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BULLYING compreende todas as
formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem
motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando
dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto,
os atos repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de poder são as
características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima.
Por não existir uma palavra na
língua portuguesa capaz de expressar todas as situações de BULLYING possíveis, o
quadro, a seguir, relaciona algumas ações que podem estar presentes:
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Agredir |
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Empurrar |
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Isolar |
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Amedrontar |
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Encarnar |
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Ofender |
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Assediar |
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Excluir |
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Perseguir |
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Aterrorizar |
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Fazer sofrer |
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Quebrar pertences |
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Bater |
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Ferir |
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Roubar |
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Chutar |
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Gozar |
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Sacanear |
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Colocar apelidos |
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Humilhar |
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Tiranizar |
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Discriminar |
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Ignorar |
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Zoar |
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Dominar |
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Intimidar |
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2)
Identificação de Autores e Vítimas
Os autores
são, comumente, indivíduos que têm pouca empatia. Freqüentemente, pertencem a
famílias desestruturadas, nas quais há pouco relacionamento afetivo entre seus
membros. Seus pais exercem uma supervisão pobre sobre eles, toleram e oferecem
como modelo para solucionar conflitos o comportamento agressivo ou explosivo.
Admite-se que os que praticam o BULLYING têm grande probabilidade de se tornarem
adultos com comportamentos anti-sociais e/ou violentos, podendo vir a adotar,
inclusive, atitudes delinqüentes ou criminosas.
As vítimas são
pessoas ou grupos que são prejudicados ou que sofrem as conseqüências dos
comportamentos de outros e que não dispõem de recursos, status ou habilidade
para reagir ou fazer cessar os atos danosos contra si. São, geralmente, pouco
sociáveis. Um forte sentimento de insegurança os impede de solicitar ajuda. São
pessoas sem esperança quanto às possibilidades de se adequarem ao grupo. A baixa
auto-estima é agravada por intervenções críticas ou pela indiferença dos adultos
sobre seu sofrimento. Alguns crêem ser merecedores do que lhes é imposto. Têm
poucos amigos, são passivos, quietos e não reagem efetivamente aos atos de
agressividade sofridos. Muitos passam a ter baixo desempenho escolar, resistem
ou recusam-se a ir para a escola, chegando a simular doenças. Trocam de colégio
com freqüência, ou abandonam os estudos. Há jovens que estrema depressão acabam
tentando ou cometendo o suicídio.
3) Ações
Consideradas Bullying
Os autores do bullying usam
principalmente uma combinação de intimidação e humilhação para atormentar suas
vítimas. Abaixo, estão alguns exemplos das técnicas debullying:
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Insultar a
vítima; acusar sistematicamente a vítima de não servir para nada. |
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Ataques físicos repetidos contra uma pessoa, seja contra o corpo
dela ou propriedade. |
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Interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa, livros ou
material escolar, roupas, etc., danificando-os. |
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Espalhar rumores negativos sobre a vítima. |
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Depreciar a
vítima sem qualquer motivo. |
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Fazer com que
a vítima faça o que ela não quer, ameaçando a vítima para seguir as ordens. |
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Colocar a
vítima em situação problemática com alguém (geralmente, uma autoridade), ou
conseguir uma ação disciplinar contra a vítima, por algo que ela não cometeu ou
que foi exagerado pelobully. |
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Fazer
comentários depreciativos sobre a família de uma pessoa (particularmente a mãe),
sobre o local de moradia de alguém, aparência pessoal,
orientação sexual,
religião,
etnia, nível
de renda,
nacionalidade
ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual obully tenha tomado
ciência. |
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Isolamento
social da vítima. |
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Usar as
tecnologias de informação
para praticar o
cyberbullying
(criar páginas falsas sobre a vítima em
sites de
relacionamento, de publicação de fotos etc.). |
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Chantagem. |
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Expressões
ameaçadoras. |
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Grafitagem
depreciativa. |
4) Solução e
Ação
No Brasil temos um numero preocupante
e alarmante, eis que 47% dos estudantes estão envolvidos com o Bullying.
O fato mais assustador é que esse
fenomeno é muito confundido com brincadeira nas escolas, sendo que esse
sofrimento vivido pela vítima podem causar traumas irreversíveis, como doenças
emocionais, dificuldade de relacionamento, distúrbios alimentares, diminuição na
autoestima.
Nesse sentido, é necessário fazer um
trabalho de prevenção nas escolas e nos ambientes familiares. Ja temos ciência
que um trabalho pioneiro realizado em São Jose do Rio Preto reduziu quase pela
metade os casos de Bullying.
O que se pode
notar é que a falta de informação acerca do tema pode causar transtornos
irreversíveis na vítima e alteração forte no ambiente escolar. |