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SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Sr.
Presidente, Srs. Vereadores, distinto, seleto e digno público presente aqui nas
galerias do Plenário da augusta Câmara de Vereadores de Campinas,
telespectadores que nos assistem agora pela TV Câmara.
Olha, eu, com muito pesar, com muita dor no coração, eu volto ao discurso e ao
tema cultura. E já quero dizer que esse será o meu quinto pronunciamento e esse
pronunciamento, Vereador Tadeu Marcos, eu tenho me pautado sempre pelo
equilíbrio e vou continuar assim.
Quero dizer que na Sessão passada, Vereador Vicente, falava do Teatro São
Carlos, que foi inaugurado em 1850. O terreno da municipalidade, com recursos da
comunidade de então, apresentou várias peças, óperas, músicas de toda a natureza
e as famílias faziam cortejo pela cidade para levar as cadeiras.
E até 1875, nos 25 anos seguintes, ele foi iluminado por luz de velas e
candeeiros a gás. E em 1886 foi apresentada a peça “A dama das camélias”. Então,
Campinas sempre esteve sempre como berço de cultura do nosso país, do nosso
Estado de São Paulo.
Naquela época, Vereador Tadeu Marcos, não tinha água, luz e rede de esgoto, mas
tinha o teatro, hoje, felizmente, nós temos tudo isso, mas não temos teatros.
Então, eu quero dizer que Vereador Líder do Governo, Vereador dos mais
simpáticos e mais brilhantes desta Casa, eu quero dizer o seguinte, tem uma
frase eu aprendi muito com o Governador Montoro, quando eu era Presidente da
Juventude Latina Americana pela Democracia, toda segunda-feira eu estava em São
Paulo e o Montoro me dava os livros de Jacques Maritain, eu lia muito Jacques
Maritain. E tem uma frase que eu pincei aqui hoje: “Quando a gente eleva a
discussão, a gente se encontra”. Então essa discussão eu acho que tem que ser
sintonizada no que representa a cultura no seio do povo campineiro.
SR. VEREADOR THIAGO FERRARI (PMDB): Um
aparte, Sr. Vereador?
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Eu
acho... Daqui a pouco, Vereador.
Eu acho que textos infantis, grosseiros, dantescos, desconectados não levam a
lugar algum. E reproduzindo as palavras do Prefeito Dr. Hélio, quando disse do
respeito que ele tem pela oposição desta Casa, ela falava: “Essa oposição tem
cara, vai ao debate e aponta as alternativas para a cidade”. Então é importante
que o Dr. Hélio, inclusive que a gente possa montar uma comissão falar com o Dr.
Hélio, para mostrar a precariedade, a falta de manutenção de serviços dos
teatros de Campinas.
Por exemplo, Vereador Tiago, o Castro Mendes. O Castro Mendes, hoje está cercado
por um tapume, cujas pichações já estão amareladas em função do tempo, não é?
Felizmente está cercado por tapumes, está cercado com tubo de concreto como fora
no passado na prefeitura. Mas, na verdade, encontra-se com a marquise quebrada,
com os vidros quebrados, em petição de miséria.
O Teatro Centro de Convivência, já estive aqui em outras quatro ou cinco
oportunidades para falar isso em alto e bom som, o ator global Thiago Lacerda
disse que é um chiqueiro, tem infiltrações e nós fizemos um trabalho em cima
disso
Quer dizer, então é o momento de nós, Vereadores, de uma maneira institucional,
não queremos aqui industrializar o pavor, mas de uma maneira institucional
conversarmos com o prefeito, que eu tenho certeza que o prefeito vai entender
esse drama que vive os teatros de Campinas, não podem continuar assim.
Quer dizer desde que o Rui Novaes, de uma maneira abrupta, desastrosa, demoliu o
Teatro Municipal, que fora construído por Orozimbo Maia, em 1930, depois de ter
derrubado o Teatro São Carlos, aquele Teatro São Carlos que era muito importante
à época para Campinas.
Então, na verdade, Vereador Thiago Ferrari, é o momento de profunda reflexão.
Nós precisamos mobilizar a sociedade, sair do imobilismo e conversarmos com o
prefeito, para que possamos de uma maneira veemente, clara, óbvia, buscar uma
alternativa concreta, palpável, para que nós possamos ter um teatro digno, que
esteja à altura das dimensões, das tradições e das grandezas de Campinas.
Com a palavra Vereador, nobre colega que sempre me aparteia aqui e sempre está
debatendo assuntos da cultura, Vereador do PMDB, Vereador Thiago Ferrari. Eu
quero dizer Vereador, que, em 1970, o Teatro Castro Mendes, foi inaugurado pelo
Governo do PMDB, era o Cine Casa Branca, datado de 1953, pelo Governo do PMDB, e
depois o Centro de Convivência. E também nós todos fazíamos parte do PMDB
naquela época.
Desde então fez-se pouco, então está no momento de nós descruzarmos os braços e
abraçarmos na verdade essa causa, que é uma causa de todos nós, que a cultura
gera independência, emancipação, conhecimento e um povo com memória e não um
povo com amnésia total, como às vezes a gente sente por falta de cultura.
SR. VEREADOR THIAGO FERRARI (PMDB): Vereador
Gilberto Biléo Soares, eu
gostaria de fazer duas reflexões com relação a sua fala.
Primeiro lugar é importante a cultura, que a cultura é a alma da nossa cidade,
tanto é que no meu gabinete eu tenho as fotos--
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): É seu
projeto, não é Vereador?
SR. VEREADOR THIAGO FERRARI (PMDB): --da demolição
do Teatro São Carlos, porque eu acho que a gente não pode jogar fora, não pode
deixar que aconteça isso com a história da nossa cidade.
Isso para os meus Assessores, para as pessoas que vão me visitar, e para mim
mesmo, lembrar disso daí, para a gente sempre estar construindo e não
destruindo.
Com relação a sua fala, Vereador, eu gostaria de fazer duas ressalvas. A
primeira, que eu acho que a questão da cultura, a gente tem que ampliar um
pouco, não é só a questão dos teatros, os teatros são simbólicos, mas friso,
bato o pé novamente que nós devemos também montar--
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): A
organização da sociedade.
SR. VEREADOR THIAGO FERRARI (PMDB): --se organizar
para que a gente dê força aos movimentos culturais, força para as pessoas
envolvidas como a Tavares, a Regina Tavares que está envolvida, PSDB histórica,
para que ela também possa ter voz e contribua na construção dessa política
pública para a cultura.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Esse
projeto do senhor, o senhor deveria chamar uma Audiência Pública e convidar os
Vereadores para a gente debater a cultura na cidade.
SR. VEREADOR THIAGO FERRARI (PMDB): Estamos
fazendo Audiência Pública, agora a gente vai às regiões para que a gente possa
respeitar a diversidade cultural de Campinas. Então, vamos também, além dos
próprios municipais, olhar também para os movimentos culturais.
Uma segunda coisa que eu gostaria de ressaltar, Vereador, eu tenho certeza, o
Vereador Francisco Sellin, Líder de Governo está aqui, eu acho que ele pode se
comprometer, e eu falo até por ele, vamos se tiver proposta de melhoria, de
parceria até, ou de soluções para que a gente possa resolver a questão dos
teatros municipais, V. Exa. vai ser muito bem vinda. Eu tenho certeza e a gente
aqui da base aqui convive com a preocupação do Prefeito de recompor a história
dos teatros municipais, da caravela, são cartões postais da cidade que não
representam apenas um próprio público, representa uma história de uma cidade.
Então, eu estou aqui para reforçar, para estar do seu lado--
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Mais uma
vez, não é Vereador?
SR. VEREADOR THIAGO FERRARI (PMDB): --havendo
proposta nós estarmos juntos. Nós nos comprometemos, me comprometo em a gente
marcar e levar para o prefeito propostas para que a gente possa suprir essa
carência da nossa cidade. Obrigado.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Há
propostas de Vereadores, de por exemplo, montar, formar uma Comissão, se não
aqui mesmo, formar uma Comissão de Estudos, eu lanço isso para a recuperação dos
teatros de Campinas. Podemos formar uma comissão suprapartidária, no sentido de
estar estudando, chamando técnicos, profissionais da área para que a gente possa
além de organizar a sociedade cultural de Campinas, termos teatros para que as
pessoas possam estar ali representando a arte e a cultura de Campinas.
Na terceira parte eu vou voltar à Tribuna para falar sobre as praças públicas de
Campinas. Meu médico pediu para ficar em pé hoje, então, vou passar o tempo todo
na Tribuna.
SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES
(PSDB): Quatro minutos.
Sr. Presidente, Srs. Vereadores, distinto e seleto público presente,
telespectadores da TV Câmara, eu vou ser bem rápido.
Eu fiquei atentamente ouvindo os discursos, hoje eu já me posicionei e fiz o
quinto posicionamento no que diz respeito da recuperação dos teatros da nossa
cidade e etc., eu fui lá atrás buscar 1850, Teatro São Carlos como é que era
antes da água, da luz, nós tínhamos teatro, que Campinas é culta, progressista,
até no hino de Campinas a letra está o progresso, para tirar a Carlos Gomes lá
atrás, Campinas seria a cidade do progresso, então nossa cidade é uma cidade
fértil e, realmente, uma cidade importante no que diz respeito a isso.
Mas o que também motiva aqui é fazer uma avaliação sobre a história do trânsito,
acho que tem que ter parcimônia, paciência, isso houve com o Rótula, etc. eu
acho que precisa dar tempo ao tempo para a gente na verdade verificar se isso
veio para ficar realmente, se precisa ser lapidado, burilado, enfim é importante
a gente estar discutindo e essa Casa tem debatido constantemente todos as
assuntos pertinentes à cidade, isso é um ponto positivo ao Legislativo
Municipal.
Eu queria falar também sobre a questão da Igreja do Rosário. A Igreja do Rosário
e o Teatro Municipal são duas coisas que estão dentro do meu coração e meu
coração chora quando eu falo sobre isso. Eu fiz alguns estudos e a Igreja do
Rosário poderia ter feito, o Prefeito Rui Novaes poderia ter feito ao invés de
demolir a Igreja do Rosário, poderia ter feito o carro passar ao largo da Igreja
do Rosário, e hoje a Igreja do Rosário estaria aí, não teria investido recursos
na Igreja do Rosário que hoje está lá no Chapadão, perto do Castelo. Foi o
primeiro erro do Rui Novaes, que era o meu amigo pessoal, mas eu não estou
criticando o finado Rui Novaes sobre o ponto de vista pessoal, e sim sob o do
ponto de vista político.
E a tragédia total foi a demolição do Teatro Municipal, lá atrás da Catedral
hoje lá não nasce mato e não nasce capim, porque eu não sei se foram as pragas
do deuses, se isso é possível, que impediram lá, aquilo lá não acontece nada é
um buracão ali e lá hoje seria o Teatro Municipal de grandes histórias, grandes
espetáculos, óperas, musicais, peças teatrais, enfim, isso que eu queria
registrar e gostaria de consignar e assinalar aqui.
E dizer que precisamos fazer alguma coisa pela cultura da nossa cidade. E
recuperar a questão física, os nossos teatros é importante, porque lá os grandes
artistas vão fazer suas interpretações, vão levar cultura aos rincões de
Campinas. Não é possível cair um refletor, só falta morrer alguém para alguém na
verdade tomar ciência que precisa arrumar, reformar o Centro de Convivência,
reformar, entregar o Teatro Castro Mendes.
Por isso que a gente pensa até em montar uma Comissão de Estudos pela
recuperação dos teatros. E também para falar dos museus. Os museus que estão à
deriva, tem os Elos(F) aqui, que é um lutador emblemático nessa questão dos
museus.
Então gente, a cultura é fundamental é um indutor da cidadania plena. A cultura
nos liberta, nos emancipa, quer dizer nos dá independência, enfim, é fundamental
que a Câmara volte seu olhos de uma maneira institucional, crie uma Comissão e
possa na verdade conseguir mostrar ao prefeito que realmente é uma doença
crônica a cultura de Campinas, precisamos colocar o dedo nessa ferida e mudar a
cultura de Campinas, porque aí vamos ter um povo mais politizado, mais culto,
mais preparado e mais cônscio dos seus direitos e deveres.
Muito obrigado.
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