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Gilberto Celestino é o seu nome de batismo, mas para todos nós é
Biléo Soares,
vereador pela segunda vez em Campinas. Conheci Biléo quando ele ainda era
estudante de Direito e desde aquela época já corria em suas veias a política.
Tucano juramentado, foi o primeiro presidente da Juventude Latino-Americana pela
Democracia e convivia de perto com o saudoso governador Montoro, com quem
aprendeu a caminhar pelo mundo político.
Magalhães Teixeira foi seu segundo pai dentro do PSDB e o grande responsável por
sua primeira eleição como vereador em 1993. A calça marrom, a camisa azul clara,
a jaqueta bege e Biléo ao lado eram inconfundíveis. Assim caminhava o então
prefeito pelas ruas do Centro de Campinas.
Entretanto, três anos após, no dia 29 de fevereiro,
Biléo se tornava órfão de
seu pai político, que era cultuado pelos aliados e respeitado como ninguém pelos
adversários. |
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No mundo político, ninguém sofreu mais com a morte prematura de Grama do que
Biléo e foi com lágrimas que regou e fortaleceu sua permanência na política.
Enfrentou com bravura e intrepidez a ausência do amigo e caminhou com
perseverança na busca de seu ideal político.
No ano passado, Biléo candidatou-se novamente e foi eleito com 3063 votos. Falei
com ele no dia seguinte e jamais vi Biléo tão feliz e animado, demonstrando
propósitos claros de lutar no parlamento por uma Campinas melhor.
O destino tem submetido o atuante vereador a algumas provações, mas jamais
conheci alguém com tanta coragem. Enfrenta a doença com o mesmo denodo com que
enfrenta seus adversários na política e sai vencedor.
Situações aflitivas e sofrimentos, que colocariam à prova a força moral, a fé
religiosa, as convicções de qualquer pessoa, não abalam
o intrépido Biléo.
Na semana passada conversei com ele e pude sentir sua animação com o trabalho
que está desenvolvendo no parlamento. Contou-me de seus pronunciamentos e
projetos e quando perguntei sobre sua saúde ele respondeu: estou sendo tratado
por grandes profissionais da medicina e ainda tenho muito a fazer por Campinas.
Discípulo de Montoro e Magalhães Teixeira só poderia ser assim, eu lhe disse.
Diariamente, na leitura dos jornais, fico enojado com os sucessivos escândalos
protagonizados por nossos políticos e muitas vezes chego a duvidar que a
democracia seja um bom regime, mas são políticos como
Biléo que ainda me fazem
acreditar no futuro.
As velhas raposas permanecem dominando os parlamentos e continuam sangrando a
República e o povo brasileiro, principalmente os que mais precisam, mas muitas
delas já se despediram e outras tantas não tardarão a deixá-lo.
A democracia brasileira é ainda muito jovem e o processo eleitoral viciado faz
com que as necessárias mudanças tardem a acontecer.
Nesta reflexão, fico imaginando como Rita, Gilberto, Mariana e Giovana estão
orgulhosos de Biléo Soares. Deste nosso intrépido vereador.
Manuel Carlos Cardoso é advogado e professor
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