Discurso


23/09/2009

 

56a Reunião Ordinária, realizada aos 23 de setembro de 2009

 

SR. VEREADOR LUIS YABIKU (PDT): Concordo com o senhor. Vereador Gilberto Biléo Soares, pois não.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): É uma honra poder novamente--

SR. VEREADOR LUIS YABIKU (PDT): É uma honra, Vereador.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): --com V.Exa., mas eu quero dizer que infelizmente a questão da segurança é uma questão crônica que toma de assalto o País, de norte a sul, leste a oeste, e a grande preocupação que nós temos é que sabemos que é preciso combater as drogas, os traficantes, construir presídios federais, o que não ocorre.
Então, na verdade, quer dizer, o Governador José Serra tem feito das tripas o coração para tentar minimizar e atenuar o drama que toma também o Estado de São Paulo; e na medida do possível tem conseguido isso, quer dizer, na verdade, equipando a polícia, com novos homens e etc. Na verdade, isso não é um mal de São Paulo, mas São Paulo tem saído na frente e tem feito um esforço hercúleo para dar segurança à nossa região de Campinas, Sr. Vereador, Vereador Luis Yabiku.
Muito obrigado.
Com a palavra, o nobre Vereador Gilberto Biléo Soares, terá a Tribuna por até dez minutos.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Sr. Presidente, Srs. Vereadores, Sra. Vereadora, Vereadora Leonice da Paz, distinto e seleto público presente, aqui, nas galerias da egrégia Câmara Municipal de Campinas, telespectadores da TV Câmara.
É com grande satisfação e com muita felicidade que, hoje, dou a noticia para toda a Cidade de Campinas, que o Prefeito Hélio de Oliveira Santos acaba de sancionar um projeto de nossa autoria, que autoriza o Executivo a instituir o Programa de Combate ao Bullying Escolar, de ação interdisciplinar e de participação comunitária das escolas públicas do Município de Campinas.
Depois de seis meses de debate, onde os Vereadores foram envolvidos, as forças vivas e a sociedade civil organizada de Campinas se engajaram, participamos de palestras e felizmente o Prefeito se mostrou extremamente sensível e sancionou esse projeto que é uma maneira de, na verdade, já em tenra idade, educar os nossos alunos, as pessoas em idade escolar.
Na verdade, muita gente quer saber ainda, Vereador Jorge Schneider, que o é bullying. Bullying é uma parava de natureza inglesa que quer dizer satirizar, ridicularizar, ameaçar, humilhar, amedrontar, não é? Denegrir e etc e tal. Na verdade, é um indivíduo no período escolar que, sem uma aparente manifestação contraria, ele consegue, na verdade, fazer tudo isso ç pessoa ou um grupo. Sem uma justificativa, sem uma manifestação aparente, sem ser provocado e o bullyista, na verdade, anda solto aí pelas escolas de Campinas e pelas escolas do Brasil. A gente tem notícias aqui de Campinas, do Estado de São Paulo e do Brasil. E, na verdade, o bullying, é de diferente da brincadeira, porque, na verdade, ele é sistemático, repetitivo, intencional e, como já disse, sem uma motivação aparente, diferentes da brincadeira.
E quais são as ações e os atos do bullying? Intimidação, humilhação, como já disse discriminação, insultos pessoais, apelidos pejorativos, gozações que magoam comentários jocosos, acusações injustas, ridicularização do outro e assim por diante. E como atitude, ele pode ser sexual, verbal, físico, exclusão social, psicológica, moral, virtual e material, por isso confeccionamos, conseguimos conceber um programa que atua exatamente na ferida, na linha do diálogo, envolvendo professores, diretores, funcionários, pais, alunos, comunidade escolar, para discutir e promover o bem estar, promover o diálogo, sedimentar princípios de valores na busca de atenuar e minimizar o drama que vive essas pessoas que são vítimas do bullying.
Na verdade, tanto o agressor como o agredido levam a ad eternum sequelas, porque o agredido, ele se torna introspectivo, tímido, inibido, e o agressor é o valentão, é o espertalhão, é o forte que quando saí para a vida a fora, com as convenções concebidas pela sociedade, vai encontrar um paredão, vai bater de cara no paredão, e também vai ter passado grandes dificuldades de relacionamento.
Então, este programa, visa exatamente buscar educar as pessoas, não punindo, mas com diálogo camarada, franco, aberto, conversando através de palestras, simpósios, seminários, cartilhas, orientações, ações educativas de todos nós, no período escolar, e toda a comunidade, para tentar realmente buscar um caminho mais palpável, mais concreto, como disse o Vereador Jorge Schneider, para que a gente tenha realmente paz no coração, para que a consigamos realmente ter uma geração mais sadia, mais forte, que pense efetivamente nos destinos da nossa pátria.
Com a palavra o nobre Vereador, que é uma súbita honra conceder lhe a palavra para que o senhor possa discorrer também sobre esse projeto, o nobre Vereador Thiago Ferrari.

SR. VEREADOR THIAGO FERRARI (PMDB): Agradeço muito, Vereador Gilberto Biléo Soares, com quem tenho muito aprendido.
É importante frisar que esse projeto de extrema sensibilidade de V.Exa. é uma semente, que nós não podemos tratar como consequência, mas como causa e descobrir e ter a sensibilidade para tratar, saber lidar com o porquê desses bullyings, e o senhor foi muito feliz em falar que ele gera uma consequência para a vida toda.
E precisamos ter nessa semente o início de mudanças, para que nós tenhamos reafirmação de valores dentro da nossa sociedade. A nossa sociedade está precisando reafirmar valores, tanto institucionais quanto valores de convivência.
Então, eu vejo aí com muita alegria a aprovação do seu projeto, assim como eu vi com muita alegria a apresentação do seu projeto, que é de uma sensibilidade, e é isso que nós estamos precisando dentro da nossa sociedade, dentro do nosso dia a dia, e o senhor para mim é uma referência. Como antes bullying, aqui como novato da Câmara Municipal, o senhor sempre me incentivou, sempre me deu palavras de força e é isso que a gente precisa dentro da nossa sociedade.
Muito obrigado, Vereador.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Olha, Excelência, Vereador Thiago Ferrari, o senhor também faz parte do coração desse projeto.
Vamos ajudar agora a fazer valer essas ideias junto com a Prefeitura, com a Câmara Municipal, com a comunidade escolar, para que a gente tenha muito mais paz e jovens que realmente pensem na construção de um dia melhor.
Então, na verdade eu gostaria de aproveitar a oportunidade, se der tempo, citar alguns exemplos de bullying. Eu vou citar o exemplo que aconteceu lá em Taiuva, em 2003. O menino frequentemente era chamado de gordo, quando os coleguinhas cansavam de chamar de gordo, começavam a chamar de mongolóide, cansando os meninos de chamá-lo de mongolóide, começaram a chamar de elefante cor de rosa. Ele ficou aturdido, perplexo e resolveu, então, tomar vinagre, e durante o tempo para não ser mais obeso, emagrecer e etc.
Aí os coleguinhas descobriram que ele tomava vinagre. Não tenham dúvidas os senhores que partir daí o apelido passou e a gozação passou a ser a seguinte: “Olha o vinagrão aí”. Aí ele entrou em profunda depressão, Vereador Vicente Carvalho (Vicente da UPA), muito magoado, muito triste, pegou uma arma, foi à escola, matou seis coleguinhas, o zelador, a professora e deu fim à vida, e deu cabo à vida.
Outro em Pernambuco imaginem só os senhores, um aluno que foi transferido do Rio Grande do Norte para Pernambuco, Recife. Em função do sotaque, ele era alijado do seio da comunidade, não queria mais ir à aula, e depois de um longo tempo, Vereador Luis Yabiku, foi achado seu cadáver. Outro, na Bahia, outro menino, alijado, também, do círculo de amigos, humilhado: “Quatro olhos, você é isso, você é aquilo, você é magro, feio, baixo”, e além dos insultos de natureza pessoal, verbal e material, esse menino chegava, ele usava óculos, ele chegava na escola, tiravam o óculos dele, pisavam nos óculos dele, jogavam os livros dele e colocavam no lixo. Esse menino ficou louco, ele ia ser o grande terror do Brasil, ele foi lá e matou... As aulas estavam suspensas, foi na aula de informática, matou a professora e três alunos.
Então, é isso que a gente quer evitar. Se a gente puder com esse nosso trabalho, com o apoio da minha Assessoria, das assessorias aqui, dos Vereadores, poupar uma vida, esse Vereador estará extremamente feliz por isso.
Então, se o projeto tem essa direção, muito obrigado a todos vocês que ajudaram. Esse projeto não meu, não é a minha paternidade esse projeto, é a paternidade da cidade de Campinas que mostra como é diferente nos projetos. Parabéns Campinas por esse projeto, parabéns Prefeito e Câmara Municipal por termos esse projeto como instrumento de termos uma educação diferenciada no futuro para os nossos filhos.
Muito obrigado.
[palmas]

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Nobre Vereador Paulo Oya, um aparte, por favor?

SR. VEREADOR PAULO OYA (PDT): Pois não, Vereador Gilberto Biléo Soares.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Antes de mais nada, é uma honra poder apartear V. Exa., sobretudo no que diz respeito a uma moção cuja reivindicação é palpável, concreta e justa. Na verdade, valorizar o pesquisador é, seguramente, valorizar o conhecimento, é valorizar a vida, porque é valorizar a independência do nosso país.
Então, o senhor acerta em cheio, sinaliza dentro de um contexto dos mais interessantes. E eu aproveito também a oportunidade para enaltecer, registrar e destacar a presença do meu amigo Laerte, amigo de longas jornadas e batalhas políticas, sempre a favor do povo de Campinas, mas é fundamental também a gente destacar que o Governo José Serra é um Governo consistente, que está sintonizado com a ética, com a dignidade de grandes obras. E eu acho que quando existe um hiato no que diz respeito à questão da pesquisa, a gente deve sim propor uma moção, apoiar essa moção, para que se sensibilize mais ainda o Governador que, felizmente, não faz um Governo de alegorias, de pirotecnias, faz um Governo austero, sério. O São Paulo que nós conhecemos, porque existem cidades que nós não conhecemos, são ocultas, os problemas são ocultos.
Então, eu quero parabenizá lo, destacar V. Exa., fazer coro a essa moção, e eu apóio, o PSDB apóia. E eu acho que são atos, ações, nessa direção que a gente consegue efetivamente chegar a bom termo e ao denominador comum.
Muito obrigado.
[palmas]

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Um aparte, Sr. Vereador.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Sr. Presidente, tucano, Vereador Valdir Terrazan, Srs. Vereadores, distinto e seleto público presente, telespectadores da TV Câmara. É um assunto - levantado pelo nobre, probo e digno Vereador Paulo Oya - extremamente importante, envolvente, e a gente está aqui, hoje, para assumir compromissos. Sabemos nós que, na verdade, a pesquisa é o fulcro, é a essência, é o brotar, é o pulsar do conhecimento, da nossa independência, por isso, nós queremos conhecer mais diretamente quais são os fundamentos, as razões elencadas pelas pessoas que aqui estão, e queremos somar esforços no sentido de irmos juntos.
O Vereador Petterson Prado acabou me sensibilizando mais ainda, quer dizer, podemos estar procurando o líder ou o Secretário da área, ou alguém da Casa Civil. Falei com o Vereador Valdir Terrazan, podermos ir juntos ver se conhecemos mais quais são as reivindicações, amiúde, de distinto e seleto grupo. Grupo que está, na verdade, para buscar alternativas, como já disse, concretas e palpáveis para emancipação do nosso país e para melhoria da qualidade de vida do nosso município, do nosso Estado e da nossa nação.
Me sensibilizou, também, o Vereador Petterson Prado, quando lembrou, citou Mário Covas, nosso amigo, um grande tucano, que certa vez disse: “Olha, não tenho dinheiro, mas vocês são pesquisadores, vamos dar um jeito”. E me lembrei que, muito menino, ainda, muito jovem, na juventude do PSDB, eu cheguei ao Governador Mário Covas e lhe disse: “Governador, precisa fazer mais comunicação, mais publicidade”, aí ele me disse: “Petterson, eu prefiro construir 50 mil moradias a fazer comunicação e publicidade”. E depois teve dificuldades para passar ao segundo turno disputando pari passu com Marta Suplicy, porque não divulgava as ações do seu Governo. E depois, passando para o segundo turno, foi aquele massacre, aquela lavada em cima do Paulo Maluf, que ele conseguiu através da televisão, dos meios de comunicação institucionais, mostrar a que veio um Governo consistente, de conteúdo ético, de plenas realizações, que São Paulo teve com mio Mário Covas.
Então, eu quero dizer, nessas rápidas palavras, que nós, do PSDB, achamos e entendemos que o Governo do PSDB tem feito tudo para buscar a melhoria e a qualidade da vida do nosso povo, com grandes obras, que a gente ficaria horas e horas aqui para elencá-las. E onde há um problema nós precisamos, sim, assumir os erros e as dificuldades que às vezes temos. Nós não estamos aqui para falar e encobrir eventuais desencontros, obviamente, que são situações, às vezes, momentâneas. Agora, eu quero dizer para esse grupo que está aqui: Democracia não é uma palavra vaga, democracia é uma palavra universal. E democracia é planejamento, organização, envolvimento, pressão, e é essa pressão política que nós devemos fazer, e, sendo assim, contem com o nosso beneplácito, com o nosso apoio, com o nosso envolvimento, com o nosso engajamento, nessa causa, que é causa do país e, por isso--

SR. VEREADOR FRANCISCO SELLIN (PDT): Nobre Vereador, V. Exa., assim que puder, me dá um aparte?

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Pois não, é uma súbita honra conceder lhe um aparte e debater com V. Exa., decano dos Vereadores de Campinas.
SR. VEREADOR FRANCISCO SELLIN (PDT): Muito obrigado, nobre Vereador Gilberto Biléo Soares. Nobre Vereador, mas eu tenho uma grande preocupação, e também acho que V. Exa. tem, o que nós percebemos hoje - e não é nesse Governo, mas é ao longo de Governos passados, e que vem até esse - me parece que a intenção, dos Governos anteriores e esse, é acabar com os pesquisadores, é acabar com as pessoas que apresentam uma ciência em nosso Estado, visto que uma coisa de vulto nacional ou até mundial - que era o Instituto Agronômico, que era a CAT(F), e que eram outros órgãos - o próprio Instituto Biológico, hoje, o prédio do Instituto Agronômico está pautado para que sejam unidas todas as instituições que estão sediadas na área do Estado de São Paulo, aqui da nossa região, que venham para cá, venham ser sediadas em Campinas, no prédio do Instituto Agronômico.
Então, me parece que a preocupação do Governo - e volto a repetir: Não é essa preocupação, de vários Governos - é mesmo extinguir com os pesquisadores, diante de ir matando aos poucos, com os salários que vem sendo remunerados esses grandes homens e mulheres que estudaram e que apresentam um grande trabalho para o desenvolvimento do país, do Estado, em especial do Estado de São Paulo.
Então, essa preocupação eu gostaria de estar passando a V. Exa., que com certeza tem mais conhecimento do que a mim, mas é uma preocupação que o Governo precisa mudar, a consciência e a direção de proteger e - não só a na remuneração, mas também na existência - dessa população e desses cientistas ou pesquisadores, que estão aí reivindicando um melhor salário, porque é uma vergonha o salário que é pago a eles.
[palmas]

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Não tenha dúvida. Às vezes há dificuldades de toda ordem. Por exemplo, aqui em Campinas, nós queríamos que fosse reajustado de acordo com a inflação, e aqui foi parcelado o reajuste, foram 3%, e depois, agora, estamos esperando os 2.56%. Obviamente que, às vezes, se busca concentrar o núcleo da inteligência, para que você busque melhores caminhos e melhores alternativas, mas, no que diz respeito a sua preocupação, fique tranquilo que o Serra, o governador Serra, é fruto perfeitamente da academia, e sabe muito bem o que deve fazer. Como professor, jamais poderia dar às costas aos pesquisadores.
Se há um momento de dificuldade, vamos buscar um caminho fecundo, que a gente consiga efetivamente fazer valer os ideais, o ideário de todos esses pesquisadores, para que a gente tenha, assim, um Brasil mais tranquilo, um Brasil melhor, um Brasil com uma pesquisa aflorando, porque o Brasil está crescendo por causa da estabilidade econômica, lá atrás, que o Governador Lula seguiu. Está crescendo por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal, está crescendo porque na nossa época não houve aparelhamento em hipótese alguma. Então, eu quero dizer que esse é o momento, e por isso eu volto ao meu nobre e decano Vereador, sua preocupação é interessante, mas quero dizer que fique tranquilo, que o José Serra deverá levar esse Estado e, seguramente, levar depois o Brasil a um país aonde a pesquisa seja o centro das atenções e granjeie exatamente o interesse do povo brasileiro. Muito obrigado.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Vereador, um aparte, por favor. Quem fala da Polícia ou do Governo do Estado de São Paulo é porque não conhece os outros Governos, porque aqui, na verdade, o policiamento é muito bem equipado e muito bem aparelhado, e está sempre presente na rua. O que falta, na verdade, e a gente tem que destacar isso, é valorizar mais o policial, talvez abrir um número maior de vagas, quer dizer, que as pessoas sejam guindadas, que venham em função de um bom salário e etc., mas é uma Polícia, é a melhor Polícia do Brasil, é a Polícia paulista. E precisa construir presídio sim, sobretudo presídio federal, para prender os traficantes, porque as drogas que infestam o nosso país é que são responsáveis por isso, como a falta de educação e outras coisas.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Sr. Presidente, tucano Vereador Valdir Terrazan, Srs. Vereadores presentes, Sras. e Srs. que nos assistem aqui nas galerias da Câmara Municipal de Campinas, telespectadores da TV Câmara.
Eu queria falar um minutinho do Café Regina, depois eu vou abordar outros temas. Hoje é aniversário de 157 anos do Café Regina, o cafezinho foi franqueado lá. Há 25 anos ele está sob o comando do Jorge do Café Regina, o Jorge Vaz. Lá, o encontro da tristeza, da alegria, dos amigos, lá dos conchavos políticos, e quem vai lá... Todos os políticos, os profissionais liberais, todo o povo de Campinas passa pelo Café Regina. A repercussão é muito grande.
Então, parabenizar, na verdade, o Café Regina, que está completando hoje 157 anos. Estivemos hoje lá, à tarde, dando um abraço no Jorge. Então, está registrado, aí, o nosso apreço e o nosso carinho pelo Café Regina, que faz parte da cultura da cidade de Campinas.
Eu queria dizer que por convite do nobre e digno Vereador Josias Lech - ou Lech, eu prefiro falar Lech – meu amigo, Vereador do PT, que, em minha opinião, é um dos grandes Vereadores desta Casa e um dos grandes Vereadores do PT, por que nos vinte e tantos anos de militância política, poucas vezes eu vi um Vereador tão preparado, tão sintonizado com os anseios de nossa comunidade. Por convite do Vereador, estivemos - ontem ou anteontem, ontem - na EMDEC. Passamos lá o período da manhã, conhecendo o trabalho, por que o Vereador precisa estar fiscalizando, precisa estar conhecendo. Fiquei muito impressionado com o trabalho da CIMCAMP. Entramos lá, são 340 câmeras nos vigiando, é um Big Brother. Aí mostraram lá cenas de assalto, de acidentes de trânsito, de pessoas jogando lixo onde não devem jogar. Então, eu quero parabenizar a Administração no que diz respeito a isso, muito bom o trabalho. E - como eu falo sempre nessa Tribuna - eu venho aqui para apontar os erros e as falhas do Sr. Prefeito, mas também estou aqui, contudo e todavia, para ser convencido dos seu acertos. É um acerto a CIMCAMP, a parceria com a iniciativa privada.
Então, o Prefeito e a Administração estão de parabéns. Todavia, eu também--

SR. VEREADOR JOSIAS LECH (PT): Um aparte, Vereador Biléo Soares?

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Pois não, Sr. Vereador.

SR. VEREADOR JOSIAS LECH (PT): Que eu acho que o senhor até vai mudar de assunto.
Eu quero agradecer, também, as suas palavras e retribuir da mesma forma, também o meu apreço a V. Exa. e a satisfação de tê-lo conhecido.
Logo, inclusive, no primeiro dia, ele falava isso ontem, e de forma emocionante o senhor me deu um abraço, aqui, dizendo que eu já fazia parte da história e era para acreditar que eu teria espaço em Campinas, através do Parlamento, tendo em vista que eu reconheço, e, humildemente, eu continuo me apresentando e batalhando, por que reconheço não ser da cidade e ter vindo a não muito tempo aqui, e V. Exa. foi quem me deu, aqui, já no primeiro dia, um abraço, que me deu segurança para continuar esse trabalho.
Muito obrigado pelas palavras.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Campinas acolhe as pessoas inteligentes e sensatas como V. Exa., Vereador Josias Lech.
Quero dizer que recebi, ontem, a visita de frequentadores - Cida, 34ª Vereadora - recebemos aqui, ontem, a visita de frequentadores da Praça Maior. Eu já vim aqui, coloquei o dedo na ferida, fiz requerimentos, fiz, pelo menos, vinte indicações, a respeito da Praça Maior. Até dizia que a Praça Maior, Pedreira do Chapadão, teria virado Praça Menor, e que não estava à altura do grande estadista, Sr. Diretas, Ulysses Guimarães. E também não estava à altura, bem como, da nossa cidade de Campinas, capital da Região Metropolitana.
Estive lá, em companhia do Marquinho, o meu Assessor, da Regina Faneli(F), e ficamos impressionados com o retrato de abandono que deparamos lá. Entramos pela portaria, tinha um rádio ligado em alto e bom som, no último volume, tocando uma música caipira, não tinha funcionários, estava à mercê da sorte aquela praça. Tinha uma imensidão de paralelepípedos, em cujas frestas brotavam capim e mato, que chegava ao joelho.
Conversei com os meus dois assessores e fomos ao banheiro, Vereador Antonio F. Santos (O Politizador), e lá deparamos com pichação, com torneiras enferrujadas, os vasos sanitários com limbo... Tinha lá um colchão e um cobertor, eu acho que alguém dorme, à noite, lá. Aí resolvemos criar coragem e atravessamos aquela imensidão de paralelepípedos, com mato até o joelho, e verificamos a presença da placa - suja, desgastada, corroída, com as letras caindo - e olhamos para a figura do... A escultura do Dr. Ulysses Guimarães, o homem da redemocratização, o Sr. Diretas, a escultura, modernista, danificada.
Aí, percorremos os olhos ao lago, fomos caminhando, senti a água parada, fiquei preocupado com a dengue. Aí eu falei, inclusive, aos meus assessores: “Eu quero atravessar a ponte, vamos do outro lado, tem um parquinho, quem sabe esse parquinho esteja mais bem conservado, esteja mais conservado”. Quando fui atravessar a ponte, a ponte quebrada, com os ferros, assim, dez centímetros brotando, exatamente, das madeiras, uma coisa impressionante. Não dava para atravessar, e, de lá, pudemos avistar que o playground estava coberto pelo capim e pelo mato. Eu pensei: “Vou me sentar”. Quando olhei, todos, literalmente todos, os bancos quebrados. A sorte é que eram 11 horas e 45 minutos, estávamos à luz do dia, sob o sol escaldante, por que todas as luminárias, todos os holofotes, danificados, deteriorados e quebrados. Não tinha uma lâmpada.
E fiz essa denúncia, fiz requerimentos, faz mais de seis meses, e ontem um grupo me procurou, chegou ao meu gabinete um senhor que chama José Pereira e um senhor chamado Capitão José, chegaram ao meu gabinete dizendo que as coisas até pioraram. Quer dizer, acontecendo situações que vândalos, delinquentes, meliantes, bandidos, estão tomando de assalto, na praça, no lugar de gente do bem. Então precisamos denunciar isso e apontar esse erro, para que seja corrigido. Eu quero ajudar Campinas. A nossa posição de oposição é responsável, a favor de Campinas, equilibrada, para buscar alternativas para que a gente tenha mais qualidade de vida, para que os frequentadores possam usufruir de uma praça que nasceu sob a égide democracia.
Bom, aí, Cida, Danilo, amigos que estão nos assistindo aqui no Plenário da Câmara Municipal. O senhor José Pereira, Vereador Prof. Alberto, anda com um apito. De vez em quando mandam uma pedrada nele. Quando vê uma coisa diferente, uma coisa que foge ao bom senso, ao senso comum, à realidade da dignidade e da ética, ele apita. É o José do apito, lá, para tomar conta, tomando a Justiça com as próprias mãos, no lugar dos funcionários da Prefeitura, que têm que fazer isso.
Então, meu Deus, eu faço um pedido ao Prefeito, para que acolha essa sugestão, eu acho que o Prefeito não conhece, eu vou encaminhar para ele. Eu tenho essa liberdade, por que é um democrata, e como eu sou um democrata, a gente conversa em alto nível. Levar essas proposições nossas para que a gente comece a tocar do dedo naquela ferida, porque não pode continuar assim. É uma praça maravilhosa, datada de 1930, e daquela pedreira boa parte da Anhanguera foi construída, e boa parte da cidade, que tem uma história, efetivamente, em nosso município. E agora está sem história, está sem vida, está sem harmonia, está sem gente.
Então, vamos povoar de coração, de alma, de pessoas, aquela praça. Depende do Prefeito e depende de nós, Vereadores, estarmos aqui nos posicionando e mostrando esse erro, que é um erro importante.
É uma praça esquecida, é uma praça abandonada, e nós, Vereadores, como fiscais, estamos apresentando esse elenco de críticas, mas também um elenco de sugestões, para que a gente possa viver feliz na região, que os moradores de Campinas possam ter mais um local de lazer, mais um local em que possam se divertir, que possa ter shows, que se construa um teatro lá, não sei... Enfim, as propostas estão aí para que a gente possa trabalhar, e nós estamos aqui para ajudar a Administração para buscar uma alternativa efetiva para a Praça Maior, porque senão a Praça Maior continuará sendo a praça menor e não será a Praça Ulysses Guimarães, mais. Na verdade é isso o que queremos.
Muito obrigado, senhoras e senhores.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Sr. Vereador, um aparte. É uma honra debater com V. Exa. falando sobre a Escola de Governo e da Profª. Maria da Piedade.
Na verdade é uma escola que está na linha de forjar líderes. Precisamos ter novos líderes, que comandem o nosso município, o nosso Estado e o nosso país. Sabemos o estrago que a ditadura militar fez com o nosso país, mas há tempo, e há muito tempo para nós recuperarmos essa qualidade de liderança, de processo democrático, de transparência, de ética, de decência na política, porque a política, na verdade, como dizia Aristóteles, é a arte, é a ciência na busca do bem estar, do bem comum.
Então, é fundamental esse trabalho estar sendo desenvolvido sob o comando auspicioso da Profª. Maria da Piedade, que é uma intelectual de sobeja, de proa, que, na verdade, tem muito que fazer. E nós precisamos nos somar esforços no sentido de estarem sempre presentes, por que lá passaram... Estão passando os grandes líderes do país, para que possamos ter gente preparada para assumir os destinos do nosso país.
Então, já existe a Escola de Governo em São Paulo e agora existe a Escola de Governo aqui em Campinas, nós precisamos prestigiar. E o senhor está se tornando um grande incentivador, eu quero lhe parabenizar, por que o senhor é um democrata, também, no sentido ipsis litteris da palavra, por que é dos democratas, e também um democrata, na verdade, o senhor tem se posicionado, na verdade, está se posicionando a favor, na verdade, da educação política. Educar, na verdade, na busca do amor, da vida, da conscientização e, sobretudo, da politização. Quando eu vejo um jovem não ter vergonha de fazer política, para mim, é um prêmio, é um presente. Vamos deixar de lado “política é pejorativo, política é isso, política é aquilo”.
Muita gente fala isso, mas nós sabemos que é um caminho para que a gente realize os sonhos de muitas pessoas. É a arte de ministrar sonhos do povo. Então, nessa linha, eu queria parabenizar por estar sempre, insistentemente, de uma maneira consistente, de conteúdo, falando, porque falar da Escola de Governo, falar da Profª. Maria da Piedade é estar falando em um futuro melhor.
Muito obrigado Vereador Prof. Alberto.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Um aparte Vereador.

SR. VEREADOR PETTERSON PRADO (PPS): --ele está deformando essa pessoa. Agora, veja bem, depois desse esforço todo, deficientes... Gente, eu sou portador de deficiência. Com dez anos eu fui atropelado por um caminhão da Prefeitura. Queriam me aposentar. Os vizinhos falavam assim: “Olha, Sr. Pedro” – o meu pai – “aposenta o menino, que ele é inválido, coitado, ele não vai mais poder trabalhar”. Se meu pai e minha mãe não tivessem tido a sabedoria na época de falar: “Não, que inválido nada, ele pode trabalhar e produzir” e quando eu brigava com as minhas irmãs apanhava sim, e colocava limites, igual era para todo mundo. Se eu tivesse sido tratado como coitadinho, como inválido, hoje eu estaria usando da minha deficiência como coitadinho. E é isso, hoje, que fazem os deficientes que estão lá no centro. Já existe a Lei de Cotas, o Ministério Público tem trabalhado nesse sentido, o Ministério Público Federal trabalha, as empresas estão pedindo deficientes e não encontram deficientes para trabalhar.
Todos os deficientes recebem auxílio por mês. Sabe que o estão fazendo alguns? É tanto dinheiro que recebem que pegam o carro, vão lá – carro que tem, porque tem carro, tem tudo - vão lá e gastam muitas vezes com bebida, porque é um dinheiro a mais e não foram educados com isso. Não tem o valor do trabalho, fica muito fácil a coisa. Trabalham duas, três vezes por semana e ganham dinheiro como se tivessem trabalhando o mês todo. Nós estamos fazendo isso, quer dizer, é um mau negócio para todo mundo, é um mau negócio para quem pede dinheiro nos semáforos, mas é mau negócio também pra quem é atingido nos semáforos, é coagido, é intimado no semáforo. As pessoas... Quando são mulheres, então, dão por medo. Tem mulher que fala para mim: “Vereador Petterson Prado, eu já deixo reservado, porque eu tenho medo”. Já tiveram situações de bater, de dar pontapé na porta, já teve situações de ameaçar, de intimidar de várias formas. Com a violência que nós já temos no município, homens, Vereador Gilberto Biléo Soares, que pegam... Quando estão sozinhos não dão, mas quando estão com a esposa e com os filhos dão, porque não sabem o que podem fazer. Eu não dou dinheiro em semáforo, não dou. Já vieram várias pessoas no semáforo falar: “Você está querendo tirar a gente” “Eu estou querendo, tem que conseguir um trabalho”. “Não tem trabalho”, “Não, mas eu falei com o Secretário, consegue emprego, não tem trabalho de quanto você ganha. Se quer ganhar dois mil reais por mês, como você ganha aqui no semáforo, você não vai conseguir. Vai ter que fazer curso, vai ter que se profissionalizar, mas com programas têm condições de conseguir”. Se proíba, fiscalização simples Guarda Municipal, SETEC, EMDEC, Polícia Militar, Vara da Infância. Na época eu falei com o Richard Pae Kim, o Juiz. Pedi o Dr. Pae Kim falou: “Faz um convênio, que, com estrutura, nós vamos trabalhar com as crianças, para não deixar no semáforo, cobrar responsabilidade dos pais, como tem que ser cobrado”. É um projeto simples, 90% dos casos, senhores, está exatamente o quê? No centro da cidade. Então, é uma situação que nós fizemos estudos, nós vimos, estamos há cinco anos tentando aprovar o projeto, a Câmara simplesmente negou, sem um debate. Eu falei aqui na Tribuna, não vi um Vereador vir aqui e falar: “Olha, eu sou contra por causa disso”. Simplesmente se vota por uma questão de picuinha menor, porque alguém mandou do quarto andar. Isso é inadmissível, isso é muito triste e mostra que a Câmara ainda tem, o quê? Que melhorar, aperfeiçoar muito, libertar dessas garras, dessa prisão, que favores, e alguns acordos acabam fazendo com que a Câmara não tenha a sua devida independência. Que prejudica a cidade, não prejudica a mim, Vereador. É claro que sou cidadão daqui e também sou vítima disso, mas prejudica a cidade. Eu agradeço ao Vereador Valdir Terrazan, primeiro pela destinação do tempo a mais, obrigado. Pedir desculpas ao Vereador Gilberto Biléo Soares, acabei aqui, para não quebrar meu pensamento, eu peço desculpas.
Bom, eu desejo boa noite a todos.

 

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