉO SOARES) (PSDB): Não tenha dúvida, Sr. Vereador. Obrigado, pelo aparte.
Mas, na verdade, os tanques de Hugo Abreu subiram a Serra de Araras rumo ao Rio de Janeiro. Na verdade, imaginava-se que Jango tivesse o dispositivo e que o partidão tivesse 30 mil homens e isso foi um engodo. Então foi um golpe mesquinho, sórdido, tacanho, dantesco, que houve, que sepultou muita gente, que atrofiou as consciências.
Então, eu quero dizer que a vertente cubana era a vertente brizolista, o partidão se fragmentou entre o PC do B, com a linha de Mao Tsé-Tung e o PCB com a linha de Moscou. Essas eram as vertentes que existiam à época, quer dizer, inclusive, houve o grande embate entre Carlos Marighella, que era a favor da luta armada, e Carlos Prestes aí, os conservadores da época falaram: Luiz Carlos Prestes era o homem das sete batalhas perdidas.
Muito pelo contrário. Ele iluminou o caminho da redemocratização, que culminou em 1982, com a fragmentação do PMDB, do MDB nos partidos. E aí veio o PT, o PDT vieram todos os partidos que era interessante para a ditadura naquele momento. Mas que na verdade cada qual com a sua posição, com a sua proposta, todos nós juntos conseguimos redemocratizar o país. Então, nesse momento, eu quero dizer que--

SR. VEREADOR ÂNGELO BARRETO (PT): Perfeito, Vereador.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (BILÉO SOARES) (PSDB): --eu me somo e parabenizo esse partido que juntamente conosco, quer que o debate aflore, porque o debate aflorando nós vamos ter um Brasil mais forte, fecundo e fértil.
Obrigado.

SR. SEGUNDO VICE-PRESIDENTE VEREADOR RAFAEL ZIMBALDI (PP): Muito obrigado, Vereador Antonio F. Santos (O Politizador). Próximo Vereador inscrito, Vereador Gilberto Biléo Soares tem a Tribuna por até dez minutos.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (BILÉO SOARES) (PSDB): Sr. Presidente Vereador Rafael Zimbaldi, Srs. Vereadores presentes, Vereador Alberto Fonseca (Prof. Alberto), Vereador Sebastião C. Torres (Sebá), Vereador Antonio F. Santos (O Politizador), parabéns pelo seu pronunciamento e faço minhas as palavras do nobre Vereador Alberto Fonseca (Prof. Alberto).
Gostaria de, até na esteira do que falou o Vereador Alberto Fonseca (Prof. Alberto), falava do trote solidário e me lembrou da história do bullying escolar, que já é lei na cidade. A gente tem que começar a lidar com esse tipo de discussão já com a criança de tenra idade, para que chegue, na verdade, com 18 anos, já tenha amadurecido, percorrido caminhos cheio de dificuldades, de armadilhas, das adversidades, das diferenças, enfim. Aí chega aos 18 anos não vai ter mais trote solidário, a gente começar a fazer o trabalho agora.
E esse projeto foi sancionado pelo digno digo prefeito dessa cidade, Dr. Hélio, está aí com cartilhas começando ser elaboradas, envolvendo toda a sociedade civil organizada na comunidade escolar, alunos, mestres, pais, sociedade amigos de bairro, enfim, toda a sociedade, para o enfrentamento e buscar uma solução concreta e que possa refletir no futuro com mais qualidade de vida e com pessoas mais conscientes de seus atos, de suas obrigações e de seus deveres.
Na verdade, o que me traz a esta Tribuna hoje, é um projeto, melhor dizendo, é uma minuta de projeto de lei, que eu pretendo discutir com toda a sociedade civil organizada do meio futebolístico. Porque não só na faculdade, não só em outros lugares que são citados ao longo desses anos na Câmara Municipal de Campinas, nos estádios nós temos muita violência. Tivemos recentemente em Curitiba um verdadeiro tumulto, um tumulto generalizado envolvendo tudo e todos. Lá atrás no Pacaembu, num jogo das categorias de juniores, da Copa São Paulo morreram dois ou três jovens, outro dia é o Corinthians. Recentemente, aqui num jogo de Ponte Preta e Corinthians, torcedores da Ponte Preta e do Guarani brigaram, se engalfinharam teve um menino que foi hospitalizado com três tiros.
E nós, que fomos diretor de clube de futebol, eu participei de uma torcida organizada, antes de entrar na Faculdade de Direito, lá com meus 18, 19, 20 anos, que era ponte tênis, eu não posso me quedar inerte, eu não posso me furtar nesse momento, eu não posso ser omisso é fundamental descruzar os braços e propor a discussão com os presidentes dos clubes, com as torcidas organizadas, com os torcedores, com os Vereadores, com o Executivo, com toda a coletividade do futebol, que é grande, que é a grande paixão nacional, o meu hobby, acho que depois da minha atividade política a minha paixão pelo futebol é uma coisa que contagia o meu coração. E tenho amor por um clube, mas esse amor se restringe aos 90 minutos da peleja, depois disso sou amigo dos outros torcedores.
E é isso que a gente está querendo propor com esse projeto, ele dispõe nobres Vereadores, sobre a identificação dos torcedores nos estádios de futebol no Município de Campinas. Os clubes, entidades mantenedoras, ou entidades gestoras dos estádios com mais de sete mil lugares, esses torcedores e frequentadores, no ato da compra do ingresso, serão cadastrados, identificados nos termos dessa futura legislação. Mediante a apresentação de um documento oficial de identidade, um RG, carteira de identidade, carteira nacional de habilitação, modelo com foto e qualquer outro documento válido que contenha foto e o número do RG.
E também, neste ato, gravar a imagem do torcedor, do rosto do torcedor, isso não vai levar mais do que 40 segundos, por isso propomos venda antecipada de ingressos. O Brasil vai sediar em 2014 a Copa do Mundo, em 2016 os jogos olímpicos é preciso modernizar. E o que é fundamental? Que a gente comece a fazer isso.
Então, hoje se você for a um prédio, qualquer prédio comercial, você vai se identificar, vai se cadastrar tem um livro você vai colocar seu nome e seu RG. E tem, como tem em todos os bancos, uma micro câmera, um equipamento, um dispositivo que vai fotografar ou gravar sua imagem.
E por que esse projeto é interessante, Vereador Politizador? Porque essa propositura visa minimizar atenuar, diminuir, coibir, e inibir atos e ações violentas que tomam de assalto os estádios de futebol do nosso Brasil. E como se faz isso? Discutindo, conversando, com tudo e com todos. Eu não tenho dúvida que é uma proposta importante e por isso ela precisa ser acrescida com emendas dos Vereadores, ou supressivas, ou aditivas, para que a gente possa na verdade introduzir essa nova legislação no cenário municipal.
Ponte e Guarani, tem uma cor em comum é o branco. É esse branco que tem que ser o macro, é esse branco que é o sinônimo da paz. É paz nos estádios que nós queremos. Que as pessoas de bem possam ir assistir seus jogos, levando seus familiares, com absoluta tranquilidade. Porque, na verdade, é a minoria que apronta, como se diz aí afora.
Torcedores, às vezes, vândalos, torcedores, às vezes, inescrupulosos, fazem, cometem esses dados sob o pretexto de amar o seu clube. Mas na verdade é pela falta de informação educação, que vem lá de trás, que acaba granjeando essa falta da educação e essa onda de violência que varrem os nossos estádios de futebol. Por essas e outras, que eu peço apoio dos nobres Vereadores.
Presidente Leonel Martins de Oliveira do Guarani, já recebeu essa minuta, o Presidente da Associação Atlética Ponte Preta também já recebeu essa minuta de projeto de lei, já estamos conversando. Torcedores a mesma coisa, quer dizer, o que nós queremos na verdade é buscar uma alternativa para que busquemos paz nos estádios de futebol. E para que comecemos já a organização da Copa do Mundo e que Campinas dê o exemplo de civilidade, dê o exemplo que aqui as coisas acontecem e projetos debatidos.
Se as pessoas envolvidas não quiserem, eu vou arquivar o projeto, mas o que eu não posso é deixar de lado essa discussão, deixar de levantar essa discussão é isso que eu quero. Eu não quero ter paternidade de absolutamente nada, se esse projeto poupar uma vida eu me darei por satisfeito.
Então, eu conto com o apreço dessa matéria, que ainda não foi protocolada, porque eu discuti-la a miúdo com tudo e todos e quero dizer se conseguirmos atingir esse intento quem vai ganhar isso é a família campineira e toda as nossas famílias. Muito obrigado e vamos à luta,

 

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