Discurso


18/03/2009

 

13a Reunião Ordinária, realizada aos 18 de março de 2009

 

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Um aparte, Sr. vereador?

SR. VEREADOR ALBERTO FONSECA (PROF. ALBERTO) (DEM): Pois não, vereador.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Sr. vereador, eu gostaria de dizer que houve um erro, efetivamente, uma falha do nosso governo, o governo DEM/PSDB, a prova cabal e inequívoca que o senhor está aí, o senhor não é situacionista cego, muito menos eu. Mas, na verdade, a empresa já foi responsabilizada, os livros foram recolhidos, vão ser corrigidos sem nenhum ônus ao governo. Houve a falha. É fundamental o senhor vir aqui e estar nessa tribuna e falar sobre isso. E eu também, como situacionista no governo estadual, mostrar que houve essa falha, mas felizmente, foi corrigida em tempo hábil. O governo quando detectou o problema, já foi e imediatamente responsabilizou a empresa. Na verdade, era importante deixar consignado esse registro do DEM, partido que faz parte da base do Governo Serra e do PSDB. Obrigado.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Sr. presidente, vereador tucano Valdir Terrazan, Srs. vereadores, distinto e seleto público presente, internautas, pessoas que assistem pela TV Câmara esta sessão. Eu quero voltar ao assunto da pichação. Hoje, o Vereador Francisco Sellin, Líder do Governo, e Vereador Antonio Santos (O Politizador), o paladino na defesa da pichação aqui na Câmara dos Vereadores, e mais este vereador, estivemos participando de um debate pela Rádio Educativa. E lembramos, naquele momento, que essa discussão não é nova, essa discussão começou há muito tempo. Nós, quando vereador lá atrás, em 1994, no século passado, nós apresentamos um projeto de lei que dispunha exatamente sobre a proteção aos bens públicos face às depredações ocasionadas pela ação de pichadores, grafiteiros e/ou colocadores de cartazes, e dava, obviamente, outras providências.
Então, a primeira penalidade era advertência, depois a multa, e o objetivo era a preservação dos bens públicos quanto ao assédio de agentes depredadores, a necessidade de minimizar os prejuízos acarretados aos cofres públicos com sucessivas recuperações de danos causados ao patrimônio público, a defesa da higiene, da estética urbana, a conservação da qualidade de vida urbana. Esse é o projeto que eu apresentei, foi vetado pelo meu prefeito Magalhães Teixeira, à época, porque entendia a Assessoria Jurídica que era inconstitucional.
Eu não quero ter a paternidade de absolutamente nada. O importante é que essa questão tem voltado à baila sempre. O vereador vice-líder da bancada, vereador Artur Orsi, também tem uma lei datada de 2005, que proíbe a venda de spray a menores de 18 anos pune a pichação. Mais recentemente, em 2007, o vereador Francisco Sellin pinçou e tirou a questão dos grafiteiros, tentando estimular os grafiteiros para que os pichadores, na verdade, se tornassem grafiteiros. Quer dizer, estimulando, incentivando, apontando, acenando nessa direção, para que a gente tivesse uma conscientização e tentando, assim, minimizar e atenuar o drama em que vivemos hoje.
Agora, depois de várias intervenções de todos os vereadores desta Casa, mais uma ação da Prefeitura através do senhor prefeito municipal, convidando, convocando toda a sociedade civil organizada, poderes constituídos, para juntos tomarmos uma decisão. E hoje, debatíamos exatamente a respeito disso e entendíamos que é fundamental o engajamento e o envolvimento da sociedade civil organizada, de voluntários, de moradores da cidade, na conscientização e na politização da questão da pichação.
Falava agora o vereador Jairson Canário de jovens que não conhecem a história da cidade. Obviamente, precisa haver uma conscientização. Eu conheço a história da cidade e muitas pessoas conhecem a história da cidade, e precisam ser defendidas. Porque preservar os nossos monumentos é preservar a história e preservar a memória. Quem não tem um passado fecundo e fértil, não vai ter um futuro promissor. Quem não conhece o seu passado, como vai conhecer o seu futuro? Então, é a maneira de envolver, de engajar as pessoas. E então, eu propunha hoje naquele debate, vereador tucano Valdir Terrazan, um seminário aqui, um simpósio, para que as pessoas usassem esse Parlamento no sentido de envolver a sociedade campineira para a grave questão que nós entendemos.
Porque é uma questão sócio-educativa, de preservação de monumentos históricos, de bustos, e de, enfim, da história de Campinas, de cartões-postais de Campinas. Dizer que as crianças conhecem. Quem às vezes não conhece, tem escola para todo mundo, às vezes não quer ir para a escola e quer ir lá pichar, precisa ser reprimido também. Não podemos vivenciar uma impunidade, precisa ser punido. Então, nós temos que fazer do limão uma limonada. Mas é importante enfrentar essa situação que assola, que toma de assalto a nossa cidade, vereador Jorge Schneider.
Por essas e outras que eu entendo que o momento é esse, de nos envolvermos no sentido de dar um basta, um chega, nunca mais ao pichador, estimular o grafiteiro. Envolver os vereadores, os poderes constituídos, como já disse, para que a gente possa, efetivamente, barrar a ação de vândalos, de pessoas que não gostam da nossa cidade.
E talvez, fazer com que essas pessoas, vereador, comecem a gostar da nossa cidade. Se você não tivesse... Na verdade, a educação, ela não nasceu exatamente para formar o profissional, vereador Arly de Lara. Ela nasceu exatamente para formar o homem com caráter, com ética, com descendência. O homem democrata, o homem cidadão, na plenitude da sua cidadania. Então, esse é um esforço que os poderes constituídos, mais as nossas famílias, mais as nossas escolas, unidos, poderemos efetivamente acabar com esse drama que toma conta da nossa cidade.

SR. VEREADOR ALBERTO FONSECA (PROF. ALBERTO) (DEM): Vereador, Biléo--

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Um minuto, falava também ao vereador presidente da Comissão Metropolitana, não adianta fazermos lei aqui se as leis não forem integradas, sintonizadas com toda a Região Metropolitana de Campinas, na qual Campinas é a sua capital, é a locomotiva da região e a locomotiva dessa vasto interior brasileiro. Então, não adianta também ser uma atitude isolada de Campinas, tem que ser uma atitude de toda a Região Metropolitana, vereador Miguel Arcanjo. Por isso, eu já conversei com o vereador Thiago Ferrari no sentido de envolver a nossa Região Metropolitana, para que possamos fazer ações em conjunto e somarmos esforços para definirmos qual o projeto a ser atingido. E só assim haveremos de conseguir o nosso intento e o nosso objetivo. Pois não, vereador, eu lhe concedo o aparte.

SR. VEREADOR ALBERTO FONSECA (PROF. ALBERTO) (DEM): Muito obrigado. Ouvindo a sua fala sobre a questão de construirmos uma nova cultura em relação à nossa história, e aos monumentos obviamente históricos, e além disso. Uma coisa que eu observo, como professor, é o seguinte: os nossos alunos são extremamente individualistas. E essa ideia de individualismo, ele não respeita mais o coletivo. Então, entre o individual, o privado e o público, há um equívoco aí. Porque o que é público e é de todo mundo, então, não é de ninguém, então ele agride, ele destrói. E isso vai criar uma cultura nociva quando eles virem também para a administração pública, porque o que é de todo mundo, não é de ninguém, e aí vai aparecer a corrupção. Então, eu sempre falo para os meus alunos o seguinte: se você não risca a sua carteira... Ou se você não risca dentro da sua casa a sua mesa, a sua geladeira, porque é sua, por que você vai riscar aquilo que é de todos? Então, há um problema de valores. Nós precisamos construir uma nova cultura onde as pessoas respeitem o coletivo, que é o mais precioso, é o bem de todos. Então, o banco da praça, os monumentos históricos são de todos, é um patrimônio nosso, todos nós temos que proteger--

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Cartões-postais de Campinas.

SR. VEREADOR ALBERTO FONSECA (PROF. ALBERTO) (DEM): E o que é o privativo, o seu, a sua geladeira, a sua casa, faz o que você quiser, é seu. Mas o que é nosso, o patrimônio da nossa cidade, tem que ser cuidado por todos.

SR. PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB): Um minuto, vereador.

SR. VEREADOR ALBERTO FONSECA (PROF. ALBERTO) (DEM): Obrigado, Sr vereador Gilberto Biléo Soares.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Não tem de quê, vereador Alberto Fonseca (Prof. Alberto).
Quero dizer que meu pai me ensinava que a cidade era a nossa casa, e deveria haver o respeito como nós respeitávamos em casa, precisaríamos respeitar a nossa cidade, a nossa coletividade. Felizmente, a nossa família tem uma história nessa cidade de construção, de tijolo por tijolo, da bela Campinas. Então, por isso que eu acho que esse movimento é oportuno, é inerente ao momento e é fundamental que todos nós precisamos arregaçar as mangas e começarmos, na verdade, a tocar nessa ferida. E tenho absoluta certeza de que juntos, ninguém pode com os poderes constituídos e ninguém pode com a força, exatamente, da democracia, representada aqui pelos veadores e pelo povo organizado. Muito obrigado, companheiros.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Sr. presidente, Srs. vereadores, distinto e seleto público presente, telespectadores da TV Câmara. Eu também queria fazer minhas as palavras do vereador Zé do Gelo, enaltecer e destacar aqui a figura impar da Cida Fufule, uma figura das mais diferenciadas, que é o símbolo da sociedade civil organizada sempre presente-- [palmas]

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Então, não vamos pagar o jeton(F) para a Cida, não veio sexta-feira e nem quarta-feira, eu espero que nas próximas sessões ela esteja presente, porque na verdade ela ajuda os vereadores a fazer um bom trabalho assim como as pessoas que aqui frequentam. Eu quero dizer têm alguns temas que eu gostaria de desenvolver hoje o primeiro é a história da Catedral que o vereador Arly de Lara veio à tribuna e falou. Nós estivemos junto na Santa Casa, com o cônego Cipolini discutindo. Eu acho que na verdade é um precedente você abrir essa questão só para a Catedral. Então é um problema muito sério etc., porque daí é um precedente histórico e todas as igrejas, todo mundo vai querer... Agora, o que nós discutimos ali inclusive na presença do cônego é que se faça um projeto de banheiro público no centro. Quer dizer, um projeto com cinco, seis banheiros e que seja terceirizado isso, que haja uma concessão, enfim, que haja uma participação de pessoas nesse sentido para que a gente possa... E isso existe na Europa, existe nos Estados Unidos, existe em muitos lugares, então, eu acho que essa proposta que a gente traz que o vereador Arly me antecedeu aqui falando sobre isso, que eu gostaria de reforçar e fazer coro as palavras do vereador Arly de Lara.
No que diz respeito ao tema envolvendo a Secretaria de Estado, eu lamento pela segunda vez, a empresa já foi responsabilizada, os livros foram recolhidos, corrigidos. Nós vamos distribuir outros livros, etc., a Secretaria de Estado, eu não sou um situacionista cego e burro, errou nós estamos aqui para acusar o erro. Agora, a educação de São Paulo é uma situação boa. Quer dizer, nós entendemos isso, eu não quero entrar nessa polêmica, porque pela segunda vez viemos lamentar, mas estamos lamentando e assumimos esse erro e não tem problema algum. Isso porque assumimos isso, quer dizer, da mesma maneira como a gente não faz uma oposição sistemática, também não somos um situacionista sistemático. Errou tem que buscar os responsáveis, já foram responsabilizadas as pessoas envolvidas nisso aí, então ponto final, pingos nos "is". Eu quero dizer que, por algumas vezes, eu já vim a essa Tribuna falar dos cartões-postais. Falei da Lagoa do Taquaral, outro dia estivemos lá. Hoje temos dois ou três requerimentos de nossa autoria, indicações, tentando modernizar melhorar dar mais qualidade aos frequentadores da Lagoa do Taquaral, falamos da Arautos da Paz, falamos do Largo do Café. Falamos outro dia da Praça Maior que virou praça menor é uma praça fantasma não tem ninguém, esperamos providências. Essa crítica é construtiva para melhorar a qualidade de vida do nosso povo campineiro.
E, hoje, eu venho a essa Tribuna para falar de outro cartão postal que virou chiqueiro, o teatro que virou chiqueiro, que é na verdade o Teatro do Centro de Convivência. Não sou eu que estou falando isso, apesar de já ter dito nessa tribuna aqui que, às vezes, a Orquestra Sinfônica tem que sair, porque pinga gotas de chuva, quer dizer, na verdade, o que acontece é realmente muito complicado lá, às vezes, a Orquestra Sinfônica sai para fazer esse concerto lá fora digamos assim, quer dizer por que não pode desenvolver o seu trabalho lá no Centro de Convivência. Eu quero dizer que o que mais me assustou na fala hoje do Thiago
Lacerda é que ele disse o seguinte, por exemplo, “Campinas está descartada” e ele vai procurar outra cidade, talvez Paulínia, para desenvolver a cultura lá em outra cidade. Muito que bem, a região metropolitana precisa efetivamente de teatro, de cultura e etc., mas Campinas, como digo sempre, uma cidade progressista, de vanguarda, cujo povo é culto, civilizado, pólo aglutinador, catalisador, universitário, pólo educacional e pólo, fundamentalmente, cultural. Quer dizer, então, não pode acontecer o que está acontecendo com o teatro de arena, com o teatro do Centro de Convivência, precisa dar um basta.
Então, eu disse em alto e bom som no primeiro discurso aqui, eu quero apontar os erros ao Sr. prefeito e quero ser convencido dos acertos, essa palavra que vai nortear o nosso caminho e o nosso parâmetro.

SR. VEREADOR THIAGO FERRARI (PMDB): Vereador, um aparte.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): É preciso fazer alguma coisa e melhorar a qualidade de atendimento no Centro de Convivência. Um aparte ao Vereador Thiago Ferrari.

SR. VEREADOR THIAGO FERRARI (PMDB): Nobre Vereador, em primeiro lugar eu gostaria de elogiar sua postura, assim como situação, base de Governo do Estado, assumindo a responsabilidade, assumindo as culpas por assim dizer e como oposição também com sua sensibilidade de querer construir uma Campinas melhor, uma pessoa que tem vínculo com Campinas e vínculo com o seu partido também, mas de forma construtiva—

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Obrigado, vereador.

SR. VEREADOR THIAGO FERRARI (PMDB): Eu gostaria de parabenizar a sua postura que dignifica muito a nossa função de vereador aqui e a minha admiração pela sua postura como oposição. Eu gostaria também de esclarecer com relação ao seu questionamento, que isso é uma preocupação do Governo também e o Governo tem se preocupado com essa situação. Há um cronograma de recuperação desses teatros e sendo que o Centro de Convivência, como ele tem uma arquitetura do
Fábio Penteado diferenciada, houve até uma discussão com o autor, com o arquiteto, para que pudesse fazer uma intervenção com a anuência dele, para que não ficasse prejudicado o projeto, a obra de arte dele por assim dizer, mas isso está dentro do cronograma, a Prefeitura tem um cronograma de recuperação desses teatros respeitando também como o senhor bem lembrou da vocação cultural da nossa cidade.
SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Obrigado.
SR. VEREADOR THIAGO FERRARI (PMDB): E mais uma vez ressalto a sua função importante de ter uma oposição construtiva na nossa cidade. Obrigado.
[palmas]
SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Vejam bem os senhores, que dizer, essa inovação no conceito de fazer política que a gente quer trazer aqui. Eu assumo as responsabilidades do Governo do Estado, vem aqui o vereador Thiago Ferrari, que é base de governo assume as responsabilidades do Governo Municipal e assim a gente pode burilar melhor, lapidar melhor projetos que estejam sintonizados com o nosso povo e com a nossa cidade. Por exemplo, Vereador Thiago Ferrari, olhe o que disse o Thiago Lacerda: “Não tem luz, nem som, o camarim estava cheirando mal, a minha camareira teve de fazer faxina e matar baratas para que pudéssemos entrar nele, é uma vergonha". E outros artistas já criticaram os teatros do Centro, não é coisa de agora não. Não vamos jogar só a responsabilidade no Governo Hélio, vem de 2002. O Otávio Augusto reclamou, o Miguel Falabella a mesma coisa, o finado Paulo Autran, Denise Fraga, Lígia Amadio e o Thiago Lacerda. Então são pessoas que vivem e que Campinas exporta cultura, Carlos Gomes, tantos artistas, atores, atrizes que passaram por Campinas ao longo de mais de duzentos anos, esperam uma providência efetiva do poder municipal.

SR. PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE VEREADOR VALDIR TERRAZAN (PSDB): Um minuto, Vereador.

SR. VEREADOR GILBERTO BILÉO SOARES (PSDB): Então, eu acho que é fundamental que a gente se mobilize aqui no sentido de fazer um requerimento em conjunto, para que esse drama vivido pela área cultural de Campinas, com relação ao teatro do Centro de Convivência e também do Castro Mendes que está pichado. Está pichado com tapume lá vai ser inaugurado em breve espero que sim, quer dizer uma cidade com dois teatros, está na hora de nós buscarmos
alternativas. Campinas tem que ter três, quatro, cinco, seis teatros. Não pode ser Campinas é uma cidade que pólo cultural tem que vivenciar a cultura. Campinas faz cultura, exporta cultura. Providências são necessárias, imprescindíveis. Srs. vereadores, senhoras e senhores presentes aqui hoje na Câmara Municipal de Campinas. Esse é o meu desabafo e espero que o Executivo assim sendo tome as providências necessárias e cabíveis para que a gente possa ter um teatro diferenciado, que a gente possa aproveitar da cultura brasileira aqui em Campinas.
Muito obrigado.

 

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