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PRESIDÊNCIA: SR. ANTONIO F. SANTOS
RELATORA: SRA. LEONICE DA PAZ
MEMBRO: SR. GILBERTO BILÉO
SOARES
SR. PRESIDENTE VEREADOR ANTONIO F. SANTOS (O POLITIZADOR) (PMN): Hoje
começa, mais uma vez, a Comissão Especial de Estudos sobre a pichação em nossa
cidade de Campinas.
Convido a Vereadora Leonice da Paz, para participar da Mesa como Relatora.
Convido também o meu prezado amigo, Vereador Gilberto
Biléo Soares, para participar
da Mesa dos trabalhos.
Eu quero aqui cumprimentar, em nome de todos aqueles que são civilizados,
cumprimentar os munícipes aqui presentes. E, também, os telespectadores da TV
Câmara, que estão aqui agora também em sintonia com a nossa emissora, para
questionar também essas inviabilidades que processem sobre a pichação em nossa
cidade.
Eu quero também externar boas-vindas aos jovens que estão aqui presentes para
também questionar estas inviabilidades, quando procedem sobre os nossos irmãos
pátrias, que não com o discernimento para questionar e analisar a profundidade
do prejuízo prestado a nossa nação, quando tem um jovem com um pincel na mão
pichando o patrimônio alheio.
Aqui começa, então, os trabalhos e passo ao conhecimento do Jornalista Amauri de
Souza, para começar a fazer o seu trabalho de colaboração junto a este projeto
de conscientização política.
SR. AMAURI DE SOUZA: Boa tarde a todos. Eu
queria inicialmente informar que nós vamos ter um palestrante do dia, que é a
Profª. Dra. Renata Ferramola, a qual convido também para sentar-se à Mesa, por
favor.
[palmas]
SRA. RENATA FERRAMOLA: Amauri quanto tempo eu tenho, por favor?
SR. PRESIDENTE VEREADOR ANTONIO F. SANTOS (O
POLITIZADOR) (PMN): O tempo necessário.
SRA. RENATA FERRAMOLA: Obrigada.
Eu queria agradecer primeiro o convite do Vereador Antonio F. Santos (O
Politizador), cumprimentar o Vereador Gilberto
Biléo Soares
e a Vereadora Leonice da Paz, que eu conheço ambos de longa data.
SRA. RENATA FERRAMOLA: Isso que a Piedade
trouxe é uma questão muito importante. Eu vou simplificar aqui algumas coisas,
quando você senta-se à mesa na sua casa, você gosta que a mesa esteja arrumada
ou suja? Ótimo. Agora, quando você vai a um lugar que não é a mesa da sua casa,
você gosta que a mesa esteja limpa para você sentar e comer? Então veja bem,
ponto de vista da história da cidade de Campinas, não só Campinas, mas outras
cidades, Campinas porque a gente se dedica a isso em alguns estudos nossos,
houve uma série de intervenções do Poder Público ou do Governo Municipal por
sobre a história de vida do espaço público e a história de vida dos munícipes.
Hoje de manhã, eu estava com uma colega passeando pelo Cambuí, Vereador
Gilberto Biléo
Soares, que a gente conheceu bem e eu dizia para ela exatamente isso eu
cresci no Cambuí e eu não gosto de ir ao Cambuí hoje, porque aquilo virou uma
terra de ninguém. Aquilo para mim, passear no Cambuí hoje, com trânsito que eu
acho completamente maluco que está lá. Porque se
você precisa ir para um lugar à direita você vira 500 ruas a esquerda e depois
você chegar lá e ao contrário, então é melhor você deixar seu carro em algum
lugar e ir a pé que é tudo mais perto.
SR. VINICIUS GRATTI: Primeiro, agradecer o
convite e parabenizar a Comissão presidida pelo Vereador Francisco e Relatora
Leonice e Vereador
Biléo Soares--
SR. PRESIDENTE VEREADOR ANTONIO F. SANTOS (O
POLITIZADOR) (PMN): O meu nome é Antonio Francisco.
SR. VINICIUS GRATTI: Antonio Francisco.
SR. PRESIDENTE VEREADOR ANTONIO F. SANTOS (O
POLITIZADOR) (PMN): Não é Francisco, não.
SR. VINICIUS GRATTI: E o meu é Vinicius,
também. E sou o Diretor de Cultura e não estou representando o Diretor e sim o
Secretário de Cultura, só uma correção para o seu cerimonial, Vereador. Que,
aliás, é um profissional que tem que estar bastante atento para não cometer
gafe.
SR. PRESIDENTE VEREADOR ANTONIO F. SANTOS (O
POLITIZADOR) (PMN): Obrigado.
SRA. VEREADORA LEONICE DA PAZ (PDT): Eu quero
também aqui dizer que me alegro em estar com a Profª. Renata, fomos companheiras
no Partido, disputamos eticamente uma eleição juntas e, também, quero
cumprimentar o meu colega Vereador Gilberto
Biléo Soares,
que também tem sido um parceiro na Câmara e falar um pouquinho a vocês jovens do
nosso colega, nosso amigo, o Vereador Vinicius Gratti.
SR. AMAURI DE SOUZA: Eu passo a palavra ao
Vereador Gilberto
Biléo Soares,
membro da Comissão.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES
(PSDB): Boa tarde, amigas e amigos, Sr. Presidente dessa Comissão Especial
de Estudos, Vereador Antonio F. Santos (O Politizador), a minha querida
Vereadora Leonice da Paz, a professora amiga, Renata Ferramola, autoridades
presentes, sempre Vereador Ex-Vereador Vinicius Gratti, a minha assessora,
amiga, colega, Comandante da Escola de Governo de Campinas, Piedade, jovens aqui
presentes, telespectadores da TV Câmara.
Na verdade, nós enveredamos por vários caminhos e me tocou muito na questão da
política. O João Ubaldo Ribeiro falava que política é o encaminhamento dos
nossos interesses para a formulação de todas decisões. E a política, na verdade,
é fundamental para a nossa existência e é importante deixar claro que tem que se
fazer política com P maiúsculo, que nós não podemos deixar a política menor, nós
temos que ter honra de fazer política e incentivar as novas gerações para que
também façam política. Mostrar que política não é um clube de má-fé, mas também
que não é uma ação entre amigos.
A política, na verdade, é que dita todos os novos encaminhamentos. O preço da
tarifa do ônibus, a questão da saúde, da educação, enfim, todas as políticas
públicas, na verdade, nós temos que fazer dentro do contexto da política. E a
política tem que ter, na verdade, um vínculo muito forte com a democracia dizia
nosso amigo [ininteligível] Democracia não é uma palavra
vaga, democracia é um valor fundamental. Gorbachov dizia o valor universal,
então, a democracia caminha pari passu a política.
E quando se fala que não há envolvimento, que não há engajamento, que a
sociedade não participa, que os jovens participam, porque na política brota e
pulsa a corrupção. Na verdade, a política é um reflexo e um espelho, o Congresso
Nacional é um espelho do que somos enquanto sociedade e enquanto comunidade. Se
nós não definirmos o que somos enquanto sociedade e enquanto comunidade, nós
vamos ter uma política levada dessa natureza, dessa linha e nessa direção. Quer
dizer, o Congresso Nacional é o palco das grandes decisões no País e como tal
existem os bons e os maus políticos, só que como é cenário das
grandes decisões, parecem muito mais do que médico que não faz da prática da
medicina o melhor caminho, advogados, engenheiros, quer dizer, então o
fundamental é trabalhar o espírito é trabalhar a sociedade. E trabalhar a
sociedade começa de tenra idade, começando na educação o pilar família, o pilar
educação. Educação não está para apontar e para formar os profissionais do
amanhã, está para apontar e formar um homem, o caráter, o homem de valor de
ferro de vontade de aço, está para formar exatamente o democrata, o homem que
vai ser instrumento e ferramenta das nossas decisões que vai nos representar.
Então é o exercício pleno da cidadania que tem que ser travado esse embate
pelejado e exatamente ao longo do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. E se nós
não tivermos essa prática, não ainda depois querer evitar o trote violento, os
homicídios, os assassinatos, as pichações. Então, a educação é o vinco, é a base
da nossa criatividade, da nossa ambição de ter uma geração melhor, sadia, culta,
civilizada e inteligente. E, quando um jovem picha um monumento, ele tem está
batendo no rosto de Carlos Gomes, de Campos Salles, de Francisco Glicério, dos
meus antepassados que ajudaram a construir essa cidade. Meu trisavô foi Vereador
em Campinas em 1844, meu bisavô em 1873. Aí, outro dia, um Vereador perguntava:
“Mas meu Deus esses jovens não sabem o que é essa história da nossa cidade”, mas
precisam se conscientizar, nós precisamos politizar essa questão.
Porque a partir do momento que eles conheçam a cidade, primeiro tem que tem
saber que ali tem um monumento que alguém fez alguma coisa pela terra, que em
função do trabalho hercúleo dessas pessoas, que nós aqui estamos hoje, que temos
uma cidade cujo povo é diferenciado, locomotiva do exterior do Brasil, pólo
cultural, econômico, financeiro, educacional, capital tecnológica, capital da
grande região metropolitana de Campinas. Cidade pujante, forte. Se isso
aconteceu é porque nós temos um passado, um passado que é palpável, que é
concreto e que está aí e se mostra através da família, através da educação,
trabalhando isso através de gestos. Eu falo de gestos. Eu não me lembro,
Vereadora Leonice da Paz, de nenhuma obra inaugurada por Ghandi, o grande
pacifista que nós tivemos no século passado, nenhuma obra dele. Eu não lembro de
nenhuma placa do Ghandi que ele inaugurou, mas me lembro de gesto mínimos do
Ghandi, quando ele foi em direção ao mar, andando 400 quilômetros, 12h por dia
que ele podia usar qualquer outro meio de locomoção, um animal, um veículo, mas
ele caminhou
em direção ao mar, o povo junto caminhando com ele crescendo na alma do povo,
que ele precisava tocar o mar e mostrar que o sal brotava na Índia, das rochas
do mar e não era monopólio inglês o sal. Porque dizia que a vida cresce devagar.
Enquanto ele encaminhava com o povo ia acalentando o sonho do povo de reversão,
o sonho do povo de independência de colocar os pingos nos is, nos js e dizer
para a Inglaterra que aquele país era da índia e que os indianos precisavam
tomar conta da Índia. E que fez esse gesto e que faz essa Comissão, o que faz a
sociedade civil organizada nesse momento, os segmentos da sociedade, as forças
vivas.
Gesto esse liderado pelo Antônio Francisco, de concitar, convidar, convocar toda
a sociedade civil organizada da Campinas para estar a frente desse movimento,
para dizer um não, um basta para atenuar, minimizar a dor de Campinas que se
sente com o coração dilacerado, quando seus monumentos estão sujos,
emporcalhados, mas que precisam na verdade não de prisão, mas
que precisam ter um ensino que aponte o melhor caminho, o caminho mais concreto,
mais fértil e mais fecundo, para que ele transforme aquela “incestuosidade”,
numa boa coisa, num aceno positivo, num gesto positivo. Num gesto que fez o
Ghandi, guardada as devidas e honrosas proporções. Então, nós precisamos fazer
isso, conscientizar, polemizar toda a sociedade. Através de reuniões como essas,
dezenas de reuniões como essa, para que a gente culmine aqui num ato público na
Câmara com 600, 700 milhões pessoas para que depois na esteira desse movimento a
gente vá à praça pública, ao Largo do Rosário, façamos comícios, passeatas,
carreatas para mostrar para a sociedade que quando você atira uma pedra, quando
você pinta, quando você suja um monumento, você está sujando a sua casa, a
história da sua cidade. Você não está preservando a sua memória.
Se você não preserva a sua memória, você não tem nada para contar. Esse é o
momento, é o momento de assumirmos esse caminho e essa direção. E depende de
nós, depende do Prefeito limpar os monumentos, depende da Guarda Municipal tomar
conta dos monumentos, não ainda esperar a coisa acontecer temos que trabalhar
já. Louvo e aplaudo, enalteço o trabalho da Secretaria de Educação, através do
Amilton, muito bom, porque o grafiteiro tem que ser destacado, tem que fazer da
pichação uma obra de arte, estimular, homenagear, mostrar que existe outro
caminho, palmilhar outra estrada, a estrada que vai gerar alguma coisa para
alguém, vai dar alguma coisa para alguém, o exemplo, o exemplo que fica. Também
a Secretaria de Cultura nessa direção, mas não posso deixar de dizer, eu sempre
falo que a nossa posição é de oposição, oposição de equilíbrio, mas a favor da
cidade. E a favor da cidade, nesse momento, eu quero dizer para o senhor, Sr.
Prefeito, que é preciso limpar os monumentos da cidade, é preciso imediatamente
colocar a Guarda Municipal atenta aos nossos monumentos, para que nós,
simultaneamente a isso, concomitantemente a isso, consigamos levar junto com o
Prefeito, com os Vereadores e com a sociedade civil organizada, basta a
pichação, chega a pichação, tem coisas mais bonitas para fazer, vamos construir
a cidade dos sonhos, uma cidade solidaria, justa, fraterna, amiga, companheira,
colega, uma cidade que a gente tenha vontade de dizer em alto e bom, esta é a
nossa terra e nessa cidade eu quero morar. É isso, esta é a importância de
estarmos aqui, esse debate bom da Piedade, do Gabriel, do Ex-Vereador Vinicius
Gratti, do Amilton, da professora, dos Assessores, dos jovens.
SR. PRESIDENTE VEREADOR ANTONIO F. SANTOS (O
POLITIZADOR) (PMN): Dos jovens.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES
(PSDB): Cada vez que eu vejo um jovem querendo participar da política eu me
sinto fortalecido, vocês precisam continuar, mas precisam continuar na política
do bem, a política da construção da consciência humana. Por essas e outras, que
eu estou muito feliz de participar desse debate, em que pese as minhas condições
físicas não sejam das melhores, eu vou ser operado a semana que vem, mas fiz
questão de estar aqui para dar esse testemunho de felicidade, de estar fazendo o
que eu gosto, que a minha vocação sendo desenvolvida e estar participando com
vocês aqui. 30, 40, 50 pessoas, centenas de pessoas que estão nos assistindo na
TV Câmara, não adianta agressão, não adianta nada, ainda é discussão. Vamos para
terminar, vamos dar concorda, vamos dar fôlego, vamos acenar e sinalizar o
diálogo, o diálogo é o nosso caminho, o entendimento, a confraternização das
diferenças, esse é o caminho de uma sociedade que nós tanto sonhamos. E essa
sociedade pode começar aqui hoje com essa boa reunião. Muito obrigado.
SR. PRESIDENTE VEREADOR ANTONIO F. SANTOS (O POLITIZADOR) (PMN): Eu fico
muito agradecido a vocês, a você
principalmente, a de camisa vermelha, como é o seu o nome? Mariana.
SR. VEREADOR GILBERTO
BILÉO SOARES
(PSDB): Eu gostaria de aproveitar, só para concluir. Os jovens, Vereador
Antonio F. Santos (O Politizador), tem razão. Eu acho que a gente tem que criar
um canal de comunicação com os pichadores, é uma maneira de você tentar ali
conversar qual o motivo, quais são as razões que levam a fazer esse tipo de
coisa e mostrar que esse não é o caminho e discutir, porque não pode fazer aqui
um diálogo em lateral. Nós contra os pichadores, quer dizer, os pichadores
precisam se envolver, mostrar o caminho e quando você prepara uma geração para o
futuro, você prepara o já, você vai criando toda uma perspectiva que ele tem uma
vida saudável agora e sintonizada com todo o progresso inerente, que a cidade
convive.
Então, eu acho que a gente poderia talvez começar a conversar não sei de que
maneira, vamos ver qual seria a maneira pela qual a gente faria esse de tipo de
conversa, Vereador Élcio Batista aqui presente. Conversar qual é o problema?
Vamos trabalhar a linha dos grafiteiros porque não embelezar a cidade, fazer
disso uma obra de arte. Eu acho que essas sua propostas são exatamente aquilo
que eu penso, quando eu falei que precisa dar fôlego, dar corda, linha ao
diálogo, o diálogo pressupõe todos conversando, todas as partes porque senão
isso não é democracia. Eu gostaria de registrar para o senhor finalizar, que
esse é o gancho que a gente deve também levar dessa reunião, Vereador Antonio F.
Santos (O Politizador).
SR. PRESIDENTE VEREADOR ANTONIO F. SANTOS (O
POLITIZADOR) (PMN): Eu quero aqui nesse exato momento, vinte para as cinco,
estamos aqui encerrando esta reunião da Comissão Especial de Estudos da
Pichação. E quero aqui pedir desculpa aos jovens, principalmente aos jovens, se
nós erramos em alguma coisa. O que nós estamos fazendo aqui é para consertar o
ponteiro. Nós não estamos aqui, em hipótese alguma, com uma ferramenta para
desviabilizar o projeto dos jovens, muito pelo contrário. Nós estamos aqui,
pronto, pronto, pronto para contribuir com a juventude, porque eu também já fui
jovem eu sei o espírito dos jovens. Inclusive, já fui um pichador.
[risos]
[palmas]
SR. PRESIDENTE VEREADOR ANTONIO F. SANTOS (O
POLITIZADOR) (PMN): Portanto, muito obrigado e convido os senhores para a
próxima reunião, dia 30.
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