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SR. VEREADOR LUIS YABIKU (PDT): Concordo com
o senhor. Vereador Gilberto Biléo
Soares, pois não.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): É uma honra
poder novamente--
SR. VEREADOR LUIS YABIKU (PDT): É uma honra,
Vereador.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): --com V.Exa.,
mas eu quero dizer que infelizmente a questão da segurança é uma questão crônica
que toma de assalto o País, de norte a sul, leste a oeste, e a grande
preocupação que nós temos é que sabemos que é preciso combater as drogas, os
traficantes, construir presídios federais, o que não ocorre.
Então, na verdade, quer dizer, o Governador José Serra tem feito das tripas o
coração para tentar minimizar e atenuar o drama que toma também o Estado de São
Paulo; e na medida do possível tem conseguido isso, quer dizer, na verdade,
equipando a polícia, com novos homens e etc. Na verdade, isso não é um mal de
São Paulo, mas São Paulo tem saído na frente e tem feito um esforço hercúleo
para dar segurança à nossa região de Campinas, Sr. Vereador, Vereador Luis
Yabiku.
Muito obrigado.
Com a palavra, o nobre Vereador Gilberto
Biléo Soares, terá a Tribuna por até dez minutos.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Sr.
Presidente, Srs. Vereadores, Sra. Vereadora, Vereadora Leonice da Paz, distinto
e seleto público presente, aqui, nas galerias da egrégia Câmara Municipal de
Campinas, telespectadores da TV Câmara.
É com grande satisfação e com muita felicidade que, hoje, dou a noticia para
toda a Cidade de Campinas, que o Prefeito Hélio de Oliveira Santos acaba de
sancionar um projeto de nossa autoria, que autoriza o Executivo a instituir o
Programa de Combate ao Bullying Escolar, de ação interdisciplinar e de
participação comunitária das escolas públicas do Município de Campinas.
Depois de seis meses de debate, onde os Vereadores foram envolvidos, as forças
vivas e a sociedade civil organizada de Campinas se engajaram, participamos de
palestras e felizmente o Prefeito se mostrou extremamente sensível e sancionou
esse projeto que é uma maneira de, na verdade, já em tenra idade, educar os
nossos alunos, as pessoas em idade escolar.
Na verdade, muita gente quer saber ainda, Vereador Jorge Schneider, que o é
bullying. Bullying é uma parava de natureza inglesa que quer dizer satirizar,
ridicularizar, ameaçar, humilhar, amedrontar, não é? Denegrir e etc e tal. Na
verdade, é um indivíduo no período escolar que, sem uma aparente manifestação
contraria, ele consegue, na verdade, fazer tudo isso ç pessoa ou um grupo. Sem
uma justificativa, sem uma manifestação aparente, sem ser provocado e o
bullyista, na verdade, anda solto aí pelas escolas de Campinas e pelas escolas
do Brasil. A gente tem notícias aqui de Campinas, do Estado de São Paulo e do
Brasil. E, na verdade, o bullying, é de diferente da brincadeira, porque, na
verdade, ele é sistemático, repetitivo, intencional e, como já disse, sem uma
motivação aparente, diferentes da brincadeira.
E quais são as ações e os atos do bullying? Intimidação, humilhação, como já
disse discriminação, insultos pessoais, apelidos pejorativos, gozações que
magoam comentários jocosos, acusações injustas, ridicularização do outro e assim
por diante. E como atitude, ele pode ser sexual, verbal, físico, exclusão
social, psicológica, moral, virtual e material, por isso confeccionamos,
conseguimos conceber um programa que atua exatamente na ferida, na linha do
diálogo, envolvendo professores, diretores, funcionários, pais, alunos,
comunidade escolar, para discutir e promover o bem estar, promover o diálogo,
sedimentar princípios de valores na busca de atenuar e minimizar o drama que
vive essas pessoas que são vítimas do bullying.
Na verdade, tanto o agressor como o agredido levam a ad eternum sequelas, porque
o agredido, ele se torna introspectivo, tímido, inibido, e o agressor é o
valentão, é o espertalhão, é o forte que quando saí para a vida a fora, com as
convenções concebidas pela sociedade, vai encontrar um paredão, vai bater de
cara no paredão, e também vai ter passado grandes dificuldades de
relacionamento.
Então, este programa, visa exatamente buscar educar as pessoas, não punindo, mas
com diálogo camarada, franco, aberto, conversando através de palestras,
simpósios, seminários, cartilhas, orientações, ações educativas de todos nós, no
período escolar, e toda a comunidade, para tentar realmente buscar um caminho
mais palpável, mais concreto, como disse o Vereador Jorge Schneider, para que a
gente tenha realmente paz no coração, para que a consigamos realmente ter uma
geração mais sadia, mais forte, que pense efetivamente nos destinos da nossa
pátria.
Com a palavra o nobre Vereador, que é uma súbita honra conceder lhe a palavra
para que o senhor possa discorrer também sobre esse projeto, o nobre Vereador
Thiago Ferrari.
SR. VEREADOR THIAGO FERRARI (PMDB): Agradeço
muito, Vereador Gilberto Biléo Soares,
com quem tenho muito aprendido.
É importante frisar que esse projeto de extrema sensibilidade de V.Exa. é uma
semente, que nós não podemos tratar como consequência, mas como causa e
descobrir e ter a sensibilidade para tratar, saber lidar com o porquê desses
bullyings, e o senhor foi muito feliz em falar que ele gera uma consequência
para a vida toda.
E precisamos ter nessa semente o início de mudanças, para que nós tenhamos
reafirmação de valores dentro da nossa sociedade. A nossa sociedade está
precisando reafirmar valores, tanto institucionais quanto valores de
convivência.
Então, eu vejo aí com muita alegria a aprovação do seu projeto, assim como eu vi
com muita alegria a apresentação do seu projeto, que é de uma sensibilidade, e é
isso que nós estamos precisando dentro da nossa sociedade, dentro do nosso dia a
dia, e o senhor para mim é uma referência. Como antes bullying, aqui como novato
da Câmara Municipal, o senhor sempre me incentivou, sempre me deu palavras de
força e é isso que a gente precisa dentro da nossa sociedade.
Muito obrigado, Vereador.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Olha,
Excelência, Vereador Thiago Ferrari, o senhor também faz parte do coração desse
projeto.
Vamos ajudar agora a fazer valer essas ideias junto com a Prefeitura, com a
Câmara Municipal, com a comunidade escolar, para que a gente tenha muito mais
paz e jovens que realmente pensem na construção de um dia melhor.
Então, na verdade eu gostaria de aproveitar a oportunidade, se der tempo, citar
alguns exemplos de bullying. Eu vou citar o exemplo que aconteceu lá em Taiuva,
em 2003. O menino frequentemente era chamado de gordo, quando os coleguinhas
cansavam de chamar de gordo, começavam a chamar de mongolóide, cansando os
meninos de chamá-lo de mongolóide, começaram a chamar de elefante cor de rosa.
Ele ficou aturdido, perplexo e resolveu, então, tomar vinagre, e durante o tempo
para não ser mais obeso, emagrecer e etc.
Aí os coleguinhas descobriram que ele tomava vinagre. Não tenham dúvidas os
senhores que partir daí o apelido passou e a gozação passou a ser a seguinte:
“Olha o vinagrão aí”. Aí ele entrou em profunda depressão, Vereador Vicente
Carvalho (Vicente da UPA), muito magoado, muito triste, pegou uma arma, foi à
escola, matou seis coleguinhas, o zelador, a professora e deu fim à vida, e deu
cabo à vida.
Outro em Pernambuco imaginem só os senhores, um aluno que foi transferido do Rio
Grande do Norte para Pernambuco, Recife. Em função do sotaque, ele era alijado
do seio da comunidade, não queria mais ir à aula, e depois de um longo tempo,
Vereador Luis Yabiku, foi achado seu cadáver. Outro, na Bahia, outro menino,
alijado, também, do círculo de amigos, humilhado: “Quatro olhos, você é isso,
você é aquilo, você é magro, feio, baixo”, e além dos insultos de natureza
pessoal, verbal e material, esse menino chegava, ele usava óculos, ele chegava
na escola, tiravam o óculos dele, pisavam nos óculos dele, jogavam os livros
dele e colocavam no lixo. Esse menino ficou louco, ele ia ser o grande terror do
Brasil, ele foi lá e matou... As aulas estavam suspensas, foi na aula de
informática, matou a professora e três alunos.
Então, é isso que a gente quer evitar. Se a gente puder com esse nosso trabalho,
com o apoio da minha Assessoria, das assessorias aqui, dos Vereadores, poupar
uma vida, esse Vereador estará extremamente feliz por isso.
Então, se o projeto tem essa direção, muito obrigado a todos vocês que ajudaram.
Esse projeto não meu, não é a minha paternidade esse projeto, é a paternidade da
cidade de Campinas que mostra como é diferente nos projetos. Parabéns Campinas
por esse projeto, parabéns Prefeito e Câmara Municipal por termos esse projeto
como instrumento de termos uma educação diferenciada no futuro para os nossos
filhos.
Muito obrigado.
[palmas]
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Nobre
Vereador Paulo Oya, um aparte, por favor?
SR. VEREADOR PAULO OYA (PDT): Pois não,
Vereador Gilberto Biléo Soares.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Antes de mais
nada, é uma honra poder apartear V. Exa., sobretudo no que diz respeito a uma
moção cuja reivindicação é palpável, concreta e justa. Na verdade, valorizar o
pesquisador é, seguramente, valorizar o conhecimento, é valorizar a vida, porque
é valorizar a independência do nosso país.
Então, o senhor acerta em cheio, sinaliza dentro de um contexto dos mais
interessantes. E eu aproveito também a oportunidade para enaltecer, registrar e
destacar a presença do meu amigo Laerte, amigo de longas jornadas e batalhas
políticas, sempre a favor do povo de Campinas, mas é fundamental também a gente
destacar que o Governo José Serra é um Governo consistente, que está sintonizado
com a ética, com a dignidade de grandes obras. E eu acho que quando existe um
hiato no que diz respeito à questão da pesquisa, a gente deve sim propor uma
moção, apoiar essa moção, para que se sensibilize mais ainda o Governador que,
felizmente, não faz um Governo de alegorias, de pirotecnias, faz um Governo
austero, sério. O São Paulo que nós conhecemos, porque existem cidades que nós
não conhecemos, são ocultas, os problemas são ocultos.
Então, eu quero parabenizá lo, destacar V. Exa., fazer coro a essa moção, e eu
apóio, o PSDB apóia. E eu acho que são atos, ações, nessa direção que a gente
consegue efetivamente chegar a bom termo e ao denominador comum.
Muito obrigado.
[palmas]
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Um aparte,
Sr. Vereador.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Sr.
Presidente, tucano, Vereador Valdir Terrazan, Srs. Vereadores, distinto e seleto
público presente, telespectadores da TV Câmara. É um assunto - levantado pelo
nobre, probo e digno Vereador Paulo Oya - extremamente importante, envolvente, e
a gente está aqui, hoje, para assumir compromissos. Sabemos nós que, na verdade,
a pesquisa é o fulcro, é a essência, é o brotar, é o pulsar do conhecimento, da
nossa independência, por isso, nós queremos conhecer mais diretamente quais são
os fundamentos, as razões elencadas pelas pessoas que aqui estão, e queremos
somar esforços no sentido de irmos juntos.
O Vereador Petterson Prado acabou me sensibilizando mais ainda, quer dizer,
podemos estar procurando o líder ou o Secretário da área, ou alguém da Casa
Civil. Falei com o Vereador Valdir Terrazan, podermos ir juntos ver se
conhecemos mais quais são as reivindicações, amiúde, de distinto e seleto grupo.
Grupo que está, na verdade, para buscar alternativas, como já disse, concretas e
palpáveis para emancipação do nosso país e para melhoria da qualidade de vida do
nosso município, do nosso Estado e da nossa nação.
Me sensibilizou, também, o Vereador Petterson Prado, quando lembrou, citou Mário
Covas, nosso amigo, um grande tucano, que certa vez disse: “Olha, não tenho
dinheiro, mas vocês são pesquisadores, vamos dar um jeito”. E me lembrei que,
muito menino, ainda, muito jovem, na juventude do PSDB, eu cheguei ao Governador
Mário Covas e lhe disse: “Governador, precisa fazer mais comunicação, mais
publicidade”, aí ele me disse: “Petterson, eu prefiro construir 50 mil moradias
a fazer comunicação e publicidade”. E depois teve dificuldades para passar ao
segundo turno disputando pari passu com Marta Suplicy, porque não divulgava as
ações do seu Governo. E depois, passando para o segundo turno, foi aquele
massacre, aquela lavada em cima do Paulo Maluf, que ele conseguiu através da
televisão, dos meios de comunicação institucionais, mostrar a que veio um
Governo consistente, de conteúdo ético, de plenas realizações, que São Paulo
teve com mio Mário Covas.
Então, eu quero dizer, nessas rápidas palavras, que nós, do PSDB, achamos e
entendemos que o Governo do PSDB tem feito tudo para buscar a melhoria e a
qualidade da vida do nosso povo, com grandes obras, que a gente ficaria horas e
horas aqui para elencá-las. E onde há um problema nós precisamos, sim, assumir
os erros e as dificuldades que às vezes temos. Nós não estamos aqui para falar e
encobrir eventuais desencontros, obviamente, que são situações, às vezes,
momentâneas. Agora, eu quero dizer para esse grupo que está aqui: Democracia não
é uma palavra vaga, democracia é uma palavra universal. E democracia é
planejamento, organização, envolvimento, pressão, e é essa pressão política que
nós devemos fazer, e, sendo assim, contem com o nosso beneplácito, com o nosso
apoio, com o nosso envolvimento, com o nosso engajamento, nessa causa, que é
causa do país e, por isso--
SR. VEREADOR FRANCISCO SELLIN (PDT): Nobre
Vereador, V. Exa., assim que puder, me dá um aparte?
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Pois não, é
uma súbita honra conceder lhe um aparte e debater com V. Exa., decano dos
Vereadores de Campinas.
SR. VEREADOR FRANCISCO SELLIN (PDT): Muito obrigado, nobre Vereador Gilberto
Biléo Soares. Nobre
Vereador, mas eu tenho uma grande preocupação, e também acho que V. Exa. tem, o
que nós percebemos hoje - e não é nesse Governo, mas é ao longo de Governos
passados, e que vem até esse - me parece que a intenção, dos Governos anteriores
e esse, é acabar com os pesquisadores, é acabar com as pessoas que apresentam
uma ciência em nosso Estado, visto que uma coisa de vulto nacional ou até
mundial - que era o Instituto Agronômico, que era a CAT(F), e que eram outros
órgãos - o próprio Instituto Biológico, hoje, o prédio do Instituto Agronômico
está pautado para que sejam unidas todas as instituições que estão sediadas na
área do Estado de São Paulo, aqui da nossa região, que venham para cá, venham
ser sediadas em Campinas, no prédio do Instituto Agronômico.
Então, me parece que a preocupação do Governo - e volto a repetir: Não é essa
preocupação, de vários Governos - é mesmo extinguir com os pesquisadores, diante
de ir matando aos poucos, com os salários que vem sendo remunerados esses
grandes homens e mulheres que estudaram e que apresentam um grande trabalho para
o desenvolvimento do país, do Estado, em especial do Estado de São Paulo.
Então, essa preocupação eu gostaria de estar passando a V. Exa., que com certeza
tem mais conhecimento do que a mim, mas é uma preocupação que o Governo precisa
mudar, a consciência e a direção de proteger e - não só a na remuneração, mas
também na existência - dessa população e desses cientistas ou pesquisadores, que
estão aí reivindicando um melhor salário, porque é uma vergonha o salário que é
pago a eles.
[palmas]
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Não tenha
dúvida. Às vezes há dificuldades de toda ordem. Por exemplo, aqui em Campinas,
nós queríamos que fosse reajustado de acordo com a inflação, e aqui foi
parcelado o reajuste, foram 3%, e depois, agora, estamos esperando os 2.56%.
Obviamente que, às vezes, se busca concentrar o núcleo da inteligência, para que
você busque melhores caminhos e melhores alternativas, mas, no que diz respeito
a sua preocupação, fique tranquilo que o Serra, o governador Serra, é fruto
perfeitamente da academia, e sabe muito bem o que deve fazer. Como professor,
jamais poderia dar às costas aos pesquisadores.
Se há um momento de dificuldade, vamos buscar um caminho fecundo, que a gente
consiga efetivamente fazer valer os ideais, o ideário de todos esses
pesquisadores, para que a gente tenha, assim, um Brasil mais tranquilo, um
Brasil melhor, um Brasil com uma pesquisa aflorando, porque o Brasil está
crescendo por causa da estabilidade econômica, lá atrás, que o Governador Lula
seguiu. Está crescendo por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal, está
crescendo porque na nossa época não houve aparelhamento em hipótese alguma.
Então, eu quero dizer que esse é o momento, e por isso eu volto ao meu nobre e
decano Vereador, sua preocupação é interessante, mas quero dizer que fique
tranquilo, que o José Serra deverá levar esse Estado e, seguramente, levar
depois o Brasil a um país aonde a pesquisa seja o centro das atenções e granjeie
exatamente o interesse do povo brasileiro. Muito obrigado.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Vereador, um
aparte, por favor. Quem fala da Polícia ou do Governo do Estado de São Paulo é
porque não conhece os outros Governos, porque aqui, na verdade, o policiamento é
muito bem equipado e muito bem aparelhado, e está sempre presente na rua. O que
falta, na verdade, e a gente tem que destacar isso, é valorizar mais o policial,
talvez abrir um número maior de vagas, quer dizer, que as pessoas sejam
guindadas, que venham em função de um bom salário e etc., mas é uma Polícia, é a
melhor Polícia do Brasil, é a Polícia paulista. E precisa construir presídio
sim, sobretudo presídio federal, para prender os traficantes, porque as drogas
que infestam o nosso país é que são responsáveis por isso, como a falta de
educação e outras coisas.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Sr.
Presidente, tucano Vereador Valdir Terrazan, Srs. Vereadores presentes, Sras. e
Srs. que nos assistem aqui nas galerias da Câmara Municipal de Campinas,
telespectadores da TV Câmara.
Eu queria falar um minutinho do Café Regina, depois eu vou abordar outros temas.
Hoje é aniversário de 157 anos do Café Regina, o cafezinho foi franqueado lá. Há
25 anos ele está sob o comando do Jorge do Café Regina, o Jorge Vaz. Lá, o
encontro da tristeza, da alegria, dos amigos, lá dos conchavos políticos, e quem
vai lá... Todos os políticos, os profissionais liberais, todo o povo de Campinas
passa pelo Café Regina. A repercussão é muito grande.
Então, parabenizar, na verdade, o Café Regina, que está completando hoje 157
anos. Estivemos hoje lá, à tarde, dando um abraço no Jorge. Então, está
registrado, aí, o nosso apreço e o nosso carinho pelo Café Regina, que faz parte
da cultura da cidade de Campinas.
Eu queria dizer que por convite do nobre e digno Vereador Josias Lech - ou Lech,
eu prefiro falar Lech – meu amigo, Vereador do PT, que, em minha opinião, é um
dos grandes Vereadores desta Casa e um dos grandes Vereadores do PT, por que nos
vinte e tantos anos de militância política, poucas vezes eu vi um Vereador tão
preparado, tão sintonizado com os anseios de nossa comunidade. Por convite do
Vereador, estivemos - ontem ou anteontem, ontem - na EMDEC. Passamos lá o
período da manhã, conhecendo o trabalho, por que o Vereador precisa estar
fiscalizando, precisa estar conhecendo. Fiquei muito impressionado com o
trabalho da CIMCAMP. Entramos lá, são 340 câmeras nos vigiando, é um Big
Brother. Aí mostraram lá cenas de assalto, de acidentes de trânsito, de pessoas
jogando lixo onde não devem jogar. Então, eu quero parabenizar a Administração
no que diz respeito a isso, muito bom o trabalho. E - como eu falo sempre nessa
Tribuna - eu venho aqui para apontar os erros e as falhas do Sr. Prefeito, mas
também estou aqui, contudo e todavia, para ser convencido dos seu acertos. É um
acerto a CIMCAMP, a parceria com a iniciativa privada.
Então, o Prefeito e a Administração estão de parabéns. Todavia, eu também--
SR. VEREADOR JOSIAS LECH (PT): Um aparte,
Vereador Biléo Soares?
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Pois não, Sr.
Vereador.
SR. VEREADOR JOSIAS LECH (PT): Que eu acho
que o senhor até vai mudar de assunto.
Eu quero agradecer, também, as suas palavras e retribuir da mesma forma, também
o meu apreço a V. Exa. e a satisfação de tê-lo conhecido.
Logo, inclusive, no primeiro dia, ele falava isso ontem, e de forma emocionante
o senhor me deu um abraço, aqui, dizendo que eu já fazia parte da história e era
para acreditar que eu teria espaço em Campinas, através do Parlamento, tendo em
vista que eu reconheço, e, humildemente, eu continuo me apresentando e
batalhando, por que reconheço não ser da cidade e ter vindo a não muito tempo
aqui, e V. Exa. foi quem me deu, aqui, já no primeiro dia, um abraço, que me deu
segurança para continuar esse trabalho.
Muito obrigado pelas palavras.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Campinas
acolhe as pessoas inteligentes e sensatas como V. Exa., Vereador Josias Lech.
Quero dizer que recebi, ontem, a visita de frequentadores - Cida, 34ª Vereadora
- recebemos aqui, ontem, a visita de frequentadores da Praça Maior. Eu já vim
aqui, coloquei o dedo na ferida, fiz requerimentos, fiz, pelo menos, vinte
indicações, a respeito da Praça Maior. Até dizia que a Praça Maior, Pedreira do
Chapadão, teria virado Praça Menor, e que não estava à altura do grande
estadista, Sr. Diretas, Ulysses Guimarães. E também não estava à altura, bem
como, da nossa cidade de Campinas, capital da Região Metropolitana.
Estive lá, em companhia do Marquinho, o meu Assessor, da Regina Faneli(F), e
ficamos impressionados com o retrato de abandono que deparamos lá. Entramos pela
portaria, tinha um rádio ligado em alto e bom som, no último volume, tocando uma
música caipira, não tinha funcionários, estava à mercê da sorte aquela praça.
Tinha uma imensidão de paralelepípedos, em cujas frestas brotavam capim e mato,
que chegava ao joelho.
Conversei com os meus dois assessores e fomos ao banheiro, Vereador Antonio F.
Santos (O Politizador), e lá deparamos com pichação, com torneiras enferrujadas,
os vasos sanitários com limbo... Tinha lá um colchão e um cobertor, eu acho que
alguém dorme, à noite, lá. Aí resolvemos criar coragem e atravessamos aquela
imensidão de paralelepípedos, com mato até o joelho, e verificamos a presença da
placa - suja, desgastada, corroída, com as letras caindo - e olhamos para a
figura do... A escultura do Dr. Ulysses Guimarães, o homem da redemocratização,
o Sr. Diretas, a escultura, modernista, danificada.
Aí, percorremos os olhos ao lago, fomos caminhando, senti a água parada, fiquei
preocupado com a dengue. Aí eu falei, inclusive, aos meus assessores: “Eu quero
atravessar a ponte, vamos do outro lado, tem um parquinho, quem sabe esse
parquinho esteja mais bem conservado, esteja mais conservado”. Quando fui
atravessar a ponte, a ponte quebrada, com os ferros, assim, dez centímetros
brotando, exatamente, das madeiras, uma coisa impressionante. Não dava para
atravessar, e, de lá, pudemos avistar que o playground estava coberto pelo capim
e pelo mato. Eu pensei: “Vou me sentar”. Quando olhei, todos, literalmente
todos, os bancos quebrados. A sorte é que eram 11 horas e 45 minutos, estávamos
à luz do dia, sob o sol escaldante, por que todas as luminárias, todos os
holofotes, danificados, deteriorados e quebrados. Não tinha uma lâmpada.
E fiz essa denúncia, fiz requerimentos, faz mais de seis meses, e ontem um grupo
me procurou, chegou ao meu gabinete um senhor que chama José Pereira e um senhor
chamado Capitão José, chegaram ao meu gabinete dizendo que as coisas até
pioraram. Quer dizer, acontecendo situações que vândalos, delinquentes,
meliantes, bandidos, estão tomando de assalto, na praça, no lugar de gente do
bem. Então precisamos denunciar isso e apontar esse erro, para que seja
corrigido. Eu quero ajudar Campinas. A nossa posição de oposição é responsável,
a favor de Campinas, equilibrada, para buscar alternativas para que a gente
tenha mais qualidade de vida, para que os frequentadores possam usufruir de uma
praça que nasceu sob a égide democracia.
Bom, aí, Cida, Danilo, amigos que estão nos assistindo aqui no Plenário da
Câmara Municipal. O senhor José Pereira, Vereador Prof. Alberto, anda com um
apito. De vez em quando mandam uma pedrada nele. Quando vê uma coisa diferente,
uma coisa que foge ao bom senso, ao senso comum, à realidade da dignidade e da
ética, ele apita. É o José do apito, lá, para tomar conta, tomando a Justiça com
as próprias mãos, no lugar dos funcionários da Prefeitura, que têm que fazer
isso.
Então, meu Deus, eu faço um pedido ao Prefeito, para que acolha essa sugestão,
eu acho que o Prefeito não conhece, eu vou encaminhar para ele. Eu tenho essa
liberdade, por que é um democrata, e como eu sou um democrata, a gente conversa
em alto nível. Levar essas proposições nossas para que a gente comece a tocar do
dedo naquela ferida, porque não pode continuar assim. É uma praça maravilhosa,
datada de 1930, e daquela pedreira boa parte da Anhanguera foi construída, e boa
parte da cidade, que tem uma história, efetivamente, em nosso município. E agora
está sem história, está sem vida, está sem harmonia, está sem gente.
Então, vamos povoar de coração, de alma, de pessoas, aquela praça. Depende do
Prefeito e depende de nós, Vereadores, estarmos aqui nos posicionando e
mostrando esse erro, que é um erro importante.
É uma praça esquecida, é uma praça abandonada, e nós, Vereadores, como fiscais,
estamos apresentando esse elenco de críticas, mas também um elenco de sugestões,
para que a gente possa viver feliz na região, que os moradores de Campinas
possam ter mais um local de lazer, mais um local em que possam se divertir, que
possa ter shows, que se construa um teatro lá, não sei... Enfim, as propostas
estão aí para que a gente possa trabalhar, e nós estamos aqui para ajudar a
Administração para buscar uma alternativa efetiva para a Praça Maior, porque
senão a Praça Maior continuará sendo a praça menor e não será a Praça Ulysses
Guimarães, mais. Na verdade é isso o que queremos.
Muito obrigado, senhoras e senhores.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Sr. Vereador,
um aparte. É uma honra debater com V. Exa. falando sobre a Escola de Governo e
da Profª. Maria da Piedade.
Na verdade é uma escola que está na linha de forjar líderes. Precisamos ter
novos líderes, que comandem o nosso município, o nosso Estado e o nosso país.
Sabemos o estrago que a ditadura militar fez com o nosso país, mas há tempo, e
há muito tempo para nós recuperarmos essa qualidade de liderança, de processo
democrático, de transparência, de ética, de decência na política, porque a
política, na verdade, como dizia Aristóteles, é a arte, é a ciência na busca do
bem estar, do bem comum.
Então, é fundamental esse trabalho estar sendo desenvolvido sob o comando
auspicioso da Profª. Maria da Piedade, que é uma intelectual de sobeja, de proa,
que, na verdade, tem muito que fazer. E nós precisamos nos somar esforços no
sentido de estarem sempre presentes, por que lá passaram... Estão passando os
grandes líderes do país, para que possamos ter gente preparada para assumir os
destinos do nosso país.
Então, já existe a Escola de Governo em São Paulo e agora existe a Escola de
Governo aqui em Campinas, nós precisamos prestigiar. E o senhor está se tornando
um grande incentivador, eu quero lhe parabenizar, por que o senhor é um
democrata, também, no sentido ipsis litteris da palavra, por que é dos
democratas, e também um democrata, na verdade, o senhor tem se posicionado, na
verdade, está se posicionando a favor, na verdade, da educação política. Educar,
na verdade, na busca do amor, da vida, da conscientização e, sobretudo, da
politização. Quando eu vejo um jovem não ter vergonha de fazer política, para
mim, é um prêmio, é um presente. Vamos deixar de lado “política é pejorativo,
política é isso, política é aquilo”.
Muita gente fala isso, mas nós sabemos que é um caminho para que a gente realize
os sonhos de muitas pessoas. É a arte de ministrar sonhos do povo. Então, nessa
linha, eu queria parabenizar por estar sempre, insistentemente, de uma maneira
consistente, de conteúdo, falando, porque falar da Escola de Governo, falar da
Profª. Maria da Piedade é estar falando em um futuro melhor.
Muito obrigado Vereador Prof. Alberto.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Um aparte
Vereador.
SR. VEREADOR PETTERSON PRADO (PPS): --ele
está deformando essa pessoa. Agora, veja bem, depois desse esforço todo,
deficientes... Gente, eu sou portador de deficiência. Com dez anos eu fui
atropelado por um caminhão da Prefeitura. Queriam me aposentar. Os vizinhos
falavam assim: “Olha, Sr. Pedro” – o meu pai – “aposenta o menino, que ele é
inválido, coitado, ele não vai mais poder trabalhar”. Se meu pai e minha mãe não
tivessem tido a sabedoria na época de falar: “Não, que inválido nada, ele pode
trabalhar e produzir” e quando eu brigava com as minhas irmãs apanhava sim, e
colocava limites, igual era para todo mundo. Se eu tivesse sido tratado como
coitadinho, como inválido, hoje eu estaria usando da minha deficiência como
coitadinho. E é isso, hoje, que fazem os deficientes que estão lá no centro. Já
existe a Lei de Cotas, o Ministério Público tem trabalhado nesse sentido, o
Ministério Público Federal trabalha, as empresas estão pedindo deficientes e não
encontram deficientes para trabalhar.
Todos os deficientes recebem auxílio por mês. Sabe que o estão fazendo alguns? É
tanto dinheiro que recebem que pegam o carro, vão lá – carro que tem, porque tem
carro, tem tudo - vão lá e gastam muitas vezes com bebida, porque é um dinheiro
a mais e não foram educados com isso. Não tem o valor do trabalho, fica muito
fácil a coisa. Trabalham duas, três vezes por semana e ganham dinheiro como se
tivessem trabalhando o mês todo. Nós estamos fazendo isso, quer dizer, é um mau
negócio para todo mundo, é um mau negócio para quem pede dinheiro nos semáforos,
mas é mau negócio também pra quem é atingido nos semáforos, é coagido, é
intimado no semáforo. As pessoas... Quando são mulheres, então, dão por medo.
Tem mulher que fala para mim: “Vereador Petterson Prado, eu já deixo reservado,
porque eu tenho medo”. Já tiveram situações de bater, de dar pontapé na porta,
já teve situações de ameaçar, de intimidar de várias formas. Com a violência que
nós já temos no município, homens, Vereador Gilberto
Biléo Soares, que pegam...
Quando estão sozinhos não dão, mas quando estão com a esposa e com os filhos
dão, porque não sabem o que podem fazer. Eu não dou dinheiro em semáforo, não
dou. Já vieram várias pessoas no semáforo falar: “Você está querendo tirar a
gente” “Eu estou querendo, tem que conseguir um trabalho”. “Não tem trabalho”,
“Não, mas eu falei com o Secretário, consegue emprego, não tem trabalho de
quanto você ganha. Se quer ganhar dois mil reais por mês, como você ganha aqui
no semáforo, você não vai conseguir. Vai ter que fazer curso, vai ter que se
profissionalizar, mas com programas têm condições de conseguir”. Se proíba,
fiscalização simples Guarda Municipal, SETEC, EMDEC, Polícia Militar, Vara da
Infância. Na época eu falei com o Richard Pae Kim, o Juiz. Pedi o Dr. Pae Kim
falou: “Faz um convênio, que, com estrutura, nós vamos trabalhar com as
crianças, para não deixar no semáforo, cobrar responsabilidade dos pais, como
tem que ser cobrado”. É um projeto simples, 90% dos casos, senhores, está
exatamente o quê? No centro da cidade. Então, é uma situação que nós fizemos
estudos, nós vimos, estamos há cinco anos tentando aprovar o projeto, a Câmara
simplesmente negou, sem um debate. Eu falei aqui na Tribuna, não vi um Vereador
vir aqui e falar: “Olha, eu sou contra por causa disso”. Simplesmente se vota
por uma questão de picuinha menor, porque alguém mandou do quarto andar. Isso é
inadmissível, isso é muito triste e mostra que a Câmara ainda tem, o quê? Que
melhorar, aperfeiçoar muito, libertar dessas garras, dessa prisão, que favores,
e alguns acordos acabam fazendo com que a Câmara não tenha a sua devida
independência. Que prejudica a cidade, não prejudica a mim, Vereador. É claro
que sou cidadão daqui e também sou vítima disso, mas prejudica a cidade. Eu
agradeço ao Vereador Valdir Terrazan, primeiro pela destinação do tempo a mais,
obrigado. Pedir desculpas ao Vereador Gilberto
Biléo Soares, acabei aqui,
para não quebrar meu pensamento, eu peço desculpas.
Bom, eu desejo boa noite a todos.
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