Discurso


13/05/2009

 

28a Reunião Ordinária, realizada aos 13 de maio de 2009

 

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Sr. presidente, vereador Valdir Terrazan, Ademir, Benê, vereadores presentes, distinto e seleto público, telespectadores da TV Câmara. Eu estava fazendo aqui algumas anotações e é importante mencionar que os negros trabalharam no engenho de açúcar bem como na mineração de diamantes, que a família no Rio de Janeiro, na época de Dom João... Porque Dom João, na verdade, quando veio de Portugal para o Brasil foi um divisor de águas. Começou a brotar um novo Brasil. Que o Rio era próspero, mas não tinha refinamento. Era uma colônia, infelizmente, mergulhada na ignorância e no isolamento. Era um império carola, empobrecido, decadente. Para que vocês tenham uma idéia, vereador Dr. Dário Saadi, os nobres, as pessoas mais abastadas eram transportadas por uma cadeira e o povo andava a pé. Apesar da presença da corte portuguesa no Rio de Janeiro, a cidade era provinciana, obviamente. Tinha também, Benê, a rede com varões sustentados por escravos, era um meio do transporte comum em viagens mais longas no interior do país. E, fora dos horários tinha o trabalho avulso dos negros, que eles na verdade vendiam carvão, milho, capim, leite, etc. O mercado de escravos no Rio de Janeiro ajudava a financiar a corte no Brasil com empresários proeminentes e traficantes de escravos. No Rio de Janeiro, a alimentação era precária e a limpeza da cidade confiada a urubus. Tinham os pretos de ganhos, escravos, os donos exploravam como vendedores ambulantes nas ruas do Rio de Janeiro. Se você pegar esse início do século XVIII, nós naquela época não se tinha fossa sanitária porque o lençol freático era muito baixo. Então, eles tinham tonéis onde se depositava as fezes e a urina. E os negros levavam esses tonéis até o mar. E daí, corria por entre as frestas dos tonéis amônia e uréia é a aí os negros eram chamado de tigres. Gilberto Freire fala que por causa dos tigres a rede de abastecimento, a coleta de esgoto, demorou a chegar ao Rio de Janeiro em 1862.
Outra questão era a questão da comida. Aparentemente, as casas eram bonitas. Os senhores comiam com as mãos. Até compartilhar a comida no mesmo prato era uma prova de amizade. Mas, os negros ficavam ao lado, sentados, e a senhora e o senhor depositavam aquilo que eles achavam com a mão para o negro comer. E, ainda diziam que os africanos que aqui vinham traziam moléstias endêmicas, epidemias. Então, a Câmara Municipal, me dá mais meio minuto, vereador Valdir Terrazan. E, a Câmara Municipal da época no Rio de Janeiro, através dos médicos que não eram médicos, porque não existia Universidade, existiam barbearias que tinham bacias com monte de quinquilharias, de instrumentos e ferramentas diversas que faziam cirurgiões dentistas, não é? Era o médico e o barbeiro. E, os médicos da época indicavam a Câmara Municipal para que mudasse a mercado dos negros do Centro e foi mudado. Passados duzentos anos, mudamos todos nós, toda a sociedade porque aqui estamos hoje, negros e brancos irmanados para dizer ‘basta’ ao preconceito. Basta ao preconceito. E aqui hoje, vereador Miguel Arcanjo, o senhor consegue trazer essa discussão para dizer que a Câmara Municipal hoje discute essa questão aberta em alto e bom som e diz que realmente nós estamos no caminho e todos somos iguais, como dizia Geraldo Vandré, braços dados ou não. Viva o negro e viva a democracia.
Muito obrigado.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Eu gostaria de enaltecer e destacar o projeto do vereador Jairson dos Anjos pela oportunidade, pelo momento em que estamos atravessando uma crise que toma de assalto, uma crise que envolve tudo e todos, então, nesse momento, ele cria uma semana de estudos, de discussões, de conscientização e, sobretudo de politização sobre o tema, como já fizera também o vereador Luiz Henrique Cirilo, que também tem uma Comissão de Estudos que debate e busca alternativas palpáveis e concretas ao impacto da crise na região metropolitana de Campinas.
Então, são iniciativas, dessa monta, dessa natureza e dessa dimensão, que nós, da Câmara Municipal, estamos proporcionando à sociedade para buscar
alternativas e sairmos da crise, que se avizinha também aqui no nosso município.
Muito obrigado, parabéns pelas suas observações e colocações. Bem como ao vereador Jairson dos Anjos pela oportunidade do projeto. Muito obrigado pela nobreza de ter me concedido este aparte, vereador Alberto Fonseca.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Vereador, o vereador Artur Orsi já registrou o apoio da Bancada dos PSDB a esse projeto muito bem redigido e muito bem elaborado pelos vereadores Luiz Henrique Cirilo e Petterson Prado, inclusive muito bem fundamentado, bem cercado, em consonância com as legislações vigentes. Mas, eu queria buscar uma palavrinha mágica, uma palavrinha chave, que faz parte desse projeto, que é informação. Uma campanha informativa. Hoje, muito mais casos de câncer aparecem porque nós divulgamos e temos informações e temos uma grande tecnologia hoje, bons médicos e bons hospitais. Então, as pessoas precisam ser informadas e nós estamos nessa linha novamente, pavimentando esse caminho da informação.
Eu gostaria de registrar esse encaminhamento no que diz respeito, no que tange, à informação que faz parte desse projeto. Então, por isso eu quero dizer... O Magalhães e o Edvaldo Orsi, ex-prefeitos da cidade, sempre diziam assim: “O servidor público é na verdade o grande agente político do município”.
É ele que está em todos os rincões da cidade e está trabalhando a serviço da comunidade. Nada mais do que justo, sob um sol escaldante, você dar, conceder um protetor ao trabalhador que não tem condições de ir à farmácia e comprar um protetor solar. Então, é meritório o projeto, vereador Petterson Prado e vereador Luiz Cirilo (Cirilo) e tem o apoio da nossa Bancada. Parabéns. E, propostas como essas devem ser a tônica dos nossos trabalhos aqui na Câmara Municipal de Campinas. Muito obrigado, vereador, por me conceder esse aparte.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Vereador Alberto Fonseca, um aparte? Esse projeto fala em prevenção, em conscientização, mas tem um dado importante, e na esteira desse, é importante que eu vou falar, que eu quero parabenizar toda a Casa. Quando os Vereadores, procuram e o vereador Artur Orsi, me confidenciou que procurou o nefrologista Dr. Marcelo Morelli, para fazer esse projeto, essa é a nossa função, materializar aquilo que pulsa e brota na sociedade civil organizada e o Dr. Marcelo, que já tem feito esse trabalho, acenou, sinalizou, para que nós construíssemos, todos juntos, um debate extremamente profícuo, fecundo e fértil, aqui esse projeto, que amanhã, seguramente, salvará muitas vidas através da informação que vai ser dada, envolvendo a comunidade da saúde e eu acabo de receber também, através do meu médico, Dr. Miguel Srougi, de São Paulo, estou até emocionado, que foi feita uma conferência sobe meu caso, um caso raro, que não tem uma literatura sobre o câncer de uretra, que a partir daqui a 15 dias, vamos fazer uma químio, só um comprimido e algumas aplicações de rádio. E nessa conferência, feita com os Oncologistas de São Paulo, eles acham que isso vai inibir e vai realmente barrar a volta da doença, eu quero agradecer e quero passar essa boa noticia a todos os meus amigos aqui na Câmara e a todos aqueles que nos ouvem e nos escutam através da TV Câmara. Muito obrigado.

 

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