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SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Sr.
Presidente Vereador Rafael Zimbaldi, Srs. Vereadores, senhoras e senhores
presentes hoje aqui, no Plenário, da Augusta Casa de Leis, Plenário da Câmara
Municipal de Campinas, telespectadores da TV Câmara.
Gostaria, em nome da Bancada, de registrar a nossa tristeza, pois Campinas, na
semana passada, perdeu um ilustre filho, perdeu o médico ginecologista,
obstetra, Dr. Pedro Serafim Neto. Um homem de vanguarda, um homem de ações,
homem de idéias e de idéias profundas, de uma vida estóica e espartana, pai do
Vereador Pedro Serafim. Homem que, na verdade, formou se pela Escola Paulista de
Medicina, de um brilho dos mais diferenciados, de uma sabedoria singular, que ao
longo de sua jornada teve muitas guerras, mas era a guerra do pensamento contra
matéria, era a guerra, na verdade, do oprimido contra o opressor, era um homem
que inquietava o opressor e confortava o oprimido.
Por isso, dentro do contexto de sua atuação como médico, era considerado, e meu
pai, médico ortopedista, Doutor Gilberto Soares, falava em alto e bom som: “Esse
era o médico dos pobres”. Quantos não foram os carentes que chegaram e foram
atendidos pelo Dr. Pedro Serafim Neto?
Uma vez, uma senhora, conversando a respeito dos grandes ginecologistas de
Campinas, obstetras de Campinas, Dr. Burgos, Dr. Piason, o nosso mestre, Dr.
Valim, foi Vereador dessa Casa, uma vez uma senhora me disse que quando o Dr.
Pedro Serafim Neto entrava pela porta do seu quarto, entrava a esperança,
entrava a luz. E, na verdade, descomplicava uma gravidez que era difícil e que
precisava de muita competência e Dr. Pedro Serafim Neto tinha de sobra disso.
Era um diarista, que junto com meu pai, fundaram a Clínica Santo Antônio, que
era um modelo, era um espelho de hospital, que infelizmente tomou proporções das
mais negativas e hoje aí é um hospital que vive um drama muito grande.
Mas quando, na verdade, nasceu, tinha, no seu coração, no seu seio, a
sinalização e o aceno para a modernidade, foi uma revolução em Campinas. E meu
pai, Dr. Gilberto Celestino Soares e Dr. Pedro Serafim, amigos há mais de 60
anos, fundaram a Clínica Santo Antônio, que hoje é o Hospital Albert Sabin.
Então, além dos méritos como médicos, como amigos, como conselheiros, como
orientadores, nossas famílias sempre foram muito amigas, e mal sabiam o Dr.
Gilberto Celestino Soares e o Dr. Pedro Serafim Neto que os filhos iriam se
reencontrar na vida pública e iriam ser políticos e políticos voltados para
atender, na verdade, os anseios da população de Campinas.
Então, a sua esposa, a Léa, minha mãe, nós fazíamos festa, enfim, uma amizade
fecunda, fértil, maravilhosa, e tenho certeza que Dr. Pedro agora está lá com
meu pai discutindo de medicina, porque o diagnóstico de ambos era uma coisa
assim de outro mundo. Acertavam sempre em cheio, um era ortopedista, o outro era
ginecologista, mas acertaram sempre em cheio.
Digo mais, a vida de Dr. Pedro Serafim Neto foi um tesouro inigualável e
inesgotável de boa fé, de boas ações, de sentimentos puros, de conselhos retos,
de reflexões consistentes, de sabedoria singular e de um profissionalismo que
poucas pessoas conhecem notoriedade igual. Um homem vocacionado. Um homem que
fez da sua profissão um sacerdócio, que sempre se inseriu no contexto da família
para tentar buscar alternativas aos dramas vivenciados e buscar soluções através
de sua inteligência, de sua capacidade, de sua técnica, para que as pessoas
tivessem uma vida mais acentuada, valorizando a vida. E, na verdade, dando,
através de suas mãos, gerando, através da sua competência de trabalho, milhares
de pessoas. Eu acho que foram mais de 20, 25 mil partos.
Inclusive, quando eu cheguei em casa e disse que o Dr. Pedro Serafim Neto havia
falecido, minha mulher imediatamente comunicou a sua mãe, e a minha sogra chorou
muito, porque os três filhos, minha esposa, meus cunhados, nasceram também pelas
mãos do Dr. Pedro Serafim.
Então, é justo, acho que é oportuno essa Câmara não pode se quedar inerte nesse
momento. E, na verdade, trazer um testemunho de um grande homem, de um ilustre
homem, de um grande profissional.
Aprendi ao longo da minha vida e da minha jornada, que é preciso preservar
memórias, sobretudo daquelas que fizeram tanto, tanto, pela nossa terra,
Campinas, e Dr. Pedro Serafim era um símbolo, um ícone, na verdade, da medicina
em nossa terra.
Então, por essas e outras que a gente está aqui, em que pese Dr. Pedro não está
aqui, Dr. Vereador Pedro Serafim, eu não poderia deixar de, na verdade, falar
sobre uma vida que, na verdade, sempre esteve de acordo com os seus ideais. Uma
vida de um médico, de um médico fabuloso, de um médico que deixa um exemplo e um
legado de vida e a prova cabal insofismável e inequívoca, que é possível,
Vereador Alberto da Fonseca (Prof. Alberto), conviver a nossa atividade política
ou no direito, ou na engenharia, ou a nossa atividade como médico, no caso do
Dr. Pedro Serafim, com ética, decência, dignidade e seriedade de propósito.
Descanse em paz, meu amigo, Dr. Pedro Serafim Neto, e continue, lá em cima, a
fazer esse profícuo trabalho. E que, na verdade, essas mãos maravilhosas, pelas
quais nasceram tantas pessoas, sigam aqui todos os médicos, ginecologistas, o
exemplo de um médico que será sempre recordado por ser terno, carinhoso e,
sobretudo, competente na sua especialidade, na sua ocupação como médico.
Parabéns, Dr. Pedro Serafim, do fundo do coração. Campinas chora a sua morte,
mas seguramente, lá em cima, no céu, existe muita alegria, porque é mais uma
pessoa que está lá, uma pessoa do bem, para que, lá de cima, envie mensagens e
oriente os médicos que aqui estão, para que continuem a fazer um bom trabalho.
Porque sabemos que Campinas é um centro de excelência, e é um centro de
excelência, porque nós temos médicos da estirpe e da envergadura de um Dr. Pedro
Serafim Neto.
Muito obrigado.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Um aparte,
Sr. Vereador.
SR. VEREADOR ARLY DE LARA (PSB): Pois não.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Eu queria
registrar também o meu descontentamento no que diz respeito a essa matéria que
nós lemos hoje, na Folha de São Paulo, e gostaria de enaltecer e registrar o
Governo Serra, que cumpre rigorosamente no que diz respeito com a nossa
Legislação, quer dizer, cumprindo, poucos governos cumprem esse desvio absurdo
de três bilhões e meio, realmente o senhor está sendo muito oportuno em
registrar em alto e bom som, na tribuna na Câmara, o que acontece com a Saúde.
Então, parabéns ao Vereador, eu quero fazer coro à sua fala, ao seu discurso.
SR. VEREADOR ARLY DE LARA (PSB): Muito
obrigado, Vereador.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Dizer que
também li na Folha de São Paulo e feliz porque o Governo tucano José Serra
cumpre rigorosamente com a Legislação.
Obrigado.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Um aparte,
Vereador.
SR. VEREADOR ARLY DE LARA ROMEO (PSB): É a
primeira votação, o projeto é regular, ninguém está tirando competência do
Executivo, o Código Brasileiro permite que o município legisle sobre isso.
Eu me lembro que, em 1994, o ex-Vereador, nosso amigo o Mingone aprovou nessa
Casa projeto semelhante a este aí. E a Câmara votou, achou legal e tal e foi de
grande alcance social.
Pois não, Vereador.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Nobre
Vereador Arly de Lara Romeo, eu gostaria de dizer que eu tenho também um projeto
nessa direção similar ao de V. Exa. Só que o meu, ele diz em velocidades
alternadas das vias públicas do município, excetuando escolas e hospitais, mas
realmente vai nessa direção, não é isso? O projeto de nossa lavra.
Por exemplo, temos lá a Estrada de Sousas, a Avenida Heitor Penteado, que bem
próximo ao Cultura tem a velocidade de 70 km por hora. A 200 metros, você vai
encontrar velocidade de 60 por hora. Quer dizer, essas coisas precisam ser
alteradas. Então, no projeto do senhor, o senhor fala em velocidade máxima, no
nosso projeto a gente fala em definir uma velocidade, ou 60, ou 70, etc.
Obviamente, isso fica a critério da Secretaria de Transportes, que está, na
verdade, sob a égide do Código de Trânsito, etc.
Então, na verdade, quer dizer, eu acho importantíssimo esse projeto. Porque
acaba virando uma fonte arrecadatória de multas. Então, essa é a minha
preocupação para que isso não ocorra.
E precisamos também, é uma proposta interessante, ou autorizativa ou não, porque
levanta uma discussão, coloca à baila uma discussão que existe uma preocupação
grande no seio da sociedade organizada de Campinas, a coletividade campineira.
Então, por essas e outras...
SR. VEREADOR ARLY DE LARA ROMEO (PSB):
Vereador, o senhor tem recebido reclamações dos munícipes quanto a isso, isso é
um fato.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Muitas
reclamações nesse sentido e a gente está definindo. Quer dizer, e ter um
critério.
E também os radares precisam ter critérios. A Estrada de Sousas hoje tem oito
radares, entre outros municípios.
Hoje, na reunião de líderes, a gente conversava e outras avenidas foram citadas
com duas ou três velocidades.
Então, a ideia nossa, na verdade, não é alvejar este ou aquela figura, mas sim,
buscar uma solução concreta, palpável, no sentido de minimizar o estrago que
esse tipo de situação ocasiona com relação ao motorista do Município de
Campinas.
Muito obrigado, Vereador.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Um aparte,
Sr. Vereador.
Primeiramente é uma honra debater com V. Exa. Queria acrescentar que tanto o
projeto do Vereador Arly de Lara Romeo como o nosso projeto, eu não tenho dúvida
alguma que no que diz respeito ao mérito, eles são extremamente consistentes.
Discute um pouco no que diz respeito à legalidade, mas o melhor é fundamental
buscarmos uma alternativa, e estabelecermos critérios, porque está aí, a
população clama e reclama no que diz respeito à velocidade. Ou a velocidade
máxima ou as velocidades alternadas.
Tem exemplos, Estrada de Sousas, Aquidaban, Amoreiras, enfim, várias avenidas de
Campinas onde existem 50, 60 e 70, isso eu acho que provoca muito mais acidentes
do que definir uma velocidade, ou a máxima ou uma única velocidade.
[palmas]
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Então, eu
queria dizer para o senhor, eu, o senhor me conhece muito bem há muitos anos,
Vereador, eu não quero ter paternidade não, eu quero que resolva essa situação
ou com requerimento, ou com indicação, ou com conversa com o Executivo, precisa
resolver para minimizar o estrago que está fazendo. As reclamações são muitas,
eu recebo no meu gabinete, ando na rua e sinto nisso.
Então, se a gente pudesse buscar uma alternativa consistente para viabilizar
essa pretensão, que não é nossa, que nós estamos sendo, na verdade,
instrumentos, ferramentas da comunidade que clama para uma alternativa a essa
questão da velocidade, nós estamos aqui aptos e a postos, a conversar com quem
de direito para resolver essa situação.
Muito obrigado, nobre Vereador, mais uma vez, uma grande honra debater com o
senhor.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Sr. Vereador,
um aparte.
SR. VEREADOR LUIZ CIRILO (PPS): Pois não,
Vereador Gilberto Soares (Biléo
Soares).
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Eu quero
sinalizar favoravelmente à sua indicação, o senhor ter dado demonstrações
inequívocas nessa Casa de muitas sensibilidade e de muita capacidade para
elaborar os seus projetos.
E quero dizer que o senhor acertou em cheio em homenagear uma figura maior da
Igreja Católica de Campinas, nosso comandante lá na Igreja Santa Rita de Cássia.
Eu todos os domingos acompanho sua missa, o Evangelho proferido pelo nobre
monsenhor, e tenho aprendido muito com o monsenhor no dia-a-dia, pois é um homem
dos mais sérios e dos mais respeitados da cidade de Campinas.
Então, eu queria dizer ao senhor, do seu acerto, não é? E a Casa, como um todo,
sinalizando nessa direção, dizendo absolutamente que a Medalha Arautos da Paz
faz parte, hoje, do cotidiano do Mons. Godoy, que o Mons. Godoy realmente tem
feito muito pela paz, pela conciliação, pelo entendimento, pela ética, pela
evangelização do povo de Campinas.
Então, parabéns, Vereador Luiz Cirilo, por essa iniciativa. Eu gostaria
realmente de dizer que, na verdade, monsenhor ainda amigo, amigo de nossa
família, celebrou meu casamento, também com o Pe. Chiquinho e Mons. Couto,
batizou os meus filhos, e é uma figura hoje que lidera efetivamente uma igreja
que é frequentada por mais de 20 mil pessoas. A Igreja de Santa Rita de Cássia.
Então, o que nós temos que falar na verdade sobre Mons. Godoy é que é um homem
culto, inteligente, de vanguarda, e um homem afeito a cuidar da nossa fé, dos
nossos corações e nos ensina que, para que tenhamos fé é necessário que tenhamos
uma prática, Vereador Luiz Cirilo, das mais diferenciadas. A fé e a prática
precisam estar associadas, precisam estar associadas. E ele nos ensina isso.
E um dos evangelhos do penúltimo domingo dizia Mons. Godoy sobre o favoritismo,
que a Igreja Católica entende que precisa sepultar o favoritismo, os ‘ismos’ que
graçam na humanidade. E, na verdade, sempre lutar na linha dos excluídos, para
que a inclusão social seja o nosso mote, o nosso objetivo.
Então, nessa direção, é um homem que é parâmetro aos outros padres.
Então, parabéns mais uma vez, Vereador Luiz Cirilo, por essa iniciativa. Faço
coro às suas palavras, o apoio e quero dizer que lá atrás, no século passado,
Vereador Romeu Santini e eu demos o título de cidadania, cidadania campineira,
cidadão campineiro ao Mons. Godoy.
Então, parabéns por essa iniciativa e estaremos lá no dia 13 de outubro, para
realmente aplaudirmos a sua iniciativa e o trabalho profícuo do Mons. Godoy.
Muito obrigado.
SR. PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE VEREADOR VALDIR
TERRAZAN (PSDB): Próximo Vereador inscrito, Vereador Élcio Batista. Próximo
Vereador inscrito, Vereador Jairson dos Anjos (Jairson Canário). Próximo
Vereador inscrito, Vereador Gilberto Soares (Biléo
Soares) tem a Tribuna por até dez minutos.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Sr.
Presidente, Srs. Vereadores, senhoras e senhores, distinto público presente,
telespectadores que nos assistem agora na TV Câmara.
Eu estou muito preocupado, Vereador Alberto da Fonseca (Prof. Alberto), Vereador
Thiago Ferrari, Vereador Antônio F. Santos (O Politizador), com o projeto que
acaba de chegar nessa Casa, que é a questão dos bolsões residenciais.
Um projeto que nasceu lá no século passado, começou com um trabalho do Projeto
Guaritas, que virou a Lei das Guaritas, que acabou inibindo um pouco e
melhorando a segurança, e inibindo aqueles condomínios com relação a meliantes,
delinquentes, que frequentavam determinadas regiões da cidade de Campinas, não
é? E esse projeto que virou uma lei, que faz parte da Legislação da nossa
cidade, acabou também gerando na camada de menor renda, empregos. A gente
calcula hoje mais de cinco mil empregos que trabalham em guaritas da cidade.
Naquele momento, o Vereador Rafful, Vereador à época, Rafful, e este Vereador
aqui, nós começamos a trabalhar para criarmos uma nova Legislação, que ia na
direção dos bolsões residenciais.
Então, tinha o Projeto Guaritas, Lei das Guaritas, depois os bolsões
residenciais. Daí, o Prefeito Magalhães Teixeira nos chamou, dizia que tinha lá
20, 30 técnicos à disposição, que ele gostaria de fazer essa Legislação. E foi
feita essa Legislação e foram abertos vários bolsões residenciais.
Hoje Vereador Thiago Ferrari, calculamos que 30 mil pessoas habitam nesses
bolsões ou cinturões. Cada Prefeito, ao longo desse processo, deu sua cota-parte
de contribuição, não é? E tem alguns aspectos interessantes, ou tem alguns
aspectos interessantes dessa Legislação, não é? Que é vigente hoje, do Prefeito
Magalhães Teixeira.
Primeiro, era necessário fundamentar ou criar o quê? Criar Associação dos
Proprietários.
Então, existe a Associação dos Proprietários. Primeira coisa. Segundo, anuência
para os bolsões residenciais, a Legislação definia 50% mais um. Facilitava, não
é? Porque não são só, são os proprietários, aqueles que residem ou não, aqueles
que estão lá também para especulação financeira. Quer dizer, e um terceiro ponto
muito importante, que desincumbia a Prefeitura de fazer o trabalho de serviço e
manutenção, dentro do contexto dos bolsões. E na verdade, a Prefeitura voltava
então os seus olhos aos bairros mais afastados, aos rincões da cidade de
Campinas. Ponto.
Aí houve algumas mudanças, mudanças pontuais, até que nós, que se especulava,
que iria haver uma profunda reforma, Vereador Presidente tucano Vereador Valdir
Terrazan, nessa Legislação. E acaba de chegar à Câmara, eu não li o projeto, mas
o que se especula, é que iria aumentar essa anuência ou adesão de 50% mais um,
para 90% dos proprietários da Associação dos Proprietários, dos proprietários,
daqueles que especulam não aqueles que moram ou não, que já seria uma grande
dificuldade para conseguir 90%.
E aí, o que ouvimos e o que se circula no meio político, porque esse projeto
passou por alguns conselhos, pelos Conselhos Municipais, CONDEMA, entre outros
conselhos, para tentar se burilar, se lapidar isso, se buscar alguma situação
diferente e tal e o que aconteceu? O que a gente recebeu de informação, Vereador
Valdir Terrazan, é que vai ter preço público. Ou seja, e anual.
Você está sendo estipulados 56 UFICs por metro quadrado. Ou seja, a avaliação
nossa é, por exemplo, um condomínio, um bolsão residencial deve ter, que tenha
300 mil metros quadrados, um terço deste condomínio, desse bolsão residencial,
seria área pública. Ou seja, vielas, ruas, calçadas e praças públicas, entre
outras coisas. Quer dizer, então, você divide esse preço, esses 100 mil metros
quadrados, pelo número de proprietários.
SR. VEREADOR THIAGO FERRARI (PMDB): Um
aparte, Sr. Vereador.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Que fazem
parte da Associação dos Proprietários, e vai dar o número em qualquer situação,
extremamente abusivo, que sepulta e inviabiliza os bolsões residenciais em
Campinas. Um minutinho só, Vereador Thiago Ferrari, já vou lhe passar, lhe
conceder o aparte.
E o terceiro, é que como não tem, como é a título precário, não tem direito
adquirido, quer dizer, vai retroagir e vai preocupar quem tem o bolsão. Porque
diz lá um dispositivo deste projeto, que entre as extremidades vai ser de 850
metros está? Então, vai inflacionar mutilar e fragmentar bolsões que existem
hoje. Então, além de inviabilizá-los no futuro, sepulta o passado.
Então, eu acho que o que o Promotor que está acenando dentro dessa direção, eu
acho que nós aqui na Câmara foi criada uma Comissão Especial de Estudos, nós
precisamos esmerar nesse projeto, alertar o Prefeito, alertar o Executivo, e
buscar uma alternativa concreta e palpável que possa ser sensível a esse
problema, que pode se tornar uma situação extremamente complicada ao longo deste
ano.
Gostaria de conceder então, nesse momento, um aparte ao nobre e jovem e querido
Vereador Thiago Ferrari.
SR. VEREADOR THIAGO FERRARI (PMDB): Obrigado
Vereador Gilberto Soares (Biléo
Soares). Obrigado pelas palavras, Vereador Gilberto Soares (Biléo
Soares).
Eu venho aqui reforçar as suas palavras, eu acho que nós tivemos um histórico de
violência, um histórico em que as pessoas buscaram essa alternativa, que eu
entendo, eu acho que ninguém gostaria de morar dentro de condomínio, mas dentro
das circunstâncias, as pessoas são obrigadas a morar.
E o Ministério Público, o Executivo tem que entender, e nós, como representantes
do povo, temos que levar esse sentimento e essa necessidade da população da
nossa sociedade. Então, conte com a gente aí, nós precisamos realmente reverter
essa situação, que até por próprias declarações de técnicos, eles colocam como
praticamente impossível de se aplicar dentro da realidade que nós temos.
Então, é uma coisa séria, é uma situação que nós precisamos contornar.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Vereador, eu
fiz o cálculo de um dos condomínios, que daria 86 mil reais, você fazer a
multiplicação, 100 mil metros quadrados, dividido pelo número de proprietários,
86 mil reais/ano. Quer dizer, além dos serviços de manutenção.
SR. VEREADOR THIAGO FERRARI (PMDB): Fora os
serviços de manutenção de infraestrutura. Então, realmente é uma discussão que
precisamos, é uma discussão, nós temos uma Comissão nos colocamos à disposição
da Comissão para que--
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Não tenha
dúvida.
SR. VEREADOR THIAGO FERRARI (PMDB): --nós
pudéssemos discutir com o Executivo e discutir até com o próprio Ministério
Público, porque a gente tem que ver o interesse social da lei.
Eu costumo dizer que, infelizmente, nós vivemos uma situação que Miami viveu há
15, 10 anos atrás. E que depois de sanada a questão de violência, hoje, as
pessoas estão saindo dos condomínios para morarem nos bairros. Mas hoje, vivemos
uma conjuntura aguda de violência e que nós não podemos esquecer isso daí para
não colocar vidas em risco das pessoas.
Obrigado pelo aparte.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Muito
obrigado pela sua intervenção, Vereador Thiago Ferrari.
Eu fico muito feliz quando situação e oposição discutem.
SR. PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE VEREADOR VALDIR
TERRAZAN (PSDB): Mais um minuto.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Debatem na
busca do bem comum. Vereador Thiago Ferrari e o Vereador Gilberto Soares (Biléo
Soares), nós dois Vereadores queremos buscar uma alternativa que
possa ir na direção de resolver esse problema que se avizinha, está aqui, foi
protocolado, vai ser debatido aqui na Câmara e as pessoas precisam ser
informadas.
SR. VEREADOR THIAGO FERRARI (PMDB): Sr.
Presidente, eu cedo parte do meu tempo para o Vereador, não dá?
SR. PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE VEREADOR VALDIR
TERRAZAN (PSDB): Existem outros Vereadores, infelizmente, a menos que.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Eu agradeço
então, o Vereador Thiago Ferrari, por essa consideração de ceder tempo.
Mas eu acho que a gente poderia voltar em outras Sessões para debater isso, para
gente buscar efetivamente um caminho para a questão dos bolsões, e ou cinturões,
que realmente é um problema sério e que está aqui na Câmara para ser debatido e
nós vamos fazer esse debate. E, mais do que isso, eu quero enaltecer e destacar
a Câmara, que ao longo desse ano, só bons projetos tem sido discutidos pelos
nossos pares. Isso é muito importante, muito legal e mostra a maturidade dos
Vereadores dessa Câmara Municipal.
Obrigado.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Um aparte,
Sr. Vereador.
SR. VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB): --o
projeto ficar travado e Campinas, e São Paulo, o Brasil perder com isso.
Eu acho que há mecanismos lá sérios para serem tratados, que respeite aquelas,
as duas comunidades, que respeite o entorno, que respeite a SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Um aparte,
Sr. Vereador.
SR. VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB): --o
projeto ficar travado e Campinas, e São Paulo, o Brasil perder com isso.
Eu acho que há mecanismos lá sérios para serem tratados, que respeite aquelas,
as duas comunidades, que respeite o entorno, que respeite a peculiaridade
daquela região. E para isso não precisa ser aquela mega desapropriação que estão
querendo fazer, aquele mega estrago que vão fazer. Eu me permito até dizer, é um
estupro ambiental o que está se praticando lá. Então, eu espero que a gente
consiga reverter isso.
Tem o aparte, Vereador Gilberto Soares (Biléo
Soares).
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES (PSDB): Vereador, na
verdade, algumas preocupações nós temos no que diz respeito ao Aeroporto de
Viracopos.
É óbvio, ululante, que o progresso passa também pela ampliação de Viracopos, mas
não tal como está sendo colocado. Quer dizer, Cumbica tem 7.7 passageiros/ano.
Aqui querem aumentar de 1.2 ou quase 2 milhões de passageiros/ano para 30, 40,
50 milhões de passageiros. Meu Deus do céu! Isso aqui vai ficar uma loucura!
Vereador, a demanda para políticas públicas que nós vamos ter no que diz
respeito ao que tange saúde, habitação, rodovias, o entorno, etc., será abissal
e colossal! Quer dizer, não é possível não se pesar. Eu acho que sim, tem que
ampliar a pista, ter a segunda pista, mas nós precisamos buscar as melhores
alternativas, esse é o primeiro ponto.
Segundo ponto, Vereador, esse projeto tal como está sendo concebido ele vai
dizimar, dilacerar populações históricas, o impacto histórico será colossal no
que tange às populações de Friburgo e de Helvetia, de tanta história. Passando
por cemitério, igreja, etc., Igreja Luterana inclusive lá em Friburgo, quer
dizer, é preciso ser revisto isso. É importante que tenhamos um novo aeroporto,
mas precisamos registrar essa nossa preocupação.
E a terceira preocupação? Que também a gente precisa realçar e destacar aqui, o
impacto ambiental que traz isso. Não sei quantas são 49 nascentes, quer dizer, é
muito complicado. Então, eu acho que nós precisamos buscar uma alternativa a
isso. Se aquele não era bom, esse também não é bom, o bom é fazer um novo
projeto que consiga conciliar os interesses do povo da região de Campinas.
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